“Com ele não dá”

“Com ele não dá”

Cláudio Humberto

Deputado Rodrigo Maia ao romper com o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO)

Bloqueio descarta Coaf como fonte de vazamentos
Qualquer investigação identificará sem demora os responsáveis por supostos vazamentos de relatórios do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Para impedir esse risco, o ex-diretor Antônio Gustavo Rodrigues implantou um sistema que bloqueia, no Coaf, a reprodução dos relatórios na forma física, em papel. É tudo digital, criptografado, sem opção de “imprimir”. Fontes do Coaf explicam que vazamentos só ocorrem no destino, pelos que têm acesso ao conteúdo.

Quem tem acesso
O Coaf informa eventuais “movimentações atípicas” ao Ministério Público Federal ou a Polícia Federal, dependendo do caso.

Corregedoria
Flávio Bolsonaro pediu à Corregedoria-Geral do Ministério Público para apurar possíveis vazamentos por procuradores do Rio.

Vazamento seletivo
O senador do PSL-RJ afirma que dados do seu sigilo fiscal e bancário, quebrado ilegalmente, apareceram logo em seguida na imprensa.

Mandou bem
Hoje aposentado, Antônio Gustavo Rodrigues dirigiu o Coaf entre os governos FHC e Temer com implacável eficiência e total discrição.

Noiva esquerdista
A suposta noiva do presidiário Lula, a socióloga Rosângela Silva, conhecida por “Janja”, pode até ser militante de esquerda, mas nem tanto assim. Funcionária da estatal Itaipu Binacional nomeada no governo do namorado, frequentou durante um ano um curso de pós-graduação da Escola Superior de Guerra (ESG), centro de estudos estratégicos de defesa e segurança sempre execrado pela esquerda.

Mulher e poder
O tema do trabalho de “Janja” na ESG foi “Mulher e poder: equidade de gênero nas Instituições de defesa e Segurança Nacional”.

Bendita sois
“Janja” integrou a turma de 99 alunos da ESG em 2011, dos quais 74 eram militares de patente equivalente, na grande maioria, a coronel.

Levando vantagem
O detalhe é que se funcionário público ou de estatal (Itaipu, no caso) fizer curso da ESG garante gratificação incorporada ao salário.

Brasil não é Venezuela
O articulado e presidente da comissão de reforma, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), adverte que o Brasil não é uma Venezuela, onde a cada protesto da oposição se segue uma manifestação de governistas.

Pressão popular
Rodrigo Maia reconheceu que as manifestações em apoio ao governo Jair Bolsonaro contribuíram para a derrubada da recriação de ministérios. Admite que a população não aceita mais o toma-lá-dá-cá.

Prioridade absoluta
Calaram fundo no Planalto as críticas de Janaína Paschoal (PSL-SP) à desinteligência política das manifestações do próximo fim de semana. A deputada campeã de votos é ouvida no gabinete de Bolsonaro.

Mão na massa
O Planalto soube que os assessores de Joice Hasselmann (PSL) é que ligavam aos aliados para saber como votam na reforma administrativa. O governo prefere que a própria deputada faça os telefonemas.

É cada uma
O busto de Juscelino Kubitschek, fundador de Brasília, foi substituído pelo do ditador Getúlio Vargas, no acesso ao plenário do Senado. Questionada, a assessoria de imprensa do Senado se faz de morta.

Sabatina de Brêtas
O embaixador Pedro Brêtas Bastos será sabatinado na Comissão de Relações Exteriores do Senado, nesta quarta (22), para representar o Brasil na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa. A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) é a relatora da indicação.

Memórias da diverticulite
O jornalista e escritor mineiro Pedro Rogério Moreira lança nesta quinta (23) em Brasília o livro mais recente “Memórias da diverticulite”, novela sobre eleição presidencial. A partir das 18h no Bar da 15, Lago Sul.

À casa torna
O cantor e ex-deputado Sérgio Reis matou saudades da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (21). Foi tietado pelo deputado Alexandre Frota (PSL-SP), com direito selfies e todos os salamaleques.

Pensando bem…
…o acordo entre governo e “centrão” deixou claro que o Brasil poderia ter sido poupado do “mimimi” das últimas semanas.

PODER SEM PUDOR
Candidato a patife
O saudoso senador Jefferson Péres (AM) decidiu disputar com o senador Cristovam Buarque (DF) a candidatura do PDT para a sucessão do então presidente Lula. Péres estava intrigado com a transformação dos presidentes, depois de eleitos: “Será que você vira patife ao chegar ao poder? Gostaria de ser testado…” Ele estava impactado com as patifarias do governo Lula.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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