Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “O nosso país está quase 
que numa UTI”

“O nosso país está quase 
que numa UTI”

“O nosso país está quase 
que numa UTI”

Cláudio Humberto

Marina Silva (Rede), sem explicar o que falta
para sair da UTI, inicia a 3ª campanha presidencial

Ato pró-Lula foi dos menores
A manifestação desta quarta (15) diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), organizada pelo MST, PT e outros partidos, foi uma das menores da história recente. Os dez mil “mortadelas”, segundo estimativa da polícia Militar do DF, representou apenas a quinta parte do protesto em 2016, organizado em Brasília pelo PT e seus puxadinhos, reunindo 50 mil pessoas contra o impeachment de Dilma.

A mesma turma
A manifestação de quarta foi semelhante ao ato favorável a habeas corpus para Lula, em 4 de abril: 10 mil, conforme a estimativa da PM.

Estranha conta
O ato pró-Lula só foi maior que a manifestação pró-Dilma, em Brasília, no dia 18 de março de 2016, que segundo a PM reuniu seis mil pessoas.

Já foi bem pior
Em 6 de abril deste ano, o PT só conseguiu colocar nas ruas de Brasília 300 pessoas protestando contra a ordem de prisão de Lula.

Diferença é grande
Em março de 2016, a PM calculou 3,6 milhões de pessoas nas ruas contra o governo do PT. Favoráveis, somente 300 mil.

‘Lei de Proteção de Dados’
A Lei Geral de Proteção de Dados, sancionada pelo presidente Michel Temer, não garante a segurança de dados como prometeram. Para especialistas, com o veto à criação do órgão fiscalizador, os cidadãos terão de confiar que seus dados não vão ser compartilhados por empresas inescrupulosas. E quem for lesado será obrigado a provar na Justiça, tecnicamente, que tiveram as informações vazadas.

Multa vetada
A lei brasileira foi baseada em legislação da União Europeia, que prevê multas de até € 20 milhões. Mas, lá, existem os órgãos fiscalizadores.

Impunidade garantida
Sem fiscalização, o cidadão é obrigado a provar o vazamento, sob risco de pagar honorários em caso de derrota. As denúncias serão escassas.

Há esperança
Para a especialista em comunicação Fernanda Lara, as empresas vão tomar novos cuidados para não terem imagem associada a vazamento.

Flerte com o passado
No Pará, Jader Barbalho (MDB) e Anivaldo Vale (PR) disputam o Senado e seus filhos Helder e Lúcio os cargos de governador e vice. A música de Cazuza foi premonitória: “Vejo o futuro repetindo o passado”.

Mulheres no comando
Cármen Lúcia no STF, Laurita Vaz no STJ e agora Rosa Weber no TSE. Três mulheres comandando três tribunais em Brasília. Somente o TST (Brito Pereira) e o STM (José Coelho) são presididos por homens.

Show foi só do PT
Dois assessores do TSE impediram o registro de imagens no protocolo do tribunal, mas, simpáticos ao PT, abriram exceção ao fotógrafo do partido. Seguranças do TSE advertiram a dupla sobre o “favorecimento pessoal”, previsto no artigo 348 do Código Penal. Foi inútil.

O que acaba arrecadação
Distribuidoras de combustíveis são investigadas por sonegação de ICMS. Tem gente presa. São os que se opõem à venda direta de etanol aos postos alegando que “acabaria” com a arrecadação dos Estados.

Pressionar é má ideia
Ameaçado de cassação, o então governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) fez barulho e até passeata para pressionar o TSE, como faz o caso Lula. Foi inútil. Perdeu o mandato e ficou inelegível.

Anac é uma mãe
Além de atuar incansavelmente para multiplicar os lucros das empresas aéreas, a agência de Aviação Civil (Anac) fecha os olhos para seus sites campeões de pegadinhas, que induzem o passageiro a contratar serviços dispensáveis ao exibir opções já selecionadas.

Dissolução da PM
O bancário Renan Rosa, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Brasília, definiu o que considera fundamental para enfrentar problemas de segurança: dissolver a Polícia Militar.

Regulação em debate
Juízes federais se reunirão entre os dias 20 e 22 em Campinas para debater concorrência e regulação, sob o comando do desembargador Paulo Sérgio Domingues, do TRF-3. O painel “Arranjos institucionais e regulação do mercado de combustíveis” será um dos destaques.

Pensando bem…
…para a turma do PT, vale até gol de mão.

PODER SEM PUDOR
A lição de Afonso Arinos
O então presidente Lula queria o Brasil participando de um convescote de países da África e da Ásia. Em 1960, Fidel Castro propôs o mesmo a Jânio Quadros, que o visitava. A lição coube ao senador Afonso Arinos, que estava na comitiva:
– Os países da África e da Ásia representam, numericamente, uma força maior que nós americanos e com interesses muito diversos dos nossos. Caso esta cúpula se encaminhe para votações cujos interesses não sejam exatamente os nossos, eles formarão maioria, ficaremos expostos e seremos forçados a segui-los, perdendo o controle dos destinos da cúpula e obrigados a aceitar conclusões que não nos sejam favoráveis.
Fidel ficou calado e nunca mais se falou nisso.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com