Final em aberto

Final em aberto
O Marcílio Dias segue vivo e com grandes chances de conquistar o título da Copa Santa Catarina. O Marinheiro fez uma boa partida em Brusque e até surpreendeu os donos da casa, se impondo na primeira etapa. No segundo tempo, com um homem a mais em campo, o rubro-anil não conseguiu repetir o nível de atuação e pagou pelos erros, tanto na hora de finalizar e criar jogadas, quanto no setor defensivo. O pênalti no último lance foi fundamental para manter a disputa em aberto e também deixou o placar mais justo, embora o empate seria até mais condizente com o que foi o jogo. O Brusque tem muita qualidade, mas o Marcílio também tem jogadores que podem ser decisivos.

Decisão em casa
O Marcílio ainda não venceu o Brusque no ano, então chegou a hora de quebrar esse jejum no jogo mais importante da temporada e, talvez, da década para o clube. O torcedor terá papel fundamental, lotando o Gigantão e apoiando durante os 90 minutos, independente de como estiver a situação em campo. O Marinheiro já provou que tem time para superar e rival, ainda mais jogando dentro de sua casa, com um gramado em que está mais acostumado. A rádio Univali FM (94,9) e Web Catarina transmitem ao vivo a partida a partir das 15h30 de domingo.

Insegurança em Brusque
A Federação Catarinense de Futebol, a Associação de Cronistas Esportivos de Santa Catarina (ACESC) e os demais órgãos competentes precisam tomar medidas urgentes com relação aos atos de violência praticados pelos torcedores do Brusque contra a equipe Show de Bola na tarde desse domingo. Como já aconteceu em outras partidas no Augusto Bauer, fomos ofendidos e ameaçados durante toda a partida, tanto dentro de campo, quanto em nossa cabine, inclusive sendo alvo de cerveja atirada pelos próprios torcedores durante e após o jogo. Deixamos o estádio escoltados pela polícia, mas tivemos nosso carro atacado por socos e pontapés ao deixar o estacionamento, fora do estádio, onde estava o veículo por sermos impedidos de estacioná-lo dentro do Augusto Bauer. Os danos foram apenas materiais, mas será preciso alguém ficar ferido para que se tome uma atitude e se puna o Brusque de forma exemplar? Vale lembrar que as torcidas visitantes também passam por riscos parecidos, como superlotação da sua área reservada (450 ingressos em setor para 350 pessoas, por exemplo). A torcida do Tubarão teve um ônibus apedrejado na semifinal, sem contar o que aconteceu com a torcida do Marcílio no Catarinense, com mulheres e crianças passando mal com gás de pimenta. Ou se exige segurança para profissionais de imprensa e torcedores, ou infelizmente o Augusto Bauer não pode mais receber jogos de médio/grande porte pelo mau comportamento de uma pequena parcela de pessoas que se dizem torcedoras do Brusque.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com