PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

“Não tinha outra alternativa. Era ele ou os senhores”
Humor na feira
Maurício Fruet era uma figuraça. Sem mandato, em 1994, resolveu reformar sua loja, em Curitiba. Vestia roupas velhas e metia a mão na massa. Certo dia, foi caminhando da obra ao escritório. Encontrou um velho amigo, que pareceu chocado com sua roupa surrada. Fruet resolveu pregar uma peça: “A coisa não está boa. Perdi a eleição, estou desempregado, mas vou tocando: vendo laranjas na feira…”
Compadecido, o amigo enfiou discretamente em seu bolso uma nota de cem reais. No dia seguinte, às gargalhadas, Fruet o convidou para jantar e pagou a conta usando a mesma nota.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

Wilson Witzel, governador do Rio, aos sequestrados sobre a morte do bandido

Bandido morto, e já começou sua ‘vitimização’
O Brasil assistiu nesta terça (20), ao vivo, pela TV, a transmissão de um dos crimes mais covardes: o sequestro de pessoas. Um criminoso mantinha reféns 37 pessoas em um ônibus, no Rio de Janeiro. Não havia dúvidas sobre o crime e seu autor. O desfecho aliviou a todos: bandido morto, todos os reféns salvos. Aí começou a “vitimização” do criminoso, tratado apenas como “suspeito” em diversos círculos.

Lágrimas pelo bandido
Não se respeitou nem mesmo a alegria dos que ficaram aliviados, como se exigisse que o País derramasse lágrimas pelo bandido morto.

Heroísmo questionado
O atirador de elite exerceu a Legítima Defesa de Terceiros, como prevê a lei, salvando 37 vidas. Mas já há quem questione sua ação heroica.

Descriminalizar geral
O “País da impunidade” tem dificuldade de punir criminosos e ontem mostrou que mais um pouco e pedirá a descriminalização do sequestro.

Síndrome de Estocolmo
Não deve ser levado em conta o refém que diz não ter sido ameaçado pelo bandido. Especialistas chamam isso de “síndrome de Estocolmo”.

Seis meses garantiram prisão de petista Haddad
Condenado a 4 anos e 6 meses por crime de caixa 2 sete anos depois, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) poderia se livrar da prisão se a condenação fosse apenas seis meses menor. É que vigora no País da Impunidade a regra segundo a qual condenações de até quatro anos de reclusão são convertidas em penas alternativas, como pagar cestas básicas, trabalhar em instituições beneficentes etc. Ele foi condenado por usar em sua campanha dinheiro da empreiteira UTC, da Lava Jato.

Saiu barato
Dois cúmplices de Haddad foram condenados à prisão de 9 anos e 9 meses (dono da gráfica) e 10 anos (João Vaccari, ex-tesoureiro do PT).

Pena é a chave
Ao recorrer da decisão do juiz Francisco Carlos Inouye Shintate, o petista Haddad precisa torcer pela redução de sua sentença.

Sorte grande
Haddad levou sorte: foi inocentado dos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, em geral indissociáveis do caixa 2.

Deu tudo certo no Rio
Wilson Witzel fez muito bem ao comemorar o desfecho do sequestro de ônibus. Deu tudo certo: o trabalho irrepreensível da sua Polícia Militar salvou 37 pessoas que saíram cedo de casa para ganhar a vida.

Reação doentia
Ex-deputado que desistiu do mandato para morar na Europa após “ameaças”, Jean Wilis (Psol), reagiu de maneira doentia ao sequestro no ônibus: pareceu a ele “golpe de marketing perfeito” de Witzel.

Neto bem na fita
O Paraná Pesquisas perguntou, sem dar nomes, quem o soteropolitano quer como prefeito em 2020: 23,8% responderam “ACM Neto”, mais de onze vezes o número de menções do segundo colocado, Bruno Reis.

‘Ambientalista’ à norueguesa
A temporada de caça às baleias na Noruega tem cinco meses; de abril a agosto. A política oficial do governo do país europeu é matar “só” 1.278 baleias nesta temporada, mais de oito baleias por dia. Maníacos.

Continua o prejuízo
A prisão de Lula completou 500 dias, mas sem a transferência para um presídio comum, vetada pelo STF, a conta é outra: o petista já custou R$ 5 milhões ao contribuinte desde sua prisão, segundo dados da PF.

Analistas de araque
Foram risíveis as análises de “especialistas” na TV sobre o sequestro do ônibus no Rio. Teve gente culpando “o Brasil de hoje, com pessoas à procura de significado”. Quase cravou que a culpa foi do Bolsonaro.

Pensando bem…
…nenhum bandido pode dizer que o governador do Rio, Wilson Witzel, não avisou sobre a ação dos snipers.

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