Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Haverá um esforço bastante intenso”

“Haverá um esforço bastante intenso”

“Haverá um esforço bastante intenso”

Cláudio Humberto

Gilberto Kassab, presidente do PSD, sobre o empenho pela reforma da Previdência

Projeto de lei acaba com carro oficial em todo o País
Apenas cinco dos 81 senadores dispensam carrão oficial com motorista e placa preta, e um deles, Antônio Reguffe (sem partido-DF), é o autor de um projeto no Senado que extingue a mordomia de uma vez, em todo o território nacional. Avesso a privilégios, Reguffe tem doze assessores, enquanto outros somam até cem, e há anos “pilota” em Brasília o seu Mobi, o carro popular da Fiat. O Senado informou que, além de Reguffe, outros quatro senadores recusam carros oficiais.

Os sem-mordomia
Os senadores Alessandro Vieira (PPS-SE), Confúcio Moura (MDB-RO), Eduardo Girão (Pros-CE) e Kajuru (PRP-GO) usam carros próprios.

Única exceção
O projeto de lei 547, de Reguffe, proíbe carros oficiais de autoridades públicas, exceto o presidente da República, como Chefe de Estado.

Falta relator
O projeto de Reguffe foi aprovado na CCJ, mas aguarda há 50 dias que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defina seu relator.

Vergonha da regalia
Os presidentes da Câmara e do Senado parecem ter vergonha do carro oficial. Eles usam placas de carro “particular”, na verdade “frias”.

Justiça Federal autoriza venda direta de etanol
A Justiça Federal decidiu que os fabricantes de etanol podem vender seu produto diretamente aos postos. A medida deve provocar redução de preço. A decisão é do juiz Eduardo Rocha Penteado, da 14ª Vara Federal de Brasília, em ação movida pelo Sonar, sindicato dos produtores de três estados (RN, CE, PI). Produtores são obrigados desde 2009 a entregar o etanol a distribuidoras que nada produzem, exceto notas fiscais. Atravessadoras, apenas aumentam o preço final.

Mais um cartório
A Justiça Federal considerou ilegal artigos da Resolução 43, da ANP, que dão aos atravessadores a exclusividade na venda de combustível.

Resolução do lobby
A Resolução ilegal da ANP é de 2009, durante o governo Dilma, após intenso lobby dos distribuidores que tinham negócios com o PT.

Crime de usura
Distribuidores chegam a pagar R$1,55 pelo litro do etanol e o vendem no mínimo pelo dobro aos postos, e o consumidor final paga a conta.

Golpe do ‘exílio’
O fujão Jean Wilis (Psol), que abandonou o mandato de deputado para fazer pose de “exilado” na Alemanha, foi a Bruxelas (Bélgica) falar mal do Brasil, assim como o fez em Genebra. Que vergonha.

Meninos, eu fui lá
O presidente do MDB, Romero Jucá, parecia ter acabado de retornar de viagem ao céu: após a reunião com o presidente Jair Bolsonaro, não parou de ligar para os caciques do partido contando a conversa.

Quem os representa
No encontro com Bolsonaro, o paulista Geraldo Alckmin fez a maior pose de líder máximo do PSDB, partido que preside, mas na Câmara tucanos diziam que se sentiriam melhor representados por João Doria.

Xodó bolsonarista
O ministro Paulo Guedes (Economia) virou xodó dos eleitores do presidente nas redes sociais, em razão do desempenho na CJJ. Ele cumpriu o papel de reaglutinar e motivar a militância bolsonarista.

Dia de insanidade
Gleisi Hoffmann (PT-PR) não está bem do juízo. Ontem ela disse que Lula é “vítima do Departamento de Justiça dos EUA” e que a quadrilha americana usou ação contra a Petrobras (class action lawsuit) para “lavar dinheiro”. Até acusou a Lava Jato de “corrupção”. Hahahaha

Sonhar pode
Presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto acha que é possível o Palácio do Planalto promover articulação política sem recorrer ao “toma lá, dá cá” de outros tempos. E isolar os gulosos.

Lembra o mensalão
Apesar da expectava contrária, Paulo Guedes (Economia) enfrentou debate duro na CCJ da Câmara. Não foi profundo, mas político. Uma memória das atitudes destemperadas no escândalo do mensalão.

PODER SEM PUDOR
Deputado sob vigilância
Acusado de aliciar parlamentares para seu partido PSD em 1993, na pré-história do mensalão, o deputado Nobel Moura (RO) virou alvo. Assediado pela imprensa, refugiou-se no gabinete de um vizinho, o deputado mineiro Aécio Neves, onde seu cartaz não era lá essas coisas. A preocupada secretária ligou para Aécio, em Belo Horizonte: “O Nobel, aquele do PSD, esteve aqui. Estava se escondendo de alguém. Mas o senhor não se preocupe, ele ficou quietinho. Não mexeu em nada. Mesmo porque estava assim de segurança de olho nele…”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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