Muito a evoluir

O Campeonato Catarinense começou e as atuações do Marcílio Dias nessas duas primeiras rodadas são preocupantes. Embora a vitória contra o Brusque tenha sido digna de comemoração e elogio pela superação da equipe em campo diante de um rival forte, a forma como o Marinheiro começou o jogo e foi pressionado pelo Marreco no primeiro tempo já dava indícios de que algo não estava certo.

Não fosse a sólida defesa e os milagres de Belliato, certamente o rubro-anil não teria somado seus três primeiros pontos na última quarta-feira. Já a atuação contra o Avaí na vazia Ressacada foi apática e com falhas infantis da defesa nos três gols azurras.

O time da casa, ainda em pré-temporada, não teve dificuldades para chegar à meta rubro-anil, aproveitando tanto os erros individuais como coletivos do setor, considerado o mais seguro da equipe. Perder na Ressacada para o Avaí nunca será algo anormal, mas certamente o Marcílio deixou a capital com a sensação de que perdeu pra ele mesmo.

Meio inexistente

Nas duas partidas o Marcílio Dias demonstrou o mesmo problema crônico: um meio de campo inexistente. Contra o Brusque, o técnico Moisés Egert entrou com três volantes, que durante 45 minutos bateram cabeça e, nem marcaram, muito menos armaram a equipe. Com a entrada de Mineiro no meio, a situação melhorou e o Marcílio ao menos manteve a bola mais tempo no campo de ataque.

Mineiro, que não está 100% fisicamente, ganhou a chance de ser titular contra o Avaí, mas não correspondeu e pediu pra sair no intervalo. O próprio Egert admite que o jogador está improvisado, já que é um atacante. Nathan Ferreira assumiu a armação no segundo tempo contra o Avaí e deu mais dinâmica ao jogo contra um Leão totalmente fechado. Com Diego Fumaça em mais uma noite que não justificou a sua titularidade, o Marcílio perdeu muito no setor e sobrou até para Daniel Pereira tentar criar algo.

Não à toa, o camisa 5 deu o passe para o gol rubro- -anil. Guilherme Pitty ainda se recupera de lesão, enquanto Hiltinho chegou no início do mês, mas ainda não ganhou a confiança do técnico e tem entrado aos poucos. Quem sofre com isso é o centroavante Carlinhos, que tem que sair da área pra buscar jogo e ainda não teve a chance de fazer o seu papel principal no time, se posicionar para finalizar e aproveitar as jogadas criadas pelos demais.

Moisés ainda não achou a formação ideal e tem insistido demais em alguns nomes, mas também não tem todas as peças necessárias em mãos. O Marcílio tem um elenco farto de atacantes, mas carece de meias. Nesse ponto, a responsabilidade é do departamento de futebol.

Vida ou morte

O jogo contra o Concórdia é fundamental para a classificação marcilista. O torcedor precisa lotar o Gigantão e o Marinheiro ter outra atitude em campo nessa quinta-feira. A rádio Univali FM (94,9) e a Web Catarina transmitem ao vivo a partir das 20h30.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
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