Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Podemos classificar como um retrocesso”

“Podemos classificar como um retrocesso”

“Podemos classificar como um retrocesso”

Cláudio Humberto

Sen. Luiz do Carmo (GO) sobre retirada do Coaf do Ministério da Justiça para a Economia

Aos trancos e barrancos, governo se organiza
O governo Bolsonaro tem sofrido para fazer limonada das reuniões de comissões na Câmara. Apesar de vencer votações, perdia na “guerra da comunicação” das reuniões transmitidas pela TV. Desde a reunião na CCJ, desastrosa, a bancada governista aprendeu a lição e mudou: passou a ocupar assentos mais estratégicos no plenário, além de designar lideranças informais e coordenar falas através de mensagens.

Líderes informais
Líderes informais do governo como Alexandre Frota (PSL-SP) ocupam espaços vazios e ainda atuam como “animadores de torcida”.

Blitz na madrugada
Seguindo a trilha da oposição tchutchuca, deputados do PSL passaram a garantir lugares melhores, nos debates, chegando às 4h da matina.

Estrela poupada
Na reunião da CCJ, Guedes foi provocado e até xingado. E respondeu. Agora são deputados governistas que respondem a provocações.

Grupos online
A bancada do a Câmara e os especialistas em Previdência do governo têm agora grupos no Whatsapp para alinhar o discurso.

Braskem rouba sossego de 30 mil
Sem temer pressões, o Serviço Geológico do Brasil, do Ministério de Minas e Energia, apontou objetivamente a Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht, como causadora do afundamento de 40 centímetros de três bairros de Maceió, gerando rachaduras apavorantes e provocando o desabrigo de 30 mil pessoas. Isso ocorre após décadas de extração irresponsável de sal-gema sobre uma falha geológica reativada pelas perfurações, após milhões de anos adormecida.

População desprotegida
O MP e a Defensoria não querem contar cadáveres, mas o presidente do TJ-AL, Tutmés Airan, prefere uma solução “boa para os dois lados”.

Omissão covarde
Autoridades se omitem, não apoiam a luta por indenização justa para as vítimas. A Braskem preferiu paralisar atividades nesta quinta (9).

Prefeito isolado
O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, segue isolado entre os chefes do Executivo das três esferas de governo, na batalha contra a Braskem.

Debate de uma nota só
A “frente em defesa da Previdência”, na verdade frente de defesa de privilégios de castas do setor público, promove “debate”, terça (14), onde será proibida a entrada de quem defende o fim dessas regalias.

Quase lá
O governo estima reduzir a despesa previdenciária do Regime Geral em R$ 715 bilhões nos 10 anos seguintes à reforma. Apesar do ganho fiscal crescente, o IFI prevê redução pouco menor: R$ 670,9 bilhões.

Tem médicos também
Na clínica onde se trata contra ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) o general Eduardo Villas Bôas, à base de física quântica, também atuam médicos, inclusive neurologistas, diz o engenheiro Cláudio Salgado.

Parques protegidos
Em Brasília, o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, vai espalhar câmeras de segurança nos 18 parques da cidade. Ajudará a protegê-los. Por meio de aplicativo, os pais poderão monitorar os filhos.

Melhoria nítida
Para quem era contra a privatização de aeroportos, o ranking de aeroportos Air Help Score, com 132 terminais, foi um duro golpe. O Brasil tem (agora) 12 dos 50 aeroportos mais bem avaliados do mundo.

Ponto celebrado
Polícias adoraram um aspecto do decreto presidencial sobre uso de armas: o fim do monopólio dos fabricantes brasileiros, inclusive aqueles que copiaram mal seus produtos, provocando disparos acidentais.

Sentimentos duplos
O INEP divulgou dados ao mesmo tempo preocupantes e animadores sobre rendimento escolar. O índice de aprovação no Ensino Médio tem crescido desde 2014, mas é de só 83,4%. O abandono é de 6,1%.

PODER SEM PUDOR
Política e verborragia
Lula não foi o primeiro político a utilizar palavras cujo significado ignora. Em 1996, na campanha para a prefeitura de Curitiba, o radialista Carlos Simões cometia frases do gênero “Os problemas de Curitiba precisam ser tratados de forma equidistante” ou “A cidade cresce para o sul, o norte, para o leste e para o oeste, de forma colateral”. As pesquisas indicavam o favoritismo de Cassio Taniguchi, mas ele tinha uma explicação para o fracasso anunciado:
– A eleição ainda não foi bem encalacrada pelo povo…
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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