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Mudança na hora certa

Moisés Egert deixou o comando do Marcílio Dias na tarde dessa segunda-feira,  após uma sequência ruim de resultados que apontava para a necessidade urgente de mudança. Com o empate em 0 a 0 contra o Joinville, no último sábado, o Marcílio Dias chegou ao sétimo jogo seguido sem vencer e o sexto sem marcar gols. Alguma coisa precisava ser feita e Moisés mostrou um grande caráter ao deixar o cargo para que outra pessoa pudesse tentar algo diferente com esse grupo de jogadores. Não havia mais clima para a continuidade de Egert no clube diante da grande insatisfação dos torcedores. Moisés é sim um ótimo treinador, tem ótimo currículo, mas não deu certo no Marinheiro. Começou bem no comando da equipe, teve quatro vitórias seguidas em casa, mas desandou a partir da classificação na primeira fase do Catarinense. O futebol, como tudo na vida, é feito de ciclos e chegou a hora de mudanças no Gigantão. Ao treinador, que se mostrou uma grande pessoa no dia a dia e na relação com a imprensa, desejo muito sucesso na sua já vitoriosa carreira. As portas ficam abertas para que no futuro ele tenha outra oportunidade no Marinheiro.

O que deu errado

Como eu já tinha escrito na semana passada, após a derrota por 1 a 0 para o Pelotas, o técnico Moisés Egert precisava rever urgentemente a sua forma de jogar. Com os mesmos jogadores e o mesmo esquema tático, o resultado continuaria sendo negativo. Moisés não mudou. Insistiu na mesma equipe, botando apenas Xavier na vaga de Diego Silva, suspenso, e o começo de jogo do rubro-anil foi novamente muito ruim. O Joinville dominou os minutos iniciais e Belliato salvou o Marinheiro. Precisou que Anderson Ligeiro se machucasse para que, na falta de outro atacante no banco, Guilherme Pitty entrasse e o esquema de jogo mudasse do 4-3-3 habitual para o 4-4-2. A resposta veio na prática. Principalmente no segundo tempo, o Marcílio foi um time com mais posse de bola e criou  mais jogadas. Marllon também apareceu mais no jogo com a presença de Pitty para trocar passes curtos e explorar as chegadas dos laterais. Pelas chances criadas, duas bem defendidas pelo goleiro Dalberson, do JEC, e um chute na trave de Luiz Renan, o Marcílio poderia ter ganho o jogo e quebrado a sua má fase. Que o novo treinador encontre nesse segundo tempo do jogo contra o Joinville um caminho para iniciar um trabalho no Marinheiro. O elenco é competitivo e tem condições de brigar por coisas maiores nessa Série D.

Transmissão

Nesse sábado o Marcílio Dias recebe o Novorizontino (SP),  em Itajaí, e você acompanha todas as emoções do jogo a partir das 15h30 na rádio Univali FM (94,9) e Web Catarina.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
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