Grande final

Grande final
O Marcílio Dias fez, sim, uma grande final de Copa Santa Catarina. Foi infeliz nas penalidades, algo que se tornou especialidade do Brusque no ano, mas durante os 90 minutos foi muito superior ao atual campeão brasileiro da série D nesse domingo. Mais que isso, foi superior na soma dos 180 minutos, jogando melhor também no Augusto Bauer durante boa parte do tempo. O agregado em 2 a 2 se deu muito pelos erros de finalização no primeiro jogo e pela falta de sorte no segundo, quando o rubro-anil teve duas bolas na trave, em cobrança de falta de Guilherme Pitty e em cabeçada de Magrão. O Brusque foi competente, principalmente no primeiro jogo, quando fez dois gols mesmo com um homem a menos, mas após a partida os jogadores adversários admitiram a força do Marcílio Dias na decisão. Apesar da derrota e do sentimento de decepção, é preciso reconhecer a grande campanha do Marinheiro na competição, sendo líder de ponta a ponta e fazendo frente ao Brusque, que tem um time mais experiente e entrosado, na final.

Lição para 2020
É claro que o sentimento maior que fica é de decepção, afinal de contas, é a terceira decisão em casa que o Marcílio não leva a melhor em dois anos: somando a final da série B contra o Metropolitano, e o empate contra o Hercílio Luz no Catarinense, jogo em que a vitória levaria o rubro-anil pras semifinais. Em todos os casos, o torcedor fez uma bela festa na arquibancada, lotou o Gigantão, e saiu decepcionado e com aquele estigma de que o “Marcílio não pode jogar com casa cheia”. E esse será o maior desafio do Marinheiro para 2020: vencer os confrontos eliminatórios, até porque a nova fórmula do Catarinense prevê um mata-mata logo após nove partidas da primeira fase. Na série D, se avançar da primeira fase, o Marcílio também vai entrar no sistema de mata-mata para lutar pelo acesso. Fica a lição para o departamento de futebol: precisamos de mais jogadores decisivos e tarimbados para disputar mata-mata.

Temporada inesquecível
O torcedor marcilista fecha o ano com um sentimento amargo, principalmente por perder um título para um rival regional. Porém, temos que reconhecer que a temporada de 2019 resgatou o orgulho do torcedor e, principalmente, da cidade pelo Marcílio Dias. Foram anos sofridos na segunda divisão, e a volta do Marinheiro a elite foi com uma grande campanha, a melhor desde 2000. Na Copa SC, também foi uma ótima participação, com cerca de 70% de aproveitamento. Todos queriam algo a mais para o ano do centenário, mas esse resgate do Marcílio, com um grande trabalho da diretoria e o apoio da torcida, trará frutos no futuro. O Marinheiro está no caminho certo e tem potencial para em poucos anos subir de patamar no estado e no futebol nacional. O momento é de aprender e lamentar os erros, mas também de agradecer por termos o nosso Marcílio Dias de volta.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
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