“Esse é o feito”

Ministro Onyx Lorenzoni confirmando meta de carga tributária abaixo dos 30%

 Apoio do PSL estragou a festa do ‘centrão’

Ao apoiar a reeleição de Rodrigo Maia para a pre­sidência da Câmara, o de­putado Luciano Bivar (PR), presidente nacional do PSL, estragou os planos das rapo­sas políticas do “centrão”, de partidos como PP e MDB. Eles vinham mantendo Ro­drigo Maia em “banho ma­ria” para arrancar dele o má­ximo, na reta final. E deixar a bancada do PSL “chupando dedo”; uma jogada do “cen­trão” para continuar contro­lando a Câmara.

 Fogo amigo

Luciano Bivar foi pressio­nado por setores do governo a abrir mão, para o PP e MDB, dos cargos na Câmara prometi­dos por Rodrigo Maia.

Espaço político

Maia disse a Bivar que o PSL terá a 2ª vice-presidência e a chefia das comissões de Constituição e Justiça e de Fi­nanças e Tributação.

Também quero

Se não conseguisse tudo o que queria no apoio a Maia, o PP planejava lançar a candida­tura de Arthur Lira (AL) à pre­sidência da Câmara.

Não é bem assim

Com a adesão do PSL a Ro­drigo Maia, o centrão se rear­ticula para juntar mais de 100 deputados e, assim, “colocar o governo de joelhos”.

Monopólio do DEM

Deputados de todos os par­tidos fazem romaria ao gabi­nete de Onyx Lorenzoni (Casa Civil), ex-deputado, e de lá saem com uma única queixa: o monopólio do DEM no go­verno Bolsonaro. Eles acham que a articulação política a cargo do ministro, que foi de­putado do DEM-RS, benefi­cia o partido que nasceu Are­na, virou PSD e depois PFL, até a infeliz ideia do marque­teiro Antonio Lavareda de transformá-lo em DEM ou De­mocratas ou “Demo”, como jocosamente chamam os ad­versários.

Da extinção à fartura

O DEM praticamente res­surgiu das cinzas, após qua­se desaparecer nos governos do PT. Com Onyx Lorenzoni, voltou forte ao poder.

Só o PSL tem tantos

Só o PSL de Bolsonaro tem tantos ministérios quanto o DEM, que tem três: Casa Ci­vil, Agricultura e Saúde. E in­contáveis vagas no 2º esca­lão.

PT entre os aliados

O DEM mudou muito. Aliou-se ao PT para eleger Ro­drigo Maia (DEM-RJ) presiden­te da Câmara, em 2017. A alian­ça continua.

JB fará História

O presidente Jair Bolsona­ro fará história, reduzindo a alí­quota do imposto de renda de 27,5% para 25%, revertendo a lógica de todos os antecessores que só pensavam naquilo: au­mento de tributos.

Grupo de Lima

O chanceler Ernesto Araújo viajou para Lima, no Peru, para participar do encontro do cha­mado “Grupo de Lima”, que ontem decidiu não reconhecer a “reeleição” do ditador Nicolás Maduro. Mandou bem.

Positivo

O diretor-geral da Organi­zação Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, considerou “muito positivo” o encontro com o presidente Jair Bolsona­ro e se considera otimista com os próximos passos do Brasil e também da OMC, tanto no co­mércio bilateral, quanto multi­lateral.

Coice de burro

Enquanto o pai esperneia contra “interferências” na dis­puta pela presidência do Sena­do, o governador Renan Filho faz jogo bruto em Alagoas, de­mitindo indicados de deputa­dos que não votarão no tio Ola­vo para presidir a Assembleia Legislativa de Alagoas.

Começou com Temer

A capitão Carla Borges não vai estrear no comando do avião presidencial de Jair Bolso­naro. Ela compõe a equipe de comandantes desde 2016 e pas­sou a pilotar o Airbus em mar­ço, para Michel Temer.

Fatura milionária

Entre janeiro e novembro de 2018, os cartões corporativos do governo federal fizeram despe­sas superiores R$40,6 milhões. Eles gastam, a gente paga. O go­verno Bolsonaro ainda não fala em acabar a farra.

‘Cem dias’ são imitação

A lorota de “cem dias de ‘lua de mel’” entre presidentes e a população começou com a comparação com os 100 pri­meiros dias de Franklin D. Roo­sevelt nos EUA, em 1933, que aprovou 76 leis no Congresso.

Dono do pedaço

Antes mesmo da nomeação no Diário Oficial da União, o as­sessor para assuntos Internacio­nais da Presidência da Repúbli­ca, Felipe Martins, já cumpria expediente no Palácio do Pla­nalto.

 PODER SEM PUDOR

 Despacho a jato

Governador da Paraíba, Ernane Satyro estava impaciente: ainda teria de receber um prefeito e já estava atrasado para um compromisso. Seu chefe de gabinete teve o cuidado de pedir ao prefeito que objetivasse a conversa: “Vá direto ao assunto e seja breve. O governador é muito objetivo.” Diante do governador, o prefeito man­dou: “Vim tratar sobre dois assuntos. Eu sei que o sr. é objetivo e prático…” Satyro interrompeu: “Muito bem, amigo velho, diga então qual o segundo assunto!”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

 

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