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Orgulho marcilista

Orgulho marcilista
A classificação para as semifinais do Campeonato Catarinense esteve tão perto, tanto na quarta-feira quanto no domingo, mas infelizmente o Marcílio Dias não conseguiu chegar até a próxima fase por questão de detalhes e de minutos. Ainda assim, apesar do sentimento de tristeza que tomou conta de Itajaí e região no final da tarde desse domingo, uma coisa é certa: estamos novamente orgulhosos de ser marcilistas. O Gigantão das Avenidas voltou a viver tardes e noites de festa, de lotação máxima, de torcida pulsante e jogando junto com o time. Infelizmente, foram só duas vitórias em casa, compensadas pelos grandes resultados fora de Itajaí. O momento é de agradecimento a todos que fizeram parte dessa história: primeiramente à diretoria que faz um trabalho fantástico de resgate do clube desde 2016; aos jogadores e comissão técnica que entenderam a grandeza do Marcílio Dias e honraram a camisa; ao técnico Waguinho Dias que mostrou mais um ano ser um dos melhores treinadores do Estado; e à torcida, que provou ser uma das mais apaixonadas desse Brasil. Há anos venho dizendo que o Marcílio Dias era um gigante adormecido, e este gigante foi despertado.

Erros cruciais
Nada vai tirar o mérito da campanha do Marcílio Dias, mas o sentimento que fica é de que o Marinheiro perdeu a vaga para ele mesmo. Alguns erros cruciais foram cometidos ao longo da competição, tanto na sequência sem vitórias no Gigantão, quanto nas derrotas nos acréscimos para Chapecoense e Brusque fora de casa. Um ponto a mais seria o suficiente para o rubro-anil ficar no G4. Certamente, a partida contra o Hercílio Luz, na quarta-feira, será lembrada por um bom tempo como o maior tropeço desse ano. Vencendo por 2 a 0 em casa, contra o lanterna, é inadmissível que o Marcílio sofra o empate da forma que foi, nos minutos finais, e em falhas defensivas. Porém, temos que reconhecer também que o destino estava traçado em favor do Criciúma. O Tigre teve uma sequência de vitórias nas rodadas finais em partidas atípicas. Contra o JEC, um gol de falta aos 49 minutos do segundo tempo. Contra o Hercílio, um gol aos 43, também de bola parada. Foi justa a classificação do Criciúma? Acredito que não. Pelo futebol apresentado ao longo da competição, o Marcílio Dias merecia muito mais. Mas o futebol é apaixonante também por isso, por ser tão imprevisível e decidido em detalhes. Fica a lição.

Olhar para frente
O Marcílio Dias mostrou sua força e ainda tem muitos degraus para subir no futebol estadual e nacional. O Marinheiro volta a campo em setembro, na Copa Santa Catarina, e tem tudo para brigar pelo título e pela vaga na Copa do Brasil. A cidade e a região precisam continuar abraçando o clube como foi neste Catarinense. Empresariado, poder público e torcedores têm que estar juntos para que 2020 seja de ainda mais alegrias e conquistas.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
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