Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “É a maior ameaça à Lava Jato”

“É a maior ameaça à Lava Jato”

Deltan Dallagnol sobre reverter a prisão após condenação em 2ª instância

Só este ano, 17 vereadores foram assassinados
Pode até parecer que Marielle Franco (PSOL-RJ) foi a primeira vereadora assassinada covardemente no Brasil, só que não. Apenas nos primeiros 80 dias deste ano foram assassinados 15 vereadores em todas as regiões. No Rio, 17 policiais militares foram executados por bandidos. Os veículos de comunicação cariocas acompanharam com helicóptero todo o velório da vereadora assassinada por bandidos, mas ignorou quase todas as demais mortes de vereadores e PMs.

Problema é nacional
Foram executados este ano vereadores em Alagoas, Rondônia, Bahia, Amazonas, Rio Grande do Sul, Piauí, Pernambuco e Paraná.

De uma só vez
Em um só caso, dois vereadores paranaenses foram assassinados durante um assalto em Barra do Jacaré (PR).

Motivo fútil
O vereador Jorge Cunha (Pros) foi executado em Apicum Açu (MA) porque não tinha nem sequer 2 reais exigidos pelos assaltantes.

Sem TV ao vivo
Em 2017, 134 PMs foram executados no Rio. Quase todos negros e negras, e pobres.

Súmula do STF manda ignorar ‘HC’
Deve ser ignorado eventual pedido de habeas corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF) para adiar a prisão do ex-presidente Lula. A menos que o ministro encarregado de tomar a decisão resolva ignorar a Súmula 691, do próprio STF, aprovada com apoio do então ministro Sepúlveda Pertence, vedando a seus ministros conhecer habeas corpus já negado por tribunal superior. Respeitada a Súmula 691, fica valendo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O que prevalece
Se o STF respeitar a própria Súmula, de 2007, vai prevalecer o decisão do ministro Humberto Martins, do STJ, negando o benefício a Lula.

A Súmula 691
Pela Súmula 691, “não compete” ao STF examinar decisão de relator indeferindo em habeas corpus requerido a tribunal superior.

Acachapante
Ao examinar o mérito do habeas corpus de Lula, a 5ª turma do STJ referendou por unanimidade a decisão do ministro Humberto Martins.

O silêncio de Bolsonaro
Tem incomodado até aliados o silêncio de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) diante do assassinato da vereadora Marielle. Deputado pelo Estado, seu posicionamento era aguardado. Até parece que não se importou.

Bandidos
A polícia Militar levou 35 minutos para aparecer no local do assalto a uma agente da Polícia Civil do DF, ocorrido às 22h40 de quinta, apesar de o QG da PM estar distante cinco minutos. Os bandidos levaram viatura e arma. Em Brasília, a PM se recolhe e a noite é dos bandidos.

Assim não dá
A boa notícia para bandidos, no Brasil, é o limite de 30 anos de cadeia. Sejam os assassinos de Marielle, traficante, criminoso só pode ficar encarcerado, no máximo, por três décadas. Mas é raro acontecer.

Tributo à inutilidade
O deputado Cabo Sabino (PR-CE) fez projeto obrigando o uso de papel higiênico “hidrossolúvel” em todos os estabelecimentos comerciais do Brasil. Quem descumprir pode até perder o alvará de funcionamento.

‘Invasores’ bem-vindos
O aumento de 16% no número de voos fretados para o Brasil chamou atenção de Anac e Embratur. Foram 160 em fevereiro de 2017 e 185 no mês passado. É a volta de grupos em turismo de alto padrão.

FAB abre curso
A Força Aérea publicou Instruções para Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria de 2019 da Academia da Força Aérea. São 84 vagas e as inscrições se iniciam na próxima terça.

 


PODER SEM PUDOR
Tiquinho de presidente
Ao saber que um certo marechal Castelo Branco fora indicado presidente, após o golpe de 1964, o deputado Padre Godinho descobriu seu endereço (rua Nascimento e Silva, Ipanema, Rio) e foi lá apresentar cumprimentos. Ficou na portaria, com um amigo, até aparecerem algumas pessoas.
– Cadê o homem, o Castelo?
– Sou eu.
Padre Godinho se apresentou e foi embora. E cutucou o amigo, referindo-se ao baixinho que virou presidente:
– Só isso?

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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