Polêmica I

Polêmica I
Além de um problema, a questão passou a ser polêmica, porque foi anunciado que a Casa de Passagem (que abriga esse pessoal) será na rua 2000, onde funcionava a secretaria de Inclusão (e um dia também foi a Câmara de Vereadores). A repercussão foi horrível. Muita gente acha que a prefeitura está premiando “a vagabundagem” ao trazê-la para o centro da cidade.

Polêmica II
Recentemente uma vizinha do prédio onde funcionou a secretaria filmou alguns andarilhos que estavam deitados na calçada. Ela narrava, indignada, as imagens dos andarilhos agitados, proferindo palavrões, algo que nenhum vizinho gostaria para si.

Polêmica III
As autoridades que buscam uma solução apontam o dedo para os comerciantes (do setor gastronômico, especialmente padarias) que costumam oferecer comida ao pessoal. Então, no raciocínio deles, este pessoal se arrega e ninguém mais dá jeito na situação. No popular: ficam folgados. “A pesquisa revelou que a maioria é atraído pela solidariedade da população, que por meio da doação de esmola, possibilita custear vícios”, disse a secretária Christina Barichello, em release distribuído à imprensa sobre o plano de ação que seria apresentado à sociedade na noite de ontem no Mercury Hotel.

Oportunista
Cheguei até a receber um texto assinado pelo ex-vereador Claudir Maciel com o título: Esmola na sinaleira: vítima ou oportunista? Ele aborda a questão e afirma que esmola é um grande negócio para quem pede. Acho que generalizar não é o caminho. O país vive uma de suas piores crises econômicas e não acredito que sem-tetos e pessoas que pedem esmolas sejam oportunistas. Aliás, a prefeitura deve ter cadastrado esse pessoal e tem seus perfis.

Mas…
… a situação é um problemão. Comerciantes reclamam dos sem-teto que usam a fachada de seus comércios como quartos. Argumentam que é uma cidade turística e que este tipo de cenário não pega bem. O fato é que Christina Barichello assumiu a secretaria herdando uma inoperância que vem de anos. Ela tem lá dentro Dão Koedermann, assistente social efetivo que conhece tudo que acontece e poderia ajudar, mas que nunca vi fazer algo para resolver. Enfim, Christina está recebendo apoio de empresários no sentido de bem estruturar a nova Casa de Passagem, mas isto não basta. Se a solução dependesse só do prédio físico poderia até ser otimista, mas como envolve relações humanas assistiremos muito mais capítulos e palpiteiros exigindo solução do poder público.

Mais desgaste I
O governo continua encarando os problemas na defensiva. Espera a coisa acontecer para tentar se explicar no varejo (grupos de whats). O setor de Saúde é toda semana um problema que surge e Fabrício não reage. Até mesmo o ex-prefeito ERD subiu no palanque pra esculhambar prefeito e empresários que apoiaram Fabrício, como se ele tivese sido o maior e melhor prefeito de todos os tempos. O governo vai definhando e faz de conta que vive no país das maravilhas… pera… Alice era os tempos do ERD, não era? Os dois gostam de se enganar com as fantasias.

Mais desgaste II
Fabrício não reúne os secretários. Vai levando as coisas de barriga. Sem essa comunicação interna mais do que necessária (seria como você ter uma empresa e não conversar com seus colaboradores sobre os negócios), cada secretário faz o que bem entende. Há situações que o prefeito sabe por terceiros da cagada feita, depois que a barreira que o blinda é transposta. Aí tem que se explicar sem saber ao certo do que se trata. Está tudo errado. Dois anos perdidos que não voltam mais.

Homeless – Essa foto tirei em frente a um comércio gastronômico, bem no centro da cidade, ao meio dia. Três sem-tetos dormindo no deque do comércio enquanto o cotidiano “corria lá fora”. O número de sem-tetos cresce, transformando-se em um problema para a cidade. Um problema sem solução.

Coluna do Bola
É editor da revista Photos e Imagens e já assinou a coluna Canard, do jornal Página 3.
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