PODER SEM PUDOR

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

“Tem que pagar. E nós temos que cobrar”
Comigo mesmo!
Convidada pelo colega Ney Suassuna (PMDB-PB) para acompanhá-lo ao jantar oferecido ao príncipe Philippe, na embaixada da Bélgica em Brasília, a senadora Íris Araújo (PMDB-GO) pilheriou: “Só se for para entrar de mão dada com o senhor. É para dar o que falar!” Ney Suassuna topou na hora: “Dar o que falar é comigo mesmo!”. Ela, não.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

Senadora Soraya Thronicke (PSL-MG) sobre Lula pagar seus custos como presidiário

Propina pode explicar favores às empresas aéreas
A delação de Henrique Constantino, chefão da GOL, pode ser a chave para entender os muitos favores do poder público às empresas aéreas. Na Câmara, por exemplo, investigação pode desvendar o que mantém na gaveta, desde dezembro de 2016, o projeto do Senado que anula a cobrança de bagagem em viagens aéreas. O projeto nunca foi votado. E tem o fim da reserva de mercado, que só se viabilizou quando as aéreas “nacionais” passaram a ambicionar investimentos estrangeiros.

Propinas da Abear
No Anexo 7, Constantino citou supostas propinas por meio da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) a políticos importantes.

Maia e Ciro
Constantino delatou Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, entre outros.

Tucano enrolado
O ex-ministro de Cidades Bruno Araújo (PE), atual presidente nacional do PSDB, também foi citado pelo dono da GOL por receber propina.

Tutti buona gente
Romero Jucá (MDB), os petistas Marco Maia (RS), Vicente Cândido e Edinho Silva (SP) e Otávio Leite (PSDB-RJ) também são denunciados.

Farra no Metrô-
Em greve por aumento e para reduzir a carga horária para apenas seis horas, uma moleza, funcionários do Metrô-DF fingem não saber o que fazem: o custo deles já representa 135% das receitas operacionais da estatal. Isso sem contar com os demais gastos. Só em 2018 o contribuinte teve de desembolsar R$ 233 milhões para bancar o rombo. A certeza é que há apenas uma saída para o Metrô-DF: a privatização.

Rombo só cresce
Em 2018, a folha salarial do Metrô-DF saltou de R$ 195,5 milhões para R$ 220,4 milhões, para uma arrecadação de R$ 163,8 milhões.

Nosso dinheiro
Pagando R$20 mil a bibliotecário e o triplo dos salários do Metrô de São Paulo, o Metrô-DF acumula prejuízos de R$ 731 milhões.

Ainda querem mais?
Com a receita em declínio acentuado, em razão da crise, o governo dão tem mesmo condições de bancar qualquer reajuste.

Velha política
Grupo de parlamentares que adoram uma boquinha, o “centrão” avisou o governo que só indicará um nome para ministério se for de porteira fechada, prática que deu origem aos escândalos do PT.

O tempo transforma
Ativistas e ongueiros atacam a política ambiental, mas silenciaram nos governos do PT. Marina Silva abandonou o partido se queixando do governo Lula, que a desautorizava para agradar empreiteiras.

Porta-voz manda bem
Jair Bolsonaro não deve se deixar contaminar pelo preconceito contra militares dentro do próprio Planalto. O fato de Otávio Rêgo Barros ser general não o desqualifica. Foi um irrepreensível chefe de comunicação do Comando do Exército e sua atuação como porta-voz é marcante.

Motivo da soltura
A unanimidade no o julgamento do habeas corpus de Temer confirma a estranheza da prisão. O relator Antônio Saldanha falou em ausência de motivos e prisão fundada em “meras conjecturas”.

Infidelidade
Causou alvoroço a senadora Leila Barros (PSB-DF) ao lado de Jair Bolsonaro. Seu marido, o medalhista olímpico Emanuel, sem ajuda da musa do vôlei, foi nomeado secretário nacional dos Esportes.

Conto do vigário
Há cinco meses a Visa enrola uma cliente que precisou usar, em janeiro, o seguro de viagem oferecido pelo cartão. Já foram 10 ligações e cinco e-mails. Mas nada de solução do problema.

Novo amigo
A deputada Flávia Arruda (PR-DF) acompanhou a Nova York os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. Ela vem ganhando a confiança de Maia.

Pensando bem…
…o julgamento do “HC” de Michel Temer no STJ foi o único fato que conseguiu tirar holofotes da presença de Paulo Guedes ao Congresso.

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