Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Não adianta inflação baixa 
se não tem emprego”

“Não adianta inflação baixa 
se não tem emprego”

“Não adianta inflação baixa 
se não tem emprego”

Cláudio Humberto

Ministro Eduardo Guardia (Fazenda) avisando 
que saída da crise não é para já

Lula deve ficar preso
A estimativa é de magistrados que não atuam no caso e criminalistas, alguns deles com clientela de investigados na Operação Lava Jato: o ex-presidente Lula permanecerá no sistema carcerário pelo prazo mínimo de 10 anos. Condenado na primeira sentença a 12 anos e 1 mês de prisão, ele teria direito ao regime semiaberto dentro de dois anos, correspondentes a um sexto da pena. Só que não.

Só aumenta
O problema de Lula é que, réu em outros sete casos, cada nova condenação aumentará o tempo mínimo de permanência na prisão.

E vai aumentando
Condenado a 10 anos no segundo caso (sítio de Atibaia), por exemplo, a pena vai a 22 e um sexto dela corresponderia a 3 anos e 7 meses.

Tá feia a coisa
Há estimativas de até um século de prisão, mas se Lula for sentenciado a 60 anos, isso o manterá no presídio por 10 anos, um sexto da pena.

Saúde nos trinques
Para ganhar regime domiciliar, a defesa pode alegar questão de saúde, mas o próprio Lula tem propalado que está bem e com vigor de garoto.

80 parlamentares ‘dançam’
São 23 senadores enrolados na Lava Jato, que respondem a processo e são investigados pela Polícia Federal. Assim como os deputados eles não precisam deixar os cargos no Congresso para disputar a reeleição. Mas se não forem reeleitos, perderão de vez o foro privilegiado e seus processos vão para a primeira instância da Justiça, nas mãos de Sérgio Moro. Entre os deputados são mais de 60 os enrolados na Lava Jato.

Calafrios
Caso emblemático, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é alvo de 18 inquéritos no STF. Sem reeleição, vai à primeira instância.

Marca do pênalti
Os senadores petistas Gleisi (PR) e Lindbergh (RJ) podem acabar nas mãos de Sérgio Moro, caso não se reelejam.

Tucano na roda
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também precisa se reeleger este ano. É outro que, sem mandato, o caso vai à mesa de Sérgio Moro.

Intolerância
Agora candidato a presidente, o ex-ministro Aldo Rebelo está preocupado com as liberdades democráticas ameaçadas pelo elevado teor de intolerância e de ódio na política, à esquerda e à direita.

Ê vida feliz
Nesta segunda (16) a Câmara dos Deputados marcou duas sessões não-deliberativas. Isso quer dizer que deputados não são obrigados a participar. É como ter “ponto facultativo” no trabalho toda semana.

BB hostiliza pobres
O Banco do Brasil detesta clientes pobres, por isso já não disponibiliza saques inferiores a R$ 50, nos caixas eletrônicos, em todo o Brasil. Que se vire aquele tem até R$ 49 na conta, por exemplo.

Invasão nutella
Alunos que invadiram a reitoria da Universidade de Brasília criaram página no Facebook para obter apoio. E para pedir descartáveis, materiais de higiene e “fast food”, como McDonalds, claro.

Invasão raiz
Há 10 anos, estudantes invadiram a reitoria da UnB por 15 dias até a saída do reitor Timothy Mulholland, aquele das magníficas mordomias que incluíram apartamento de luxo por conta do contribuinte otário.

Lobby pode passar
O projeto que regulamenta a profissão de relações institucionais, o lobby, pode ser finalmente votado esta semana, após 10 tentativas. Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, e até instituições e órgãos públicos poderão praticar o lobby, segundo o projeto.

Nova e atrasada
A comissão especial que analisa a “nova” Lei de Licitações se baseia num projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados em 1995. A Lei 8.666, que regulamenta licitações atualmente em vigor, é de 1993.

Onde mora o perigo
O projeto que altera a lei de licitações, a mais desrespeitada do país, começou com um projeto obrigando o contratado a notificar o órgão público sobre eventuais subcontratações que fizer. O perigo mora nos 228 projetos apensados de lá para cá. Muitos deles criando brechas.

PODER SEM PUDOR
Filé-mignon jeitoso
Político, no interior, às vezes vira juiz de paz, delegado e até conselheiro matrimonial. Certa vez, o deputado Péricles Rolim, da região de Sorocaba (SP), precisou levar um papo sério com um compadre que se enrolou com uma loura e estava prestes a largar a mulher e o filho.
– Tá fazendo besteira, compadre…
– Ah, deputado, o senhor já viu vira-lata com filé-mignon na boca? É isso que tá acontecendo comigo…
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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