“Resolvi aderir”

“Resolvi aderir”

Cláudio Humberto

Ministro Sergio Moro (Justiça) em sua primeira postagem oficial na rede social Twitter

Lobby venceu: reeditada MP de Dilma e Temer
O presidente Bolsonaro enviou ao Congresso a Medida Provisória 877, que autoriza compra de passagens diretamente às companhias aéreas, e com cartões corporativos, exatamente como o lobby das empresas conseguiu dos governos Dilma e Temer. A MP garante o céu às empresas aéreas, dispensando-as da retenção na fonte de impostos que incidem sobre as passagens. O lobby das aéreas obteve em 2014 a primeira MP, no governo Dilma, renovada por Michel Temer em 2017.

Para sempre
A MP de Bolsonaro ainda dá às empresas aéreas uma colher de chá adicional às MPs: não tem prazo para acabar.

O maior e melhor
O governo se transformou no maior cliente das cias., em detrimento do cidadão, explica a empresária de agência de turismo Ana Merheb.

Bilionária
Até o momento, o volume pago pelo governo federal às companhias aéreas através de cartões corporativos é de R$ 1,3 bilhão.

Economia fajuta
Segundo o Planejamento, a compra direta representa economia de R$ 13 milhões. Mas impostos não-retidos representam R$ 50 milhões.

Luta de Crivella
Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, chamada de “Gaiola de Ouro” desde 1923, o vereador Jorge Felippe (MDB) se declarou impedido de votar a admissibilidade do impeachment do prefeito Marcelo Crivella alegando razão ética: é o primeiro na linha sucessória, caso o titular perca o mandato. Mas poucos acreditam no teatro da Câmara as digitais Jorge Felippe não estivessem nos 33 votos que aprovaram a admissibilidade do impeachment de Marcelo Crivella.

Expectativa de poder
Após a morte do vice Fernando Mac Dowell, o jogo começou a virar contra Crivella na Câmara presidida pelo seu novo vice, claro.

Transferência de poder
A comissão da Câmara do Rio tem maioria simpática a Crivella, mas esses vereadores são cada vez mais ligados a Jorge Felippe.

A história ensina
Fernando Collor foi afastado para enfrentar processo de impeachment no Senado, enquanto o vice compartilhava o governo com senadores.

Batalha pelo MEC
O senador tucano Izalci Lucas (DF) percebeu que a queda do ministro da Educação era iminente e começou a articular sua própria indicação. Durante três semanas fechou apoio de sei das sete principais igrejas evangélicas. De quebra, ainda obteve apoio do movimento maçom.

Compromisso
Cristão novo do PRB, egresso do DEM, o deputado João Roma (BA) ganhou o apoio peso-pesado de ACM Neto, mas não recebeu a bênção do bispo Edir Macedo, que já havia se comprometido com Izalci Lucas.

Funciona quando quer
Quando Rodrigo Maia tem interesse, a Câmara dos Deputados adquire rapidez estonteante: será nesta terça (9) a audiência pública sobre o leilão da Ferrovia Norte-Sul, ocorrido 12 dias atrás. Humm…

Ideia de jerico
Experientes parlamentares não aconselham a tramitação simultânea da Reforma Tributária e da Reforma da Previdência. É uma velha lei não escrita da política: se uma pode atrapalhar a outra, vai atrapalhar.

Quanta ‘gentileza’
Além de vender a TAG por R$ 35 bilhões à Engie e ao grupo canadense CDPQ, a Petrobras ainda vai fechar “contratos de longo prazo” com sua ex-transportadora de gás para tornar o negócio mais atraente.

Tudo virou negócio
Lobistas da bilionária indústria da multa pressionam seus parceiros em órgãos de trânsito para divulgarem números milagrosos sobre radares (ou pardais), após Bolsonaro suspender a compra de 8 mil deles.

Petistas
Em relação à reforma da Previdência, o ministro Paulo Guedes conta com apoio nos estados e municípios: “O bom é que como está cheio de governador também do PT, prefeito do PT, todo mundo sem dinheiro.

Capital do Choro
A capital federal será a capital mundial do choro entre os dias 23 e 28 de abril. Brasília sediará o primeiro Encontro Internacional de Choro (EICHO), em comemoração aos 20 anos do Clube do Choro da cidade.

Pergunta em Curitiba
Cadê aqueles candidatos do PT que visitavam Lula diariamente, durante a campanha de 2018? O gato comeu?

PODER SEM PUDOR
Movimento subversivo
Secretário do Interior de Minas Gerais nos anos 1970, Ovídeo de Abreu adorava usar palavras difíceis. Certa vez, às vésperas de um pequeno tremor de terra em Bom Sucesso, ele telegrafou ao prefeito: “Movimento sísmico previsto essa região. Provável epicentro movimento telúrico sua cidade. Obséquio tomar as providências cabíveis”. A resposta do prefeito chegaria quatro dias depois, também por telegrama: “Movimento sísmico debelado. Epicentro preso, incomunicável, cadeia local. Desculpe demora. Houve terremoto na cidade”.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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