Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Por que precisamos fazer a reforma? Porque acabou o dinheiro”

“Por que precisamos fazer a reforma? Porque acabou o dinheiro”

“Por que precisamos fazer a reforma? Porque acabou o dinheiro”

Cláudio Humberto

Deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) sobre o esforço pela reforma da Previdência

Se gostasse de trabalhar e ler, Lula já estaria livre
Avesso a leitura e trabalho, Lula perdeu a chance de ganhar liberdade com a decisão de ontem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reduziu sua pena para 8 anos e 10 meses de prisão. Se tivesse trabalhado desde que foi preso, em abril de 2018, Lula já teria abatido ao menos quatro meses da pena. Outras opções seriam submeter-se a cursos ou leitura de livros, tudo que o ilustre presidiário mais odeia.

A conta é simples
A pena de prisão é reduzida a cada três dias de trabalho, 12 horas de curso realizado ou por cada livro lido, com resumo apresentado.

Petista esperto
O ex-braço-direito José Dirceu reduziu a pena em cerca de seis meses trabalhando e fazendo cursos no cárcere.

Macaco velho
O ex-deputado Eduardo Cunha foi além: fez até curso de mestre de obras, agricultura e resenha de livros. Reduziu a pena em oito meses.

Diploma sem estudo
Em 2002, na sua diplomação como presidente, Lula encerrou discurso orgulhoso dizendo que aquele era o seu primeiro diploma.

Ibaneis quer fazer uma ‘limpeza’ no MDB do DF
Para honrar compromisso assumido na sua filiação, o governador do DF, Ibaneis Rocha, ofereceu uma chance ao ex-governador Tadeu Filippelli: renunciar à presidência do MDB-DF, em nome da renovação do partido. Mas Filippelli se negou, alegando que precisava do cargo neste “momento difícil”: ele é réu por corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. O problema é que afastar o MDB de corrupção é a exata intenção de Ibaneis, que está no primeiro mandato como político.

Réu por corrupção
Filippelli chegou a ser preso, em maio de 2017, acusado de receber propina de R$ 6,1 milhões nas obras do estádio Mané Garrincha.

Começa a renovação
A destituição de Filippelli e a dissolução do diretório do MDB-DF são os passos iniciais para a pretendida renovação do partido.

em pensar
Ibaneis riu da lorota de sua filiação ao DEM. Após pedir a dissolução do diretório do MDB, fez graça: “Acha que estou querendo sair?”

Tomando baile
Nenhum parlamentar governista esteve presente na audiência que discutiu a reorganização dos ministérios do governo Jair Bolsonaro. A oposição conduziu os trabalhos sem ser incomodada.

Acabou no Irajá
Como esta coluna antecipou em 20 de março, o ex-chanceler Antonio Patriota, de lamentável passagem pelo Ministério das Relações Exteriores, será embaixador do Brasil no Cairo, Egito. Saiu no lucro.

Holofote desligado
Deputados, que estavam tão determinados em atuar para coibir novos desastres em barragens de rejeitos de mineração, decidiram adiar a instalação da CPI de Brumadinho. É que o fato perdeu os holofotes.

Índia cuidando de índios
Tenente do Exército de currículo invejável, Silvia Nobre finalmente foi nomeada secretária de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, como esta coluna antecipou em 6 de fevereiro. Silvia é índia da etnia Waiãpi.

Debandada
Cinco consultores legislativos entregaram demissão ao senador Alvaro Dias (Pode-PR). Alegam recorrência de decisões contrárias ao ponto de vista deles, que prejudicariam a boa gestão na liderança do partido.

Cidadão protegido
A Câmara Legislativa do DF aprovou em primeiro turno projeto do deputado Eduardo Pedrosa (PTC) criando o cadastro “Não Incomode”, para blindar os brasilienses dos irritantes telefonemas de telemarketing.

Parabéns, Zé
Ex-garagista, hoje auxiliar administrativo, Antonio José Alves é exemplo de superação e orgulho para pais de família que eram crianças, quando ele era porteiro na quadra onde moravam, no bairro Sudoeste, em Brasília. Antonio lutou e agora está se formando bacharel em Direito.

Precedente
A progressão de regime de Lula pode ser atrapalhada pela condenação a mais 12 anos e 11 meses no caso do sítio de Atibaia. Eduardo Cunha ainda está preso porque teve somada uma pena de primeira instância.

Pensando bem…
…na briga da reforma da Previdência na CCJ, a oposição conseguiu provar que tem pulmão, não votos.

PODER SEM PUDOR
Candidato incondicional
No final de 1959, Quintanilha Ribeiro recebeu a cúpula da UDN (Carlos Lacerda e Magalhães Pinto, entre outros) em uma reunião para pressionar Jânio Quadros a ser candidato a presidente, “desde que aceitasse algumas condições”. Incomodado com a pressão, Jânio pediu uma “licencinha” e saiu da sala. Todos ficaram tomando uísque imaginando que o pré-candidato fora ao banheiro ou quem sabe buscar gelo. Até que perceberam que ele simplesmente tinha ido embora. Foi difícil, mas conseguiram convencê-lo a voltar à reunião. E não se falou mais em “condições”.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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