Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Será um João 8:32 imperdível”

“Será um João 8:32 imperdível”

Cláudio Humberto

Jair Bolsonaro, citando seu versículo favorito, sobre a reunião com governadores

França aplicou calote na Convenção do Clima
Já existem mecanismos previstos na Convenção do Clima, celebrada no âmbito das Nações Unidas, para ajudar na preservação da Amazônia, mas não se concretizaram em razão do calote de vários países ricos, inclusive a França. O calote é estimado em US$2,5 bilhões pelo governo brasileiro. Por essa razão, o Brasil decidiu não considerar a “iniciativa” risível da França de “doar” €20 milhões.

Papo furado francês
A França faz marketing divulgando que é signatária da Convenção do Clima, mas não paga sua parte no financiamento desses mecanismos.

Nova estocada
A “doação” anunciada por Emmanuel Macron contém uma provocação contra o Brasil: o dinheiro será para ONGs e escolhidas pela França.

Doação ridícula
O dinheiro prometido por Macron é tão irrisório que nem sequer seria suficiente para adquirir um avião-tanque de combate a incêndios.

La démagogie est morte
“A iniciativa da França nasceu morta”, sentenciou destacado diplomata que está na linha de frente das ações do Brasil na polêmica.

Itamaraty deu um baile e Macron acabou isolado
A diplomacia brasileira deu um baile em Emmanuel Macron, antes e durante a reunião do G7 em Biarritz. A articulação que acabou isolando o presidente da França em seu discurso raivoso. Os principais parceiros do Brasil foram Reino Unido, Estados Unidos, Japão e até o Canadá, que pulou do barco de Macron. O êxito da operação foi comemorado no Planalto: na declaração final do G7, o presidente francês não conseguiu emplacar qualquer menção ao Brasil ou à Amazônia. Assim, uma montanha chamada Macron pariu um rato.

Esforço coletivo
A operação coordenada pelo chanceler Ernesto Araújo atuou desde sexta (23) e mobilizou duas dezenas de craques na diplomacia.

Aval da diplomacia
A diplomacia brasileira, que desfruta de grande credibilidade, mostrou os excessos e as inverdades difundidas sobre a Amazônia. Deu certo.

Tocando de ouvido
Enquanto o chanceler conversava ao telefone com seus homólogos europeus, Bolsonaro telefonava a chefes de Estado e de governo.

Irresponsabilidade
Ao ameaçar boicote a produtos brasileiros, Macron, o abestado, parece ignorar o enorme prejuízo que provocaria à economia do seu país com o Brasil botando pra correr Carrefour, Renault, Casino (Pão de Açúcar), Citroen, Pegeot, ArcelorMittal, Caixa Seguros/CNP etc.

Mortadelas aliviadas
A presença de Paulo Okamoto em Brasília, sábado (24), homem da grana do petista, deu alívio aos petistas que organizaram modesta manifestação na cidade: a grana dos “mortadelas” estava garantida.

Tudo ‘acertado’?
O PT espalha em Brasília que “está tudo acertado” com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para soltar Lula no máximo em dois meses. Nem se lembram de que há uma segunda condenação do presidiário, o que eleva sua pena para mais de 22 anos. E outros seis processos.

Polêmica derruba
A Frente Parlamentar da Agropecuária vai debater nesta terça o marco legal do licenciamento ambiental. Ambientalistas odeiam o projeto, que quase foi votado em 2017, mas a polêmica o derrubou da pauta.

Antes e agora
A CPI do BNDES, que investiga as falcatruas cometidas pelo banco entre 2003 e 2015, vai ouvir o atual presidente do BNDES, Gustavo Montezano. O requerimento foi de um deputado do PDT do Rio.

Apoio é expressivo
O empresário paraibano Pedro Coutinho dedicou o fim de semana em Brasília a uma pesquisa particular com frequentadores de locais chiques a feiras populares, trabalhadores, taxistas, turistas. Após dezenas de entrevistas o resultado: 95% apoiam o governo Bolsonaro.

Grande Amazônia
A “pauta Amazônia” está tão quente que motivou até a criação de uma comissão no Congresso, instalada ontem. Há membros do Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, enfim, a “grande Amazônia”.

Pensando bem…
…Macron conseguiu a proeza de ajudar Bolsonaro a consolidar o discurso de que grandes potências ambicionam, de fato, a Amazônia.

PODER SEM PUDOR
Mato sem cachorro
Getúlio Vargas depôs Washington Luís, no começo dos anos 30, e iniciou um processo de mudanças. O ex-presidente se exilou nos Estados Unidos e acompanhava a distância os movimentos do ditador. Certo dia, ele soube que, apesar das promessas de mudança, Getúlio reconduzira Coriolano de Góes ao cargo de Chefe de Polícia, que exercera no governo deposto.
Informado, Washington Luís sorriu, afagou seus bigodes e observou:
– Este Getúlio está perdido. Caçando com meus cães, vai acabar como eu: num mato sem cachorro.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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