Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Curto, objetivo, claro”

“Curto, objetivo, claro”

“Curto, objetivo, claro”

Cláudio Humberto

Presidente Jair Bolsonaro sobre o próprio discurso em Davos, na Suíça

Políticos do Rio movimentaram R$ 740 milhões
A movimentação financeira “suspeita” de políticos e ex-deputados estaduais do Rio de Janeiro soma mais de R$ 740 milhões. É o que aponta relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, que andou monitorando a Assembleia Legislativa do Estado. O número 1 entre os suspeitos, Jorge Picciani movimentou R$ 478 milhões, sendo R$ 26 milhões nas próprias contas.

MDB por cima
Políticos do MDB, partido de Picciani e do filho Rafael (que movimentou R$9,3 milhões), são responsáveis por R$ 553 milhões suspeitos.

Não consta
Flávio Bolsonaro não é citado pelo Coaf na lista dos 27 deputados e ex-deputados que realizaram movimentações financeiras suspeitas.

Comparação
Fabrício Queiroz, ex-funcionário do senador eleito Flávio Bolsonaro, teria movimentado R$ 7 milhões em três anos, de 2014 a 2017.

Só o primeiro passo
O Coaf é órgão de inteligência, não investiga. Ele repassa informações que apura para órgãos como o Ministério Público Federal ou Estadual.

‘Grande Paraguai’
A política externa do chanceler Ernesto Araújo, de alinhamento aos Estados Unidos, pode fazer do Brasil “uma espécie de grande Paraguai”, segundo alertou Afonso Arinos em seu livro de memórias A Alma do Tempo, de 1779 páginas, da Topbooks. No livro, concluído 40 anos antes da vitória de Jair Bolsonaro, Arinos analisa a política externa do governo Castelo Branco destaca que foi erro foi o de aceitar, “com invariável docilidade”, a linha do Departamento de Estado (americano).

O erro
Para Arinos, é um erro considerar que somente se alinhando aos EUA o Brasil “poderia cumprir com os seus deveres” como país ocidental.

Fundamental
Chanceler brasileiro de 1961 a 1962, Arinos advertiu: o interesse nacional é a primeira motivação da política externa, mas não é a única.

Maleabilidade
Para Arinos “é elementar” que a defesa dos interesses do Brasil seja diferente no país e no exterior, pois não há lei que obrigue dois países.

Enterro discreto
Pouca gente no enterro de Jorge Serpa no Rio, ontem. Nenhum político. Ele foi uma das figuras mais influentes no poder desde Getúlio Vargas. Teve seu tempo de glória como auxiliar e amigo de Roberto Marinho. Ninguém da Globo. Só uma coroa de flores, de um primo do Cesgranrio.

Bateu, levou
O Estadão afirmou que o apoio ao presidente Jair Bolsonaro está diminuindo nas redes sociais. Para que! A hashtag #EstadaoFakeNews foi para o primeiro lugar nos Trending Topics do Twitter.

Já vai tarde
O secretário de Aviação Civil do governo Bolsonaro, Ronei Glanzmann, deu ontem uma grande notícia: a estatal Infraero será extinta. O Brasil não vai precisar mais sustentar esse monumento à ineficiência.

Eu sou norrmall…
Não se nega senso de humor do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), conhecido pelos rompantes e atitudes por vezes amalucadas. Ele disse à revista IstoÉ que o país “precisa voltar à racionalidade”. Hahahaha.

Me inclua fora disso
O ex-ministro Aloizio Mercadante diz que a empresa Petra Energia jamais foi do seu filho, também nega que ambos tenham tratado de qualquer demanda do grupo de Eike Batista ou da Petra Energia no BNDES.

Não é frete, é o preço
Pesquisa da CNT revela que o tabelamento do frete não é a principal preocupação dos caminhoneiros. Nove meses após a greve que quebrou o país, 51,3% deles querem a redução do preço do diesel.

Um dia de Bolsa
A compra e venda de ações movimentou mais de R$ 10,2 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo nesta segunda (21). Foram mais de R$ 9,34 bilhões em opções de compra e R$ 877 milhões em vendas.

Petrobras na frente
As ações que mais geraram movimentações financeiras na Bolsa de Valores esta semana foram da Petrobras: mais de R$ 1 bilhão em ações da estatal foram compradas e R$ 996,5 milhões foram vendidos.

Pergunta na delação
Observando a fisionomia do ex-senador Edison Lobão e do ex-ministro Delfim Netto, de quem seria o codinome “Esquálido”?

PODER SEM PUDOR
Raposa plural
José Maria Alkimin encontrou um cabo eleitoral na Praça 7, em Belo Horizonte, e foi logo perguntando:
– Como vai? E a esposa? E as crianças?
– A mulher está ótima, deputado, mas por enquanto é só uma criança…
– E eu não sei que é um filho só? – disfarçou Alkimin, diante do interlocutor cético. – É um menino que vale por muitos! Então, como vão “os meninos”?

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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