Home Colunistas Coluna do Cláudio Humberto “A credibilidade do banco e transparência estão sendo questionadas”

“A credibilidade do banco e transparência estão sendo questionadas”

Cláudio Humberto

Gustavo Montezano (BNDES) ao definir abertura da caixa-preta como prioridade

Fundações partidárias terão R$ 200 milhões em 2020
As fundações mantidas por partidos políticos, que quase ninguém sabe quais são e o que fazem, terão direito a mais de R$ 200 milhões de dinheiro público para gastarem como bem entenderem e sem prestar contas ao contribuinte. O montante é oriundo do Fundo Partidário. Só este ano serão pagos R$ 927 milhões às agremiações, que são obrigadas por lei a transferir pelo menos 20% disso para as fundações.

As conhecidas
Perseu Abramo (PT), Teotônio Vilela (PSDB) e Ulysses Guimarães (MDB) são fundações mais conhecidas e quem mais faturou até hoje.

Novo rico
O Instituto de Inovação e Governança (Indigo), do PSL, é novo rico. Até 2018 recebia poucos milhares e agora terá ao menos R$ 74 milhões.

Obrigatório
Todo partido político registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral deve manter uma instituição. Sem fiscalização, viram cabides de emprego.

Meu Fundo Minha Vida
Somado ao fundo eleitoral de R$ 3,7 bilhões, incluído pelo relator Cacá Leão na LDO, partidos custarão mais que o Minha Casa Minha Vida.

Recesso sem votar
Quando tomam posse, parlamentares juram cumprir a Constituição, mas rotineiramente ignoraram a obrigação de votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O “recesso branco” é uma manobra criada pelos deputados e senadores, que concordam não aparecer para o trabalho apesar de o § 2º do Art. 57 da Constituição ser explícito: a sessão legislativa “não será interrompida sem a aprovação” do projeto da LDO.

594 parlamentares
Se for aprovada pela Comissão Mista, a LDO ainda precisa ser votada pelo Plenário do Congresso; sessão conjunta da Câmara e Senado.

Férias para poucos
Apesar da folga das autoridades, servidores são obrigados a bater ponto e trabalhar durante as duas semanas de férias informais.

Custo por semana
O custo estimado do Congresso Nacional é de R$ 10,8 bilhões por ano. Duas semanas “valem” R$ 450 milhões ao contribuinte.

Partidos bilionários
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não foi aprovada, mas o relator, Cacá Leão (PP-BA), incluiu “super fundo eleitoral” para 2020. Somado ao fundo partidário, garantirá quase R$ 5 bilhões para partidos.

Orçamento mutante
A LDO recebeu um total de 1045 emendas, 633 das quase receberam voto pela aprovação ou aprovação parcial. Foram 63 emendas de bancada estadual, 72 de comissão e 498 emendas individuais.

Servidores visados
A Diretoria-Geral da Câmara confirmou que só os parlamentares estão em “recesso branco”. Servidores foram avisados que “não haverá a suspensão das atividades da Casa” e quem faltar terá corte no salário.

Tormento
Sempre que Onyx Lorenzoni (Casa Civil) cita “retorno de Bolsonaro ao DEM” ameaça uma crise com partidos governistas, sobretudo o PSL. É como o adulto que atormenta crianças exibindo filmes de terror.

PODER SEM PUDOR
Souza Dantas, o breve
O jornalista Raimundo de Souza Dantas era um discreto funcionário do Ministério da Fazenda, no Rio, e tinha algo que o diferenciava dos colegas: era amigo do então presidente Jânio Quadros. Sonhava com a diplomacia. Jânio o nomeou embaixador em Gana (África), mas, três meses depois, renunciaria ao mandato, devolvendo Souza Dantas à salinha na antiga repartição. Do contínuo ao chefe, os cruéis colegas não paravam de ironizar: “Bom dia, embaixador!” e “Já bateu o ponto, embaixador?”

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