PSB-SC

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CONTORNOS DE BRASÍLIA

SAÚDE OU DOENÇA MENTAL
O movimento antimanicomial teve seu momento forte no Brasil no início da década de 90, a partir de ações exitosas em Santos-SP e chegando na saúde pública da capital federal. A ameaça de retrocesso no setor, segundo os defensores do modelo, chega com a sanção, pelo presidente Bolsonaro, da lei do novo Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad). E seu símbolo maior é a permissão de internação forçada de usuário de drogas, que poderão ser levados para centros de treinamento a pedido de familiar, de responsável legal ou de um servidor público da área de saúde.

SANEAMENTO PARA TODOS DE VERDADE?
O Senado aprovou nesta semana Projeto de Lei que pode, finalmente, dar à política de saneamento básico o tratamento que o país merece. O projeto do senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, vem de longa discussão e ganha corpo com as ações da Secretaria Nacional de Saneamento Básico que vinham sendo desprezadas desde meados da década de 90. E ganha formato com a aprovação do Estatuto das Cidades que permitiu a criação de consórcios municipais de saneamento. O grande passo dado agora foi a privatização do setor e a criação de um cronograma rigoroso para a troca dos ainda existentes lixões por aterros sanitários. O projeto ainda tem que ser aprovado pela Câmara dos Deputados. Mesmo que seja por birra, o Brasil está com a possibilidade de entrar em uma nova era de saúde pública.

NOVA LGT FICANDO VELHA
Quando o projeto de Lei da 079, que atualiza a Lei Geral de Telecomunicações, for votado, será necessária imediata atualização do texto a ser aprovado. Segundo o presidente do Senado, Davi Acolumbre, “a fé é a esperança das coisas não vistas”. O problema é que a internet das coisas, a inteligência artificial e toda a convergência digital das telecomunicações avança em todo o mundo com outro tipo de fé, a dos negócios, do desenvolvimento tecnológico. Quando o presidente do Senado diz que o projeto voltará a ser debatido em breve dá a impressão de que trata-se de uma matéria recém chegada na Casa. O PLC 79, no entanto, está tramitando no Senado desde 2016…

NESTA O NEYMAR NÃO ESTAVA
A seleção brasileira de futebol ganhou da seleção de Catar – o anfitrião da próxima Copa do Mundo – por 2 a zero, no Estádio Mané Garrincha, na capital federal. Foi um amistoso que só rendeu bagunça. E desta bagunça o Neymar não tem culpa, ele foi embora antes do amistoso começar. Depois do jogo, dois ou três “canarinhos” foram comemorar num dos chamados bairros nobres de Brasília. E a comemoração foi tão mais entusiasmante que o jogo que a PM teve que ser acionada. E a vizinhança até que foi tolerante com os craques: só chamou a polícia perto das quatro horas da madrugada…

Quando o então governador de Pernambuco Eduardo Campos encarou a empreitada de ser candidato à Presidência da República, em 2013, ele correu o país para, antes, dar musculatura ao seu partido, o PSB. Em Santa Catariana a missão de fortalecer o partido e a candidatura de Campos foi encampada pelo grupo político de Paulo Bornhausen. A trágica morte do jovem político pernambucano adiou um projeto de Brasil sonhado há tempos. Mas não desviou Bornhausen do compromisso firmado com Eduardo Campos, cuja morte desestruturou também o seu partido. Paulo Bornhausen deixou o PSB há tempos e com uma estrutura estadual que o partido nunca teve. Na quarta-feira, toda a executiva estadual deixou a legenda. O partido está zerado e o PSB pode começar a construir seu projeto na política catarinense – de novo…

CPI DAS FAKES NEWS É FAKE?
Aldo Rebelo chamaria de xenofobia. E só trataria a questão pelo seu nome tupiniquim, “notícias falsas”. Mas com certeza seria contra essa CPI que querem criar para investigar as “fake news”. É claro que não pelos mesmos motivos que a chamada “bancada da selfie”. Assumidos como eleitos pelas redes sociais, esses News parlamentares apostam que a CPI é uma caça às bruxas digitais. Só que, com essa preocupação, usando inclusive a eleição de Bolsonaro, a bancada da selfie acaba justificando a CPI. A suspeita de manipulação das redes digitais, com interferência nos números de votos, como se discute nos EUA desde a eleição de Trump, ganha força também no Brasil. O proponente da CPI, deputado Alexandre Leite, do DEM de São Paulo – origem que dá margem à teoria da conspiração de que a CPI, na verdade, é articulada pelo Presidente da Câmara – diz que o foco das investigações parlamentares será o que ele chamou de “milícias virtuais”. Um jogo de palavras claro para meio entendedor… E vem, justo do PLS a crítica mais contundente à iniciativa.. “O Parlamento não pode assumir um papel inquisitorial por discordar de críticas vindas das redes sociais”, afirma a a deputada federal pelo PLS de Brasília Bia Kicis.

* Eduardo Balduino é jornalista, consultor de comunicação política em Brasília

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