Dureza

As atitudes do vice-prefeito, Marcelo Saldré, ops, Sodré, têm dividido o PDT peixeiro

A lua de mel do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) aos poucos vai passando e em seu lugar virá, logo, logo, a dura realidade política necessária para fazer as reformas que o Brasilzão precisa. A da Previdência, a primeira delas. A equipe de Bolsonaro, auxiliada pelo presidente com cara de mordomo de Vampiro Michel Temer (MDB), até tentou aprovar alguma coisa. Mas não conseguiu nada.

Gemendo na rampa
Bolsonaro chegou ao poder criticando a política, mas vai precisar da política para implementar suas metas de campanha, especialmente no campo econômico, que é o motor que faz qualquer país girar.

Provar
Paulo Guedes, o superministro que tem a missão de fazer os ajustes necessários, terá que provar, rapidamente, planejamento e capacidade. Quanto mais demorar a reforma, pior pra ele. E para o novo governo. E para o país.

Jogo jogado
Uma grande aposta foi feita pelo eleitorado. Foi mais uma eleição em busca do salvador da pátria. A maioria que elegeu Bolsonaro foi a que elegeu Lula (PT), Dilma (PT) e FHC (PSDB). A diferença é o que o presidente eleito consegue fazer depois que assume.

Retrospectiva
FHC acabou com a inflação e promoveu privatizações, para o bem ou para o mal. Equacionou a dívida dos estados e implantou a responsabilidade fiscal nos governos nos três níveis, federal, estadual e municipal. Lula promoveu ganhos sociais com políticas inclusivas, que contemplaram minorias e buscaram implementar no Brasil um estado de bem estar social aos moldes europeus. Dilma deu no que deu, virou Temer.

Mito
Agora é Bolsonaro. A guinada à direita, quer quer queira, quer não, coincidência ou não, segue uma tendência de muitos países ocidentais, Estados Unidos e Itália, grandes exemplos. A questão é: o que esperar dessa virada à direita? Claro que queremos, o eleitor quer, resultados na economia, na geração de empregos, saúde, educação, segurança, inovação e etc e tal. Isso é a lição de casa.

Mas…
E liberdade de expressão? E avanços sociais importantes? E discriminação? E posicionamento quanto ao avanço cada vez mais feroz das forças do mercado em nossa vida pessoal? Sobre que limites se dará a chegada da nova economia, sobre o que será colocado em relação a temas como solidariedade, igualdade e fraternidade, que foram, até aqui, os ícones do liberalismo econômico?

Tempos bicudos
Paira sobre esses temas, além dos da luta diária pela sobrevivência, a grande dúvida dessa virada à direita. Que é assustadora para quem teme um mundo mais careta e controlado, para quem teme um mundo que não contemple a diferença, para quem teme um mundo em que “ter” valha mais do que “ser”. Essas são as questões.

Os dois PDTs
A reeleição de Paulinho Amândio como presidente da câmara de vereadores peixeira deixa claro que, além do vice-prefeito Marcelo Saldré, ops, Sodré, o PDT de Itajaí tem outro homem forte, este com voto e, ao que parece, com posicionamento distinto do presidente do partido.

Apoia Volnei
Naquela polêmica churrascada de fim de ano dos brizolistas, onde Sodré fez questão de se abraçar com Anna Carolina e Robison Coelho, do PSDB, e Osvaldo Mancha Branca Mafra, do Solidariedade, todos de oposição ao governo, Paulinho discursou que tá firme e forte com Volnei até o fim de 2020 e ponto final.

Rachando?
Quem presenciou a cena jura de pés juntos que Sodré não teria gostado nada da fala do presidente da piramidal, o que mostra uma divisão de forças dentro do partido. Os fofoqueiros de plantão juram, de pés juntos, que outras figuras públicas de peso do ão concordam com o jeito de Sodré fazer política e podem até desembarcar da sigla.

E os empregos?
Pra piorar, com Sodré mexendo as peças do tabuleiro e expondo uma aproximação dele ou do PDT com a oposição, tem muito bagrinho brizolista que trampa na prefa que tá apavorado de ficar sem o trampo nos próximos dois anos.

Escolher o rumo
Por fim, os bocudos lascam que os filiados do PDT peixeiro devem se unir pra escolher que rumo tomar. Ou abraçam a aproximação com PSDB e Solidariedade, viram oposição e desembarcam da turma de Volnei, ou param de fingir que estão junto e começam a arregaçar as mangas em prol de uma reeleição do governo. Arreda, cambada de fofoqueiro!

Fabrício, estrategista!
O vereador Fabrício Marinho (PPS) mostrou que anda mal de estratégia política. Deixou de ser secretário na prefa pra concorrer à presidência do legislativo. Até aí, tudo uma maravilha. O problema foi que no fim das contas botou o rabinho entre as pernas, desistiu da candidatura, ficou em cima do muro na votação e nem seu território marcou.

Fabrício
Fabrício também saiu da Assistência Social afirmando em textão no fecibuque que durante o tempo em que esteve por lá a pasta passou por um período de “muita gestão”. Só se for pra colecionar mendigos, dizem as bocas de tramela. A atitude revela que a humildade tem passado longe do ex-secretário quando o assunto é o próprio trabalho. Mostrar o que fez ou faz é louvável, mas você mesmo elogiar é um pouco de desespero.

JC
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
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