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Telmo José Tomio, uma perda cultural

A cultura da região da foz do rio Itajaí-açu sofreu no último domingo, dia 28 de julho, uma perda inestimável com a morte do professor, músico e genealogista Telmo José Tomio, de forma inesperada, aos 46 anos de idade.
O professor Telmo Tomio era itajaiense, formado em sociologia e história pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, tendo ainda desenvolvido profícuas atividades como maestro, organista e cantor. Compôs apreciáveis músicas sacras e dirigiu corais de diversas igrejas da nossa região com maestria e louvável dedicação.
Dono de uma postura tranquila, afável, tinha disposição para atender a todos que dele se acercassem para buscar informação ou auxílio nas áreas em que atuava com desenvoltura: música e genealogia.
Muito cedo, enveredou-se pelos caminhos da pesquisa na área da genealogia; isto lá na década de 1990. Começou, frequentando o Arquivo Público de Itajaí, o Arquivo da Cúria Metropolitana de Florianópolis, cartórios da região e os registros digitalizados, ora disponíveis a pesquisadores por diferentes instituições.
Desse modo, foi se construindo como competente genealogista, estudioso que tem por objeto de seu trabalho científico estabelecer a origem de um indivíduo ou de uma família. Os estudos genealógicos são importantíssimos para os estudos históricos e sociológicos de qualquer cidade, região, estado ou nação, porque permitem, entre outras coisas, identificar as relações de poder que deram origem a ideias, valores ou crenças que permeiam as comunidades.
O surgimento, entre nós, do professor Telmo José Tomio como genealogista, membro do Colégio Brasileiro de Genealogia, desde 2007 e do Instituto de Genealogia de Santa Catarina, desde 2006, fora saudado por todos que atuamos como pesquisadores nas áreas das ciências humanas como um grande ganho para a cultura da nossa região.
A ele, todos nós recorríamos, inúmeras vezes, em consultas e pesquisas necessárias ao desenvolvimento de nossos trabalhos históricos, jornalísticos, acadêmicos, particulares, familiares.
Sua morte inesperada agora enluta primeiramente sua família, que sente sua perda e a quem nos associamos no luto e na dor. Também enluta a cultura da nossa região que perde um intelectual e produtor cultural do mais alto nível, ativíssimo, autor de mais de noventa trabalhos publicados em sua área.
Não sabemos, quando e se teremos no futuro, por aqui, outro intelectual com o gabarito e as especificidades do professor Telmo José Tomio. Deus o tenha, no melhor dos seus lugares!

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