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Para onde vais… quo vadis…

“O destino em nossas mãos”, é uma boa frase para dar sentido ao que chamamos de democracia. Mas qual destino queremos? Em nossas mãos porque podemos decidir sobre o futuro da “Polis”, como os gregos chamavam a coletividade de cidadãos nas cidades-estado, daí o termo política. Podemos escolher os rumos que queremos às  cidades, a melhor forma que imaginamos ao nosso país, apoiando ideias e pessoas que possam dinamizar a esperança de que somos o país do futuro.

A minha geração acha que esse futuro está atrasado e precisa chegar logo. É preciso correr para mudar as perspectivas e evitar o que éramos há 50 anos, o eterno país do futuro cujo presente não chegou. O que fazer para mudar cenários que são repetidos há décadas e que perpetuam antigos problemas? Da atrasada educação pública, das dificuldades éticas na transparência dos gastos públicos, no custo das máquinas da administração pública. Há cidades inteiras que dependem da renda e economia que gira dentro das próprias prefeituras e estruturas públicas. São fatos que  afastam inovações na capacidade criativa, produtiva e empreendedora do brasileiro. No social temos tanto a avançar.  Salvar vidas, não perder talentos e dons nas crianças e jovens porque não conseguimos enquanto sociedade ajudá-los no desenvolvimento das suas habilidades! Muitos passam fome, dormem no chão. Quantos medalhistas olímpicos temos entre eles! Quantos gênios da matemática, quantos poetas, que esperam que avancemos nossas políticas sociais para que esta triste realidade possa ser transformada… Não podemos assistir esse filme diário do drama social brasileiro, qual novela sem fim. Temos que mudar o final fazendo um novo presente. Já!

Se queremos outro resultado, não adianta continuarmos como somos. É preciso mudar o caminho agora. É necessário novo começo.

Quais são as formas mais inovadoras, racionais, modernas para realizar a mudança?

Somos um país rico de recursos de todos os tipos, temos um povo com potencial empreendedor e criativo, não é possível que com boas doses de mudança, através da inovação e da educação, não alcancemos um patamar melhor do que temos hoje. Se modernizarmos nosso comércio, em poucos anos seremos novos polos de desenvolvimento.

Se melhorarmos a educação fundamental, as crianças que hoje aprendem a ler, daqui a 10 anos estarão entrando no curso superior, pensando alto e realizando muito mais por elas, por suas famílias e pelas cidades. É uma questão de matemática básica. O afeto que se planta agora é o talento que se colhe depois.

Muita gente busca um sentido para a vida social, sem violência, abandono, sonhando com padrões europeus de qualidade de vida. Temos todas as ferramentas para ter as melhores condições aqui e agora.

Urgente é o básico. Problemas que precisam ser solucionados pra ontem: cinturões de famílias vulneráveis que moram às margens das cidades, dos rios, das indústrias. Os índices de aprendizado demonstram que se nada for feito o problema da cidade e de cada família, o dilema e estatísticas tristes vão se perpetuando. Estas famílias  precisam de mais assistência intelectual, boas escolas, parcerias com grandes empresas, organizações sociais, encaminhamentos de jovens,  formação humana e técnica para jovens que podem mudar o panorama em 20 anos. Saneamento, saúde, sustentabilidade.

Temos tecnologias para transformação de matérias-primas em produtos excelentes. Temos mercado interno, logística de exportação. Temos tudo para crescer em cada região.

Temos comércio e serviços que sustentam empregos da maioria, nas micro e pequenas empresas que fazem a economia girar. E somamos mais quando jovens chegarem ao mercado de trabalho, vindo da infância  melhor educadas.  Mais recurso humano, mais emprego, renda. Novas leis, projetos, hábitos; lutar pelo que falta é tarefa de cada um e de todos nós.

Estamos numa fase de busca por novas maneiras de se pensar a vida coletiva. Espaços públicos seguros e afetivos, grandeza de oportunidades, cidade sem violência, sem pobreza. Tudo parece partir das decisões que regulam as vidas humanas, que são as decisões públicas, dos governos, dos projetos sociais, dos planos econômicos, das legislações. As estruturas de poder precisam mudar também para acompanhar essa necessidade de mudança que sentimos. Mais racionais, mais transparentes, inovadores. Práticas políticas que aproximem os dramas sociais de soluções empreendedoras e criativas, organizações públicas mais enxutas e com mais parcerias. Para integrar projetos e ideias, com cada um contribuindo com sua cota  de responsabilidade social.

Buscamos lideranças que possam cumprir essa função pública sem permitir nenhum tipo de desvio ou benefício pessoal. Sem ganhos financeiros  no mandato que vão além do sustento digno. Assessores técnicos, que por serem técnicos poderiam ser divididos entre diversas pastas ou parlamentares, racionalizando gastos para servir de exemplo ao povo que trabalha muito para pagar impostos. Há muitas novas maneiras de fazermos as coisas. O destino está em nossas mãos.

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