Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Seria uma interferência indevida no outro poder”

“Seria uma interferência indevida no outro poder”

Cláudio Humberto

Deputado Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL, sobre a MP da reforma administrativa

No Brasil, 70% rejeitam intervenção na Venezuela
Com o agravamento das tensões na Venezuela, levantamento do Paraná Pesquisa encomendado pelo site Diário do Poder e por esta coluna, verificou que 70,7% dos entrevistados são contrários a intervenção militar para derrubar a ditadura de Nicolás Maduro. Contra a tradição brasileira de não intervir em assuntos internos de outros países, impressionantes 23,6% dos entrevistados apoiariam a guerra. Aqueles que não sabem ou preferiram não responder somam 5,7%.

Sabedoria da idade
Quanto mais velho o entrevistado, maior a rejeição à intervenção militar brasileira na Venezuela: 79,5% dos que têm tem 60 anos ou mais.

Todos contra
Homens e mulheres divergem pouco: 66,8% do público masculino recusa a ideia e 74,2% do público feminino também.

No Norte
O maior apoio à ideia de intervenção bélica do Brasil na Venezuela se concentra nas regiões Norte e Centro-Oeste: 30,4% são favoráveis.

Dados da pesquisa
O instituto Paraná Pesquisa entrevistou 2452 brasileiros acima dos 16 anos de idade, em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Rodrigo assusta governo
O rompimento do presidente da Câmara com o Líder do Governo, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), deu um susto no governo, que teme o agravamento de suas tumultuadas relações com Rodrigo Maia. Por isso o Planalto confirmou logo um nome do “centrão”, José Rocha (PR-BA), para ser vice-líder do governo. Sua missão será dialogar com o presidente da Câmara. Saindo-se bem, Rocha será efetivado. E terá à disposição 20 ambicionados cargos para atender o “centrão”.

Precisa de estofo
O cargo de líder do Governo é o segundo mais cobiçado e importante na Câmara: negocia cargos, emendas e votações importantes.

Cravo e ferradura
Rodrigo Maia se livrou de Vitor Hugo e deu estocada no ministro Onyx Lorenzoni, com quem mantém relação ambígua há vários mandatos.

Dando as cartas
Maia vê sempre piadas contra os políticos, mas nunca se manifestou. A charge de Vitor Hugo foi a senha para mostrar quem manda.

Primo espaçoso
O ministro Sérgio Moro (Justiça) brincou ontem (22), durante entrevista à Rádio Bandeirantes, sobre a foto comprando umas cervejinhas no supermercado, em Brasília. “Era para um primo…”, disse sorrindo.

Anti-vazamentos
O Coaf implantou um autêntico sistema anti-vazamento, revelado nesta coluna, ontem, para arquivar e enviar relatórios criptografados sobre movimentações financeiras atípicas. Os destinatários PF e MPF, não.

Aqui não
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) pediu a votação de proposta que estende o mandato de prefeitos. Rodrigo Maia avisou que não há clima para a votação. A prioridade é a reforma da Previdência.

Autocrítica
O ex-senador Cristovam Buarque fez uma reflexão sobre aumento da desigualdade de renda no Brasil. “É culpa dos 23 anos de nossos governos. Nós precisamos entender onde erramos”, disse.

Destravamento
O projeto que trata da Lei Geral do Licenciamento Ambiental está prestes a ser destravado na Câmara. O texto que será apreciado levará em consideração o relatório do ex-deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP).

Importante é lucrar
A estatal Petrobras anunciou que vai vender os seus 93,7% na Breitner Energia, que controla termelétricas no Amazonas. A justificativa? “Geração de valor para nossos acionistas”.

Antes do STF
Dos 11 ministros, oito atuaram como procuradores ou promotores antes do STF. Só o presidente do STF, Dias Toffoli, atuou exclusivamente como advogado. Chegou à Advocacia-Geral da União e depois ao STF.

Quem fala?
O brasileiro recebe 37,5 chamadas indesejadas, em média, por mês. É o que mostra estudo da empresa Truecaller na América Latina. O Brasil é um dos países mais afetados por picaretagem via telemarketing.

Pensando bem…
… ao mostrar a charge “ofensiva” a deputados, Vitor Hugo (PSL-GO) se esqueceu de que certas verdades não se fala na Câmara.

PODER SEM PUDOR
Bom de copo
Quando o governador pernambucano Miguel Arraes viajava pelo interior, um “kit” sempre o acompanhava: uísque Johnny Walker, gelo e água mineral. O ajudante-de-ordens recebeu recomendação de d. Madalena, preocupada senhora Arraes, para “batizar” as doses de uísque com muito gelo e muita água. O governador descobriu a armação logo no primeiro gole: “Capitão, o senhor está querendo me gripar?”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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