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Operação abafa

O superintendente da Fundação Municipal de Esportes e Lazer, Fábio Rezes, o Fabinho, será investigado por supostas irregularidades na primeira CPI instalada na piramidal casa do povo nesta legislatura

Na última sessão da piramidal, na terça-feira, o barbudinho júnior, vereador Thiago Morastoni (PMDB), comandou uma verdadeira operação abafa para que os vereadores de oposição e do centrão não conseguissem instalar a CPI da FMEL, que quer apurar as denúncias do dossiê protocolado na semana passada.

Estranho
Thiago Morastoni que tanto vociferava na legislatura passada contra a corrupção, agora enfrenta meio mundo para não ver nada investigado. Depois não adianta criticar o Ministério Público e o Gaeco. Apurar é o melhor caminho.

Ou vai ou racha
Os perdigueiros (oh, raça!) lascam que o vereador Edson Lapa (PR) está num desespero total, pois não sabe se mantém ou retira o requerimento da CPI. Se retirar, parece que foi abduzido, se permanecer vai prejudicar seu indicado Fábio Rezes. Na tarde de ontem, Lapa protocolou o pedido de CPI.

Vai longe
Dizem as más línguas que a intenção do vereador é atingir Fabrício Marinho (PPS), que era o superintendente na gestão passada. Se instalada a CPI, automaticamente, o prefeito Volnei manteria o Fabinho na pasta até que fossem apurados os fatos. Isso levaria até o ano que vem.

Centrão
Ficou muito estranho que, às pressas, o vereador Fabricio Marinho, que deve ser um alvo da CPI que agora vai ser instalada, montou um bloco de situação, onde alguns vereadores se autodenominam por Itajaí. As excelências do grupo o elegeram líder do bloco.

Oxalá
Tomara que o tal bloco não tenha sido instalado de afogadilho para representar uma ameaça ao governo no sentido de se exigir que a ão ande para não sobrar para o líder do bloco. Seria muito feio.

Será?
Pode ser que a estratégia do meio-careca Fabricio Marinho seja para retirar o direito do PR a ter uma vaga na CPI, pois deve ser respeitada a proporcionalidade. Automaticamente seria indicado um membro do BAPI para a referida vaga. É isso, Arnaldo?

Lá na frente
Segundo os perdigueiros desta coluna, a intenção de Marinho em montar o BAPI vai além, já que o vereador teria a pretensão de amarrar os vereadores num bloco com finalidade de pleitear a principal cadeira do legislativo municipal na eleição da mesa no final de 2018.

BAPI
O BAPI tem na sua formação os vereadores Fabrício Marinho, Célia da Costa (PSD), Otto Quintino (PRB), Eduardo Ki-Massa (PRP), Renata Narcizo (SD) e Marcelo Werner (PCdoB). Erroneamente, a coluna citou Nikolas Reis (PDT) que não faz parte do bloco.

Sim ou não
Na ‘edificação’ do bloco ficou decidido que as excelências excelentíssimas que o compõem são vereadores de situação. Renata Narcizo do SD e Célia da Costa do PSD – desceram do muro e se declaram de situação? Será que as siglas sabem?

Convoca ou convida
Nenhuma convocação do superintendente proposta pelo vereador Robison Coelho (PSDB) passou. Thiago Morastoni acionou o trator e exigiu da bancada governista três vezes que impedissem a convocação.

Falhou de novo
Tanto no caso da Famai como agora na FMEL, o governo deixa transparecer que não quer que se investigue nada. É flagrante a reprovação para que se apurem irregularidades e supostos crimes.

Quase três milhões
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) acatou o relatório da CPI da Codetran e pede a devolução de quase três milhões de reais aos cofres da prefa peixeira. Além de convocar ex-secretários de Segurança e gestores a dar explicações sobre o rumoroso caso.

No MP
A vinda da empresa TransPiedade para emergencialmente fazer o transporte do povão peixeiro rendeu denúncia de supostas irregularidades na contratação. O matreial já chegou ao MP.

Oportunidade
Não acredito que tal se configure verdade, até pelas pessoas envolvidas na condução do processo. Por outro lado, talvez seja a oportunidade pra esclarecer e demonstrar a lisura do que foi feito.

Holofotes
Muita gente sempre gostou de estar nos holofotes do transporte público. A ação da prefa que impediu que a city peixeira ficasse sem o transporte causou perplexidade em muitos, talvez até pela eficiência do feito.

Em breve
A galega Blumenau após várias greves ficou sem busos por mais de uma semana. Itajaí não teve isso, além do munícipio acabar com o fantasma da greve trouxe uma nova empresa, desconhecida na região, mas que deve ter seu efetivo de carros aumentado gradualmente.

Cuidado
É difícil uma empresa que tenha veículos disponíveis imediatamente e talvez por isso tanto cuidado nas negociações. Tentar minar tudo é o viés de alguns para tentar prejudicar o momento tão delicado e de crise para a city. É muito fácil criticar o trabalho feito. E, num é?

JC
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
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