Confirmadas

Governador Carlos Moisés (PSL) veta projeto e dá tiro no pé

Conforme a coluna já havia adiantado no sábado, o PSDB de Itajaí confirmou em nota oficial, ontem, a saída de dois, dos três parlamentares eleitos pela sigla. Dedé da Murta e o teacher Acácio da Rocha debandaram do ninho tucano. A saída teria sido de comum acordo. Mas ainda existe o risco de perderem o mandato. Ou não?

Voarão pra onde?
Apesar de deixar o partido com apenas um terço de representação parlamentar, a saída de Acácio e Dedé deixou os militantes da sigla aliviados. No ninho os correligionários não estavam contentes com os vereadores que viraram as costas para o partido e abraçaram o prefeito barbudinho Volnei Morastoni (MDB). Ainda não se sabe pra onde voarão os ex-tucanos.

Bochicho
Nos bastidores as línguas frouxas dizem que Dedé deve embarcar nos próximos dias no MDB. Apesar de ser conhecido por ficar pouco tempo em uma sigla (será o terceiro partido em menos de quatro anos), Dedé mostrou competência e trabalho tanto como vereador quanto como secretário e certamente será bem acolhido entre os emedebistas.

Pesado
Já o nobre teacher Acácio da Rocha, que traz consigo a fama de empregar gente malandra e um processo cabuloso por ter se envolvido com uma aluna menor de idade, tem namorado o PDT de Marcelo Saldré, ops, Sodré. Só o boato de que o teacher poderia embarcar na sigla tem deixado os brizolistas de cabelo em pé. Dizem que a resistência é grande. Que coisa!

Peleia
Uma queda de braço deve acontecer na leleia a partir do dia 1 de fevereiro, entre o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) e algumas excelências excelentíssimas estaduais que já sinalizam oposição.

Pegou mal
Não pegou bem perante à sociedade catarinense o fato de o “comandante” ter vetado o projeto de lei que proibia o acúmulo de salários de servidores inativos, incluindo militares da reserva, que ocuparem cargos públicos.

Rejeição
Para o governador Carlos Moisés, o tema trata de seu próprio interesse, uma vez que apesar de não ter sido o mandatário-mor que criou a lei, Moises não fez nada de novo do que prometia ao condenar a “velha política”, em seu discurso de campanha. Ele usa dos mesmos artifícios que levaram a rejeição dos seus adversários na última eleição.

Denorex
Agora passado o período de lua de mel, entre o eleitor e os eleitos, o governador Carlos Moises sente na própria carne o precoce desgaste político de uma medida mal sucedida. Em tempos de redes sociais, o desgaste surge de forma imediata.

Soldo polpudo
Há uma previsão que somente Moisés, que é oficial da reserva do Corpo de Bombeiros Militar, deverá receber mensalmente cerca de R$ 60 mil. Deputados eleitos, como Ivan Naatz (PV) Altair Silva (PP) e os reeleitos, Rodrigo Minotto (PDT) e Kennedy Nunes (PSD), que é o autor do projeto, criticaram a atitude do governador.

“Nova política…”
A maioria chamou Moisés de “governador da nova política”, de forma pejorativa. “Aos poucos se vê que a ‘nova política’ gosta mesmo de um bom rendimento público”, escreveu Naatz em sua rede social.

Reservas de luxo
O deputado do PV comentou ainda que, não só o governador poderá duplicar o salário, mas “centenas de tantos outros coronéis e tenentes na reserva chamados para ocupar postos no governo.”.

Veta
“A maioria, como é o caso do governador, com menos de 50 anos de idade”, cravou o parlamentar, acrescentando ainda que no seu entender os reservas não estão de fato aposentados e podem ser chamados a qualquer tempo, logo ferido de morte o preceito constitucional que veta o recebimento de dois pagamentos pela mesma fonte (o Estado).

Incomodação
De fato, uma baita incomodação anunciada para quem foi eleito justamente com a cara da nova política, para mudar privilégios disfarçados em benefícios. Eventual derrubada deste veto, no plenário da Alesc, poderá desgastar o governador já no início do ano legislativo.

Saudades
Entre um salário e outro e quase todos os benefícios, dizem que o governador Moises já sente saudades do tempo em que podia programar a hora e o dia da sua pescaria, lá no Camacho, em Laguna, sem ter a responsabilidade que as urnas lhe outorgaram.

Impróprio
Ficou feio para Maravilha do Atlântico o último relatório de balneabilidade do Instituto do Meio Ambiente da Santa & Bela (IMA), que aponta todos os pontos da praia central impróprios para o banho.

Discorda
O secretário do Meio Ambiente da Maravilha, Ike Gevaerd, diverge dos resultados do órgão estadual e propõe que as coletas sejam feitas com mais frequência e com uma empresa privada.

Desafio da sunga
Estaria o secretário desconfiando do órgão chefiado pelo governo estadual ou seria sabotagem política ao prefeito pop star Fabrício Oliveira (PSB)? Pra não ficar na dúvida, gostaria de convidar o Ike, o prefeito Fabrício e o Douglas Beber, que não é parente do Justin Beber, é diretor da Emasa, para tomarmos um banho nas águas do Balneário mais disputado no sul do mundo.

Agenda
Avisem-me com antecedência pra que possa tirar do fundo do armário a minha sunga vermelha beterraba. Já vou deixar o meu dermatologista em alerta, para não precisar entrar na fila do Ruth. Minha sugestão é que convidem a vereadora Inalda do Carmo (DEM) e o prefeito Elcio Bisturi Kuhnen (MDB) também. Não perco por nada

JC
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
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