Ridículo I

RESCALDO DAS ELEIÇÕES – A imagem mostra como não mais fazer política. O ex-prefeito ERD junto com Leonardo Piruka (de duas coligações diferentes) pedindo votos e levando uma surra nas urnas. Se depender dessas lideranças em crise de votos, BC continuará nas mãos de Fabrício de Oliveira com um pé nas costas. Acabou o discurso do vale tudo. Mil obras; ficha limpa, auto-elogio. Ninguém é cego.

Ridículo I
Apesar dos derrotados terem ido para as redes sociais agradecer como se estivessem satisfeitos, a verdade é que o resultado das urnas foi um grande fiasco. Os gulosos só pensaram no próprio umbigo e a região acabou sem representatividade, exceto a eleição de Ana Paula da Silva, a Paulinha, esta sim que, com muito carisma, demonstrou que alçará voos altos na política catarina. E também, a novata Ana Caroline Campagnolo, de Itajaí.

Ridículo II
A votação dos principais nomes da oposição, incluindo-se aí o de Júnior Pavan, foi patética. Fizeram uma campanha carcomida pela velhice. Vimos adesivos de Pavan e ERD circulando juntinhos e alianças brancas do vale tudo. Pavan Júnior recebeu 5807 votos em BC. Piruka não conseguiu convencer o eleitorado com suas mentiras seletivas e recebeu 6132 votos. O ex-prefeito ERD 10.871. O vice-prefeito Carlos Humberto 10.305.

Ridículo III
O que dizer então de candidaturas como de Ary Souza que recebeu 2136 votos; André Meirinho e seus 1992 votos e Walter Baldi com 811 votos? Conseguiram ser superados pelo Coronel Mocellin, um ilustre desconhecido que surfou na onda Bolsonaro e obteve 3234.

Ridículo IV
Em Itajaí foi pior. As urnas revelaram que o governo Volnei Morastoni vai mal, obrigado. Seu filho (sim, filho) apanhou da tucana Anna Carolina há dois anos derrotada pelo pai Volnei. Anna também não se elegeu deputada. Mas a maior vergonha foi essas lideranças serem surradas pela jovem desconhecida professorinha de segundo grau, ultra direita Ana Caroline Campagnolo, também soldada de Bolsonaro, eleita deputada.

Faltou…
… para Carlos Humberto e Fabrício convencerem Ary e Walter Baldi que eleição não se faz por interesse pessoal. Estão em jogo os interesses da cidade. Como CH tinha chances reais de se eleger (é primeiro suplente), é fato que os outros dois deveriam estar juntos, mesmo com as alfinetadas que dirigentes do PPS dirigiam ao candidato das redes sociais.

Os vereadores
Os vereadores de BC estão por baixo ou não trabalharam pelos seus candidatos. David Fernandes apoiou Milton Hobus; Pedro Francez apoiou Skurdlack (isso que é do mesmo partido de CH); Joceli Nazari apoiou Carmem Zanotto para federal; Arlindo Cruz apoiou Valdir Colatto. Somando todos os votos não chegam a quantidade conquistada por Wanderley Amora (1091 votos). O único que chegou perto foi Jean Kuhlman, candidato de Marcelo Achutti. Detalhe: todos esses candidatos são de fora da cidade.

Mentirosa
Esse papinho que já ouço há anos em BC da importância da representatividade política de BC em Florianópolis e (ou) Brasília é uma mentira deslavada. A sociedade organizada é desorganizada e os próprios políticos só pensam neles. E segue o fluxo.

Foram bem
Dois nomes podem comemorar. Dileta Perez com seus 3698 votos em BC e Lucas Gotardo sendo o mais votado para federal com 6230 votos, superando Piruka e Pavanzinho. A votação de Dileta a credencia a uma vaga na Câmara e se a onda Bolsonaro estiver estourando ainda daqui a dois anos pode pensar na prefeitura. Mas daí terá que conversar (e convencer) Marcelo Brigadeiro (suplente do candidato a senador Lucas Esmeraldino) que já anunciou ser candidato.

Aparentemente bem
O prefeito FO foi bem, aparentemente. Se considerar a baixa votação de seus adversários poderíamos afirmar que foi muito bem, mas saber até onde seu governo foi avaliado nestas eleições é um exercício meio pretencioso. Uma coisa é certa: o que será do segundo turno? Merísio ou Moisés? E seus cargos de confiança bem divididos no primeiro turno? Teve até campanha para ERD!! Merísio (do chefe) ou Moisés (do capitão mito). Usssshhhh!!!

A imagem mostra como não mais fazer política. O ex-prefeito ERD junto com Leonardo Piruka (de duas coligações diferentes) pedindo votos e levando uma surra nas urnas. Se depender dessas lideranças em crise de votos, BC continuará nas mãos de Fabrício de Oliveira com um pé nas costas. Acabou o discurso do vale tudo. Mil obras; ficha limpa, auto-elogio. Ninguém é cego.

Coluna do Bola
É editor da revista Photos e Imagens e já assinou a coluna Canard, do jornal Página 3.
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