Aliás

Hora do soninho – Surgiu um buraquinho um tempo atrás. Os moradores ligaram para a prefa consertar. Demoraram mais de 10 dias. Com a chuvarada, a água entrou nesse buraquinho e fez um buracão embaixo do asfalto. Arrumaram na segunda-feira, mas como neste governo nada é perfeito retiraram a placa indicativa das ruas 1811 e 1801 e deixaram a bichinha jogada junto a uns entulhos que a peãozada não enxergou. A plaquinha adormecia lá até ontem quando a foto foi tirada.

O desgoverno é tamanho que na secretaria de Obras impera a ociosidade. Tem peão que não tem nada o que fazer e fica lá plantado até a hora de bater o ponto. Aí tu vê uma Kombi lotada estacionar. Saem uns 10 lá de dentro pra roçar e… só tinha três roçadeiras. Sete ficaram coçando o saco. Este é o nosso estimado governo.

Terrorismo
Quando o governo é ruim e vê que seus dias estão contados, sobra para quem quer apoiar alternativas de poder. Então o telefone toca e do outro lado da linha vem a ameaça. Isso é comum, o desespero toma conta. Mas o pior é quem está na linha se curvar às ameaças, ao terrorismo rasteiro. Quem se curva tem rabo preso, isso é certo. Quem não tem, enfrenta, manda à merda, denuncia.

Não assinou
Esta semana finalmente saiu do forno a Nota à Sociedade, nome de batismo da carta das oposições esculhambando com o governo que está aí. O PR não assinou. Compreensível, pois trata-se de um partido que estava até “ontem” com o governo e precisa tomar cuidado, especialmente com seus dois vereadores, situacionistas “por convicção” (sei, sei). Nas internas, líderes do PR elogiaram a carta.

O coveiro I
Falando em PR, na foto do curso para vereadores está o coveiro oficial da cidade. Ele é candidato. Me disseram que ele já havia sido candidato na eleição passada. Levou seus 200 votos. Seria uma estratégia de outros dois representantes da região, Asinil Medeiros e Elizeu Pereira, para tirar votos de candidatos de outras regiões da cidade que se metessem na república da Barra.

O coveiro II
A candidatura do coveiro me encasqueta os neurônios. O cara comanda um cemitério esgotado e abandonado. Covas estão sendo abertas nos corredores. Vão levando de barriga. Morto não vota, mas familiares de mortos podem até votar no coveiro, mas desse jeito? Improvável. Vai dizer o que o nosso coveiro? Culpa do Pirica? Bizarro, muito bizarro.

Audiência pública
Quer não resolver uma situação? Convoque uma comissão ou chama uma audiência pública. A mais recente delas aconteceu na segunda-feira. Assunto: segurança pública. A última audiência pública de assunto relevante foi da saúde reunindo representantes de praticamente todas as cidades da região. O que aconteceu desde então? Nada. Foi prometido um documento que seria entregue em mãos ao governador – ou para o grande pensador contemporâneo e “médico de carreira”, o Kleinubing – em comitiva que iria a Florianópolis. Escrevi bem. Iria. Nada mais se falou. Só sei que a secretaria de Saúde de BC está acéfala.

Negligência I
Precisaram de duas noites para que levassem duas portas e quatro janelas do contêiner que seria uma base de segurança na estrada do Morro do Boi que dá acesso a praia do Estaleiro. O contêiner está lá há meses, pichado, abandonado e agora sem portas e janelas. A polícia nunca apareceu. Depois fiquei sabendo que a PM não aceitou colocar o efetivo da Ambiental naquele local por falta de condições de segurança e habitação. Ué?

Negligência II
O contêiner é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta, mecanismo utilizado pelo promotor responsável pelo Meio Ambiente, para punir os criminosos ambientais. Oficialmente nada sobre a situação do contêiner. O Blog da promotoria não é atualizado desde agosto. Silêncio.

Coluna do Bola
É editor da revista Photos e Imagens e já assinou a coluna Canard, do jornal Página 3.
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