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com a decisão”

“Não podemos concordar 
com a decisão”

“Não podemos concordar 
com a decisão”

Cláudio Humberto

Ministro Leandro Cruz sobre Temer tirar dinheiro 
do Esporte e entregar à Segurança

Itamaraty premia com ócio acusado de assédio
O país em que deputado mora na Papuda e presidiário lidera pesquisa para presidente merece mesmo que o corporativismo do Ministério das Relações Exteriores tenha premiado, com a transferência para o Escritório do Rio de Janeiro, à beira-mar, o embaixador João Carlos de Souza-Gomes, acusado de assédio sexual. Nem sequer foi mandado para o “Gaoa”, depósito de diplomatas encostados no porão do anexo do Itamaraty – que, aliás, tem um histórico de proteger assediadores.

Assediador de Roma
Souza-Gomes é acusado de assediar servidoras da Representação do Brasil junto à FAO, órgão das Nações Unidas com sede em Roma.

A serviço do nada
Em Brasília, o Escritório do Rio tem reputação de inutilidade: não serve nem para apoiar delegações estrangeiras que chegam no Galeão.

Encosto muito caro
O Itamaraty manda para o Escritório no Rio, salvo raras exceções, diplomatas encostados que não têm a dignidade de aposentar-se.

Sem dar satisfação
O secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão, mesmo indagado por sua assessoria, não se deu ao trabalho de explicar o prêmio ao colega.

Senado
A Constituição prevê apenas três senadores por Estado, mas a farra do troca-troca de cargos faz com que, na prática, paguemos por 91 senadores. Além dos ministros Aloysio Nunes (Itamaraty) e Blairo Maggi (Agricultura) e do Secretário de Educação da Bahia, Walter Pinheiro (PT), que recebem seus salários pelo Senado, há mais sete parlamentares andando por aí com status de “senador licenciado”.

Os licenciados
Telmário Mota (PTB-RR) pediu licença-saúde e outros seis suplentes fizeram o mesmo antes da volta dos titulares, só para manter o status.

É mole
Gilberto Piselo (RO) assumiu o mandato de Acir Gurgacz (PDT) por seis dias, custou-nos R$ 77,6 mil, mais R$3,9 mil em passagens aéreas.

Salários vapt-vupt
Os 30 suplentes que assumiram mandatos receberam dois salários de R$ 33,7 mil a título de “ajuda de custo” de início e fim de mandato.

Há ministro?
O editor Luiz Fernando Emediato (Geração) aguardava voo em Porto Alegre, nesta terça (12), quando alguém disse que ministro da Cultura (Sergio Sá Leitão) estava caindo. Sua reação: “Uai, sô! Havia um?”

Ministro Bertini
Alfredo Bertini é um dos favoritos para ministro da Cultura. Currículo, tem: expert em gestão cultural, foi duas vezes secretário do ministério (Audiovisual e Infraestrutura). E apoio de prefeitos e parlamentares.

Temer cresceu
Michel Temer estreou sapatos novos, solado “plataforma”, que o deixam dois centímetros mais alto. Só quem não é baixinho desdenha do súbito crescimento. Mas esqueceu de amarrar o cadarço, quando presidiu ontem a assinatura do Código de Mineração, no Palácio do Planalto.

Erro de data
O Superior do Tribunal de Justiça (STJ) tornou réu o conselheiro Manoel de Andrade, por haver votado no Tribunal de Contas do DF em “benefício próprio”, como dono de licença para táxi. Só que não: foram beneficiadas licenças de 2004 para cá. A dele é datada de 1977.

Vai ter trabalho
A Bolívia concedeu agrément ao futuro embaixador do Brasil em La Paz, Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes. Diplomata experiente, ele terá de lidar, coitado, com a turma de Evo Morales.

Corregedores reunidos
O ministro Humberto Martins, vice-presidente do STJ e próximo corregedor nacional de Justiça, participa nesta quarta (13), em João Pessoa, do 78º Encontro de Corregedores dos Tribunais de Justiça.

Sob nova direção
O juiz federal Fernando Mendes toma posse como presidente nacional da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) nesta quarta, em Brasília. Juiz desde 2002, ele presidiu a Ajufe-SP entre 2015 e 2017.

Pensando bem…
…os elogios de Donald Trump a Kim Jong-un provam que o americano não entendeu nada e que o baixinho invocado apenas se divertia.

PODER SEM PUDOR
Mentira de político
Indicado governador de Minas Gerais em 1977, Francelino Pereira foi muito assediado para nomear correligionários. D. Bilica era das mais insistentes. Ele prometeu atender, mas nada. O tempo foi passando e meses depois encontrou-a instalada logo na primeira fila, numa solenidade. Saudou-a:
– Olá, dona Bilica! Tenho uma boa notícia para a senhora: acabei de nomeá-la. Sai amanhã no “Minas Gerais”, o diário oficial do Estado.
Ela respondeu, em voz alta:
– Como o senhor assinou a nomeação se só me conhece pelo apelido?
Ele ficou envergonhado. Pediu desculpas e a nomeou dois dias depois.
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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