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O que torna seu voto mais forte

O QUE TORNA SEU VOTO MAIS FORTE / EDUARDO BALDUINO

Essa é para quem acha que as redes sociais são a grande mágica da comunicação. A relação dos 100 parlamentares do Congresso Nacional – organizada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – Diap desde 1994 – mostra que, em 2019, aqueles com mais exposição na mídia e nas redes sociais não necessariamente estão entre os mais influentes. “O sujeito fica mais preocupado em produzir conteúdo para os eleitores e menos preocupado em resolver problemas, são pouco ou nada objetivos”, anota o diretor de documentação do Diap, Antônio Queiroz. O outro destaque é que houve uma renovação de mais de 50% na elite do parlamento em relação ao ano passado. Desse grupo, aqueles que receberam missões e perceberam a necessidade de qualificação no processo legislativo acabaram entrando na lista dos mais influentes. São líderes nos debates, em encaminhamentos de votações, em influência junto à presidência da Câmara e do Senado e junto à imprensa. Dos 10 parlamentares catarinenses, apenas três aparecem entre os 100 mais de 2019: o senador Esperidião Amin, do PP, e as deputadas Carmem Zanoto, do Cidadania (ex-PPS) e Geovania de Sá, do PSDB – está última aparece em ascensão. A maioria dos 100, claro, é do Centrão.

AUMENTA O NÚMERO DE REFUGIADOS DA VENEZUELA
O número de venezuelanos que deixaram seu país desde o final de 2015 não para de aumentar. Já são 4 milhões de refugiados, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Hoje, os venezuelanos são um dos maiores grupos populacionais deslocados de seu país. O ritmo da migração é de impressionar. De cerca de 695 mil no final de 2015, o número disparou para mais de 4 milhões até meados de 2019, segundo dados de autoridades nacionais de imigração e outras fontes. Só de novembro de 2018 até hoje, o número de refugiados e migrantes aumentou um milhão. Os países latino-americanos estão recebendo a vasta maioria dos venezuelanos, com a Colômbia respondendo por cerca de 1,3 milhão, seguida pelo Peru, com 768 mil, o Chile 288 mil, o Brasil 168 mil e, a Argentina, 130 mil. O México e os países da América Central e do Caribe também recebem um número significativo de refugiados e migrantes da Venezuela. Para o representante Especial da ACNUR e da OIM, Eduardo Stein, “os países da América Latina e do Caribe estão fazendo sua parte para responder a essa crise sem precedentes, mas não se pode esperar que eles continuem a fazer isso sem ajuda internacional”.

E VIVA O COMUNISMO CAPITALISTA
O vice-presidente Hamilton Mourão já fechou questão: não há possibilidade do Brasil banir tecnologias da chinesa Huawei para a geração 5G. A decisão contraria os desejos de Donald Trump. Hamilton Mourão pensa mais longe. Segundo ele, o Brasil deve ser flexível e pragmático e tirar vantagens da guerra comercial entre os dois maiores aliados comerciais do Brasil. Se Bolsonaro não voltar atrás, o Brasil não vai vetar o uso de equipamentos e serviços tecnológicos da empresa da China.

“PERADONA”
Este é um dos muitos “apelidos” que a moeda única de Brasil e Argentina, mais uma brilhante ideia do presidente Jair Bolsonaro. Quando um presidente da República visita outro país, seus assessores internacionais têm a missão de preparar os discursos e as informações sobre o país visitado, para as entrevistas, discursos, falas, enfim, do Presidente visitante. Tudo para que haja sincronicidade diplomática. Com Bolsonaro é diferente. Mesmo com toda a assessoria que precisa para esses eventos, ele insiste em improvisar. E aí, dá nisso: mais trabalho para os ministros-tradutores, Guedes e Mourão.

ÀS ARMAS
O presidente Bolsonaro tem uma boa explicação para dar a seu eleitorado caso os projetos de Decreto Legislativo do Senado contra o seu decreto de flexibilização do uso e porte de armas. Ele pode dizer o seguinte: “Ó, eu cumpri minha promessa de campanha, táoquei? Agora, eu não posso fazer nada se o Senado não quis…” A votação dos 6 projetos de decreto legislativo que suspendem os efeitos dos decretos sobre armas será na próxima quarta-feira (12/06). O decreto que flexibilizou a posse de arma foi assinado em 15 de janeiro de 2019. Já o decreto que flexibilizou o porte de arma foi assinado em 7 de maio e considerado inconstitucional pelas consultorias técnicas do Senado e da Câmara por permitir o porte de fuzis por civis. Em 22 de maio, Bolsonaro voltou atrás em relação ao porte de fuzis, carabinas ou espingardas para cidadãos comuns e modificou o decreto. Mas a Consultoria Legislativa do Senado emitiu nota técnica classificando também a nova versão do texto como inconstitucional.

* Eduardo Badu é Jornalista, consultor de comunicação política em Brasília

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