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Dia mundial das crianças vítimas de agressão

Criado pela ONU em 1982, o dia 4 de junho não é uma data para se comemorar, mas para ser refletida. Faz menos de um século que as ciências da pedagogia e psicologia estão entendendo o “ser criança” com suas fases lúdicas, de extrema capacidade de aprendizado, de necessidades de afeto e carinho para a formação integral de um adulto saudável.

Zelar pelas crianças não é tarefa exclusiva dos pais, mas de toda a sociedade. Crianças não são só nosso futuro, são nosso presente, pois estão aqui, agora. Um presente da vida para a cidade e para o mundo.

Neste mundo em evolução, ainda enfrentamos etapas difíceis, mas a esperança faz com que acreditemos que serão vencidas… Ainda muitos de nós, humanos, nos comportamos mais guiados pelo instinto mal direcionado do que pela razão banhada pelos sentimentos. Nos deparamos com crueldades que não são dignas do ser humano, de ser humano, e que nos assustam por percebermos que nossa espécie tem comportamentos tão elásticos; das biografias inspiradoras de grandes personalidades altruístas, pacíficas e bondosas a exemplos infelizes de comportamentos que machucam, violentam. Somos capazes de ganhar o espaço, de descobrir vacinas curadoras, de criar tecnologias que facilitam a vida, que reduzem distâncias, mas também somos capazes de ferir, por gestos ou por palavras.

Quem olha somente um momento tem a impressão que nossa espécie não tem jeito, que a maldade faz parte da nossa formação, mas isso não é verdade.

Num olhar atencioso à história humana, vemos a evolução, a capacidade grandiosa que temos de amar, de cuidar uns dos outros, de melhorar nossos hábitos, de nos educarmos para a vida afetiva. Há pouco mais de 100 anos, um século somente, ou duas gerações, ainda nos livrávamos do mal da escravidão, do uso de crianças em trabalhos forçados.  Pouco tempo passou em relação à  história humana, e hoje temos uma visão muito mais fraterna, impulsionada pelos avanços da ciência em diversas áreas, especialmente pela educação das crianças e jovens que são os líderes do futuro.

Quanto melhores as crianças sejam educadas hoje, melhores serão as famílias e o próprio mundo amanhã. Evoluímos e iremos evoluir, quanto mais amarmos, quanto mais sentirmos e refletirmos sobre a vida e seu potencial transformador.

Passado esse 4 de junho, dedicado à reflexão sobre a violência contra crianças, percebemos o caminho que temos a seguir para a construção de um mundo novo, com mais mansidão, mais doçura, mais ternura, mais afeto.

Esta reflexão nos leva a saber que a violência que as crianças sofrem não é só doméstica, vivida nos lares mais desajustados, com pouco afeto e visões distorcidas da educação.  Ela também é da sociedade, que permite que haja crianças abandonadas, caminhando sós, à própria sorte.

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