Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “Claro que vai ter a digital do Congresso, mas sem desfigurar”

“Claro que vai ter a digital do Congresso, mas sem desfigurar”

“Claro que vai ter a digital do Congresso, mas sem desfigurar”

Cláudio Humberto

Nova líder do governo, Joice Hasselmann (PSL), sobre a reforma da Previdência

Números mostram os disparates
Os números dos privilégios dos aposentados no setor público são chocantes, quando comparados àqueles do setor privado. O valor médio de aposentadoria no Poder Judiciário, por exemplo, chega a R$ 27 mil mensais, mas quem acha isso um escândalo precisa saber que no Legislativo a média passa os R$ 28 mil. Enquanto isso, 66,5% dos aposentados, que totalizam 23,3 milhões de brasileiros inativos do setor privado, recebem proventos de até um salário mínimo por mês.

Vinte vezes mais
Os aposentados do Legislativo recebem o equivalente a vinte vezes o valor médio da aposentadoria dos trabalhadores do setor privado.

Desorganização
Os números apurados pela equipe que elaborou o projeto de reforma apontam para a mais completa desorganização da Previdência.

Rombo insuportável
O rombo da Previdência, que totaliza cerca de R$ 185 bilhões por ano, impede o governo de investir em projetos que geram renda e emprego.

País de castas
Os 2,8 milhões de servidores aposentados custam aos cofres públicos, basicamente, o mesmo que 30 milhões de inativos do setor privado.

Privilégio e lucro
O lobby das companhias aéreas pressiona a Câmara a aprovar projeto que restabelece uma mamata instituída no governo Dilma: a “compra direta” de passagens pelo governo federal. A pretexto de “economia”, ao eliminar a intermediação das agências de viagem, a jogada dispensa empresas aéreas de reter imposto na fonte, dribla a lei de licitações e as torna os únicos fornecedores do governo a receberem à vista, até antecipado, por meio dos chamados “cartões corporativos”.

Jogada esperta
A exclusão das agências de viagem não reduz os preços. Apenas dispensa as empresas aéreas de pagar comissões a essas empresas.

Colo de mãe
Se a manobra for restabelecida, as empresas aéreas terão mais de 600 órgãos públicos pagando passagens à vista, tarifa cheia.

A origem
O esquema começou com a suspeitíssima MP 651/14, assinada por Dilma, após proveitosa reunião com representantes das aéreas.

Nada a comemorar
A Petrobras deveria se envergonhar do lucro líquido de R$ 25,8 bilhões em 2018. Tudo isso foi obtido com a adoção da política, em julho de 2017, de reajustes diários criminosos nos preços ao consumidor. Até maio de 2018, foram 207 aumentos, que levaram os caminhoneiros à greve que interrompeu a retomada da economia e dos empregos.

Pergunta na Praça
Diante do pedido de impeachment contra o Supremo Tribunal Federal, por divergir das posições dos ministros, a pergunta não se cala: se o STF exercer o direito a reciprocidade, quantos sobrariam na Câmara?

Campanha para trás
O ministro Ricardo Vélez Rodriguez (Educação) é acusado de usar “slogan eleitoral” de Bolsonaro, aquele que elogia Pátria e Deus. Seria o primeiro caso de proveito eleitoral de uma campanha que já passou.

PODER SEM PUDOR
Solução de raposa
Francisco Dornelles era secretário da Receita Federal quando decidiu fechar coletorias federais em pequenas cidades. Entre elas estava a de Santo Antônio do Monte (MG), terra do ex-governador Magalhães Pinto.
– Um inimigo seu quer nos intrigar – reclamou Magalhães a Dornelles, por telefone – Tanto que mandou fechar a coletoria de Santo Antônio…
O secretário da Receita explicou o porquê de a cidade estar na lista.
– Bom – ponderou a raposa mineira – já que não dá para tirar da lista, dá para esquecer de fechar a coletoria?

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