Acusação grave

Acusação grave
Não bastasse a derrota aos 46 minutos do segundo tempo em Brusque, a partida no Augusto Bauer está dando uma dor de cabeça a mais para a diretoria do Marcílio Dias. Tudo por conta de uma acusação gravíssima feita pelo coronel da polícia Militar, Otávio Manoel Ferreira Filho, de que a delegação do Marinheiro teria disparado spray de pimenta contra torcedores do Brusque pelas frestas do vestiário após a partida. A informação, que foi para a súmula do jogo, deixou os dirigentes rubro-anis indignados, em especial o presidente Lucas Brunet, que nega veemente que algo nesse sentido tenha acontecido. Enquanto isso, na arquibancada onde estava a torcida marcilista, uma grande quantidade de gás de pimenta foi disparada por policiais contra os torcedores, afetando até crianças, mulheres e idosos. Curiosamente, nem essa ação ostensiva no setor visitante, nem o festival de copos de cerveja atirados pelos brusquenses contra a torcida marcilista foram parar na súmula. Se fosse dentro do Gigantão das Avenidas, certamente o Marinheiro seria denunciado e levado a julgamento no TJD.

Lamentável
O Marcílio Dias tem tido uma relação complicada com a PM ao longo da Série A, tendo em vista algumas intervenções da polícia dentro do Gigantão, como exigir muros, grades e até arame farpado pro setor de visitante (a própria PM pediu pra derrubar o muro depois de construído); acesso de torcedores apenas por uma avenida e até mesmo a ação agressiva contra alguns marcilistas no último jogo em casa. É lamentável que em pleno ano do centenário, com uma bela campanha dentro de campo, o Marcílio tenha que se preocupar semanalmente com situações originadas pela polícia Militar.

Alerta ligado
O quarto jogo sem vitória e o terceiro sem marcar gols acenderam um alerta no Marcílio Dias. A aproximação dos adversários concorrentes a quarta vaga no G4 deram mostras de que a classificação na semifinal, antes tão próxima, está cada vez mais ameaçada. O Marinheiro teve uma de suas piores atuações do ano em Brusque e mesmo assim teve pelo menos quatro chances claras de gol. Pagou pela ineficiência do ataque e pela falha defensiva no gol sofrido. É inadmissível que aos 46 minutos do segundo tempo o lateral do Brusque receba a bola com tanta liberdade e tempo para cruzar, e o autor do gol entre tão livre para cabecear a bola no segundo pau, entre a trave e o goleiro. Um lance muito parecido com o gol sofrido contra a Chapecoense em Chapecó. Foram dois pontos perdidos dessa forma, que podem fazer falta lá na frente. O Marcílio Dias ainda depende só de si para classificar e tem uma tabela acessível, que mantém boas as chances de alcançar a sonhada vaga nas semifinais, mas não pode mais vacilar como fez em algumas partidas dentro e fora de casa.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
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