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Prêmio pela persistência

Prêmio pela persistência
O Marcílio Dias foi merecedor da vitória no clássico pela persistência e pela vontade de vencer o jogo. Em condições totalmente adversas devido ao calor do horário da partida – 11 horas da manhã – e também ao tipo de solo, que esquenta muito e até queimou os pés de alguns atletas, o Marinheiro esteve bem postado durante os 90 minutos e Paulo Foiani fez as alterações pensando em buscar a sua oitava vitória em 10 jogos na Copa SC. A origem do gol de Lauder sai justamente dos pés de Wilson Júnior e Guilherme Pitty, ambos que saíram do banco de reservas, já aos 40 minutos do segundo tempo. Além disso, o Marinheiro poderia ter definido o jogo até antes se tivesse aproveitado as oportunidades criadas, principalmente no primeiro tempo. Na etapa final o ritmo da partida caiu muito em função do calor e do desgaste dos atletas. Mais acostumado a jogar no Camilo Mussi, o Almirante Barroso até teve momentos melhores, levando perigo à meta do Marcílio, mas que soube se defender também quando preciso.

Encontrando o time
Se as atuações do rubro-anil preocupavam muito até pouco tempo pelo rendimento da equipe em campo, o Marcílio parece estar encontrando o seu time ideal. E isso passa muito pela entrada de Boquita no meio de campo. Ainda buscando sua melhor forma física, o jogador deu mais qualidade ao setor de criação e isso já apareceu nos jogos contra Figueirense e Barroso, quando iniciou como titular. Na lateral esquerda, Samuel Balbino também está melhorando sua forma física e tem mostrado mais regularidade em relação ao que Gilmar vinha apresentando. Já o ataque é o setor que Foiani precisará modificar até as semifinais. Apesar de Lauder e Mateusinho estarem dando conta do recado, Wilson Júnior e David Batista têm mais qualidade para jogar ao lado de Nathan Ferreira, que para mim não pode sair da equipe. Ainda tem a volta de Anderson Ligeiro, outro nome importante para começar jogando ou então entrar na segunda etapa.

Tiro pela culatra
A tentativa do Almirante Barroso de dobrar o valor dos ingressos do clássico para ter um lucro maior no setor marcilista deu totalmente errada. Sentido-se explorado pelo clube rival, grande parte da torcida rubro-anil boicotou a partida e acompanhou o jogo pelas ondas da rádio Univali FM e também pela Web Catarina. Com isso, cerca de 300 torcedores foram ao Camilo Mussi e o Barroso teve prejuízo com a partida. Se mantivesse os valores de R$ 20 e R$ 30, certamente teríamos cerca de mil marcilistas e uma renda muito maior para o time da casa. Outro ponto que precisa ser revisto é o horário do jogo, que prejudicou também os jogadores do próprio Almirante Barroso. Se de manhã é o melhor horário em função das outras atividades na sede do Barroso, que faça o jogo contra o Brusque, no próximo final de semana, às 10h, ou então no sábado a tarde.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
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