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Resumo da ópera…

Há quatro meses enfrentando o coronavírus, a curva de casos está acentuada e não se sabe se chegamos ao pico e se vai começar a descer ou não. Incertezas, medos, ações tomadas até aqui por prefeitos da região, muito poucas pelo governador – que, ao que parece, abandonou o barco da covid-19 -, e um governo federal insensível à dor e ao sofrimento do povo. Uma vergonha, uma coisa inacreditável.

Politização

Pra ficar pior, que no Brasil sempre fica, estão politizando a epidemia. O fato de o presidente não estar nem aí é uma forma de politizar, defender o uso da cloroquina também. Defender o lockdown, e a não utilização de nenhum remédio para tentar amenizar os sintomas no começo da doença é o outro lado dessa moeda.

Tentativa

O protocolo que está sendo implantado em Itajaí e Balneário Camboriú vem ao encontro de uma tentativa – respaldada por parte de muitos médicos, que alegam estudos para tal – de ofertar à população ivermectina e azitromicina aos primeiros sinais da maledeta doença, mais polivitamínicos para melhorar a imunidade.

Contra-tentativa

Os modelos nas duas citys são diferentes, mas não vou ficar aqui explicando. A questão é que parte da imprensa, muitas entidades ligadas a universidades, e os sabe-tudo de plantão, são terminantemente contra. O argumento de ser contra é o posicionamento da OMS que, enquanto não se arranjar vacina contra Covid, tem que ficar todo mundo em casa e ponto final.

Uma rápida conclusão

A pandemia no Brasil está politizada e o país dividido. Sobrou para os prefeitos fazerem o possível para salvar suas populações. Na falta dos governos do Estado e Federal, fazem o que podem. O problema é que quando fazem alguma coisa em desacordo com o que determina algum dos lados dessa polarização política, levam pau. Se fazem, levam pau. Se não fazem, levam pau. E agora?

Algumas considerações

Os médicos dos planos de saúde particulares estão receitando azitromicina e ivermectina para os seus pacientes logo que apresentam sintomas. Muitos médicos do serviço público (concursados) são contra receitar esses remédios. Por que? Claro que não estou generalizando, mas é esta, por fim, a insólita situação vivida na região.

Outras considerações

No começo do século passado, o sanitarista Osvaldo Cruz apostava que o transmissor da febre amarela era um mosquito. Foi ridicularizado pela imprensa da época. No final do século passado, o Brasil, cujo ministro da Saúde era José Serra, distribuía o coquetel anti-AIDS para toda população atingida pela doença. Rapidamente o número de mortes diminuiu. A OMS era contra, dizia que a posição do Brasil era irresponsável. Cada um que tire suas próprias conclusões.

Pra terminar

O fato é que a radicalização e a politicagem atingem o auge em plena crise. A busca é por notoriedade. Muito fácil, sentado atrás de um computador ou de um celular, no conforto de casa, criticar e atacar gestores pelo que fazem. Mas são os gestores que estão na linha de frente, quebrando a cabeça pra arrumar solução para o dia a dia de uma crise mundial inédita.

Engenheiros de obras

O que vai sobrar lá na frente, quando a covid passar, e ela vai passar, será a sapiência dos engenheiros de obras feitas, que são aqueles que vão olhar pra trás, ver o que foi feito, tirar as coisas boas, e apontar os erros de quem tentou fazer o melhor. Ou os prefeitos são contra a população e tentam fazer o pior? Não né, gente?

Publicação

Este colunista recebeu neste final de semana denúncia contendo a publicação da prefa da Dubai Maravilha, feita na sexta-feira, onde chama a atenção, o volume e o valor dos contratos, feitos com uma empresa que tem como sócio o ex-secretário de Planejamento do governo do galego Rubens Spernau, Gerson de Borba Dias.

Contratos

A Planaterra, serviços de terraplanagem e pavimentação, conseguiu em uma só publicação, 28 contratos, que somam o montante de mais de quatro milhões de reais para obras, algumas com dispensa de licitação. Todas as obras vão sair de uma vez só, nos próximos quatro meses, ou não?

Flores

Pra refrescar a memória dos nobres e estimados leitores, Gerson de Borba Dias foi secretário de Rubens Spernau, no período em que a city mais ficou florida, o que chegou até deixar Gerson conhecido popularmente na city praiana, como “Secretário Florzinha”, até uma Avenida, a Avenida das Flores, ganhou este nome devido grande quantidade de flores que foram plantadas.

Esclarecendo

O mais curioso é que os grandes serviços de Terraplanagem e pavimentação vinham sendo conduzidos pela Baltt engenharia, de Piçarras, vencedora dos trâmites licitatórios, como o novo acesso aos moles do Pontal Norte, entre outras. O espaço, sempre ressaltando que não é o dono da verdade, segue aberto aos interessados para os esclarecimentos que se fizeram cabíveis.

Não perdeu

O vereador Bola Pereira (PSDB), que é presidente da comissão de ética da casa do povo da Dubai Brasileira, em contato com a coluna, diz que não perderam nenhum prazo. No caso do vereador Moacir Schmitt (PSDB) ou do Asinil Medeiros, o galo da Barra (PL). Fizeram tudo certinho, quem perdeu o prazo foi a comissão processante, enfatiza o vereador emplumado.

Sorteio

A comissão parlamentar processante que analisou o caso do vereador Asinil, foi formada por sorteio, como reza a lei. Foram sorteados: Pedro Francez (PL), Elizeu Medeiros e Juliethe Nitz (PL) que, além de perderem os prazos, inventaram um parecer da secretaria parlamentar que não tem nada a ver com CPP e serve pra cuidar da redação dos projetos. Ai, ai, ai qui dor!

14 dias

O prefeito da Dubai, o pop star Fabrício Oliveira (Podemos), divulgou, ontem, que em conversa com lideranças religiosas da city praiana, sugeriu que cultos e missas sejam cancelados pelos próximos 14 dias, a contar desta segunda-feira, com o intuito de conter o crescimento de contaminados pelo maledito coronavírus. Parabéns ao prefeito.

Enfrentamento

O prefeito barbudinho Volnei Morastoni (MDB) conversou com o prefeito Fabrício, no finde. Importante que os dois municípios tenham medidas conjuntas no enfrentamento à pandemia. Volnei pretende chamar outros prefeitos pra um papo de pertinho. É por aí…

Safadeza

Costumo dizer que o sujeito aceita o risco de morrer ao tomar determinadas atitudes. Contudo, enfatizo que não pode com essa atitudes colocar em risco a vida de outras pessoas. O que anda acontecendo de festinhas, aglomeros na caruda, sem máscara em sítios da zona rural, em toda a região, é vergonhoso. É preciso proteger quem se ama e aqueles que não conhecemos.

Baladas

Outra situação é a molecada de fora que baixa na região de Balneário Camboriú e entorno, sedenta por balada, encher a cara, festinhas aglomeradas. Colocando em risco e potencializando a contaminação pela covid-19. Pessoal individualista que só pensa no seu bem estar e prazer. Tem que aumentar a punição pra esses safardanas.

Calibrar

Como a coluna comentou no finde, o pré-candidato a prefeito do outro lado da vala, professor Elvis Roni Bucior (PRTB), não vem ganhando popularidade suficiente. O professor Elvis, na hora do aperto, e que se aproxima, vai ter que calibrar o discurso para um tom mais eleitoreiro. Inevitavelmente, terá que se render à coligação clássica.

Interessante…

Um desbocado que acompanha de perto as marolas políticas do outro lado da vala, em Navega-City, caceteia que as contradições políticas serão um grande passivo para alguns atores da política dengo-dengo e podem gerar um catatau de tensões.

Habilidade

O vereador Samuel Paganelli, agora no MDB, purexemplo, vai ter que ter habilidade para dizer que o cabeça ilustrada, ops, lustrada, Emilio Vieira (PP), não é tão bonito, politicamente, quanto parecia quando lhe nomeou secretário.

Fragilidade

Nesta mesma encruzilhada o vereador Murilo Cordeiro, ex-PT, com muito discurso de esquerda em praça pública, deu um cavalo de pau ideológico e curte agora uma posição à direita, carcando para o PSC. Manterá agora os vibrantes, dinâmicos e amargos discursos? Com quem estará à mesa para anunciar uma coligação? No momento, prepondera a incerteza.

O prefeito pop star Fabrício Oliveira, conversou com líderes religiosos e, missas e cultos foram cancelados pelos próximos 14 dias pra conter a pandemia

 
JC
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
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