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O amor nos faz viver

Quem se sente amado quer viver e quem não se sente amado, dentro de si, mesmo que inconscientemente, tem o desejo de morrer. Quanto mais uma pessoa se sente amada mais ela quer viver e quando ela se sente desprezada, rejeitada, não amada, o desejo de viver diminui.
Na bíblia, a carta de João diz que Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele. Ele é a fonte do amor e da vida. Quando abrimos uma garrafa de vinho, dela sai vinho e quando abrimos uma garrafa de água, dela sai água. Tudo que sai de Deus é amor. O amor é a marca de Deus.
Os seres humanos são frutos do amor. A nossa essência profunda é amor. Fomos pensados, planejados e fabricados pelo amor. Assim, em qualquer lugar do mundo os seres humanos se entendem quando se fala a linguagem do amor.
Nós saímos do amor. Entramos nesse mundo em uma família, pai, mãe, irmãos e, imediatamente, percebemos que éramos bem vindos, esperados, queridos e desejados. Esse é o caminho mais natural, contando as exceções, que nunca serão a regra. Desde o momento que fomos concebidos já somos uma pessoa completa, embora ainda precisássemos nos desenvolver fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. A potencialidade para o desenvolvimento já está em nós desde o início.
O desenvolvimento nos fará perceber o quanto somos queridos e amados, ou não. A pessoa, no entanto, estará marcada pela quantidade de amor que recebeu, especialmente no início da vida. Se fomos amados, lançamos nossas raízes numa terra boa e nos desenvolveremos a partir das nossas raízes. Ao contrário, quem foi rejeitado pode ir levando consigo as marcas da rejeição, embora muito frequentemente, inconscientes para si mesmo.
O amor faz a diferença. Quem se sente muito amado se ama e sente gosto de viver. A rejeição diminui a vida e o gosto de viver. Por isso, façamos a vida acontecer. Amemos! Cultivemos em nós o contato com a Fonte do Amor, Deus, que renova todas as coisas, nos fortalece para enfrentar a vida e nos oferece sentido e verdade

No último dia 15 de agosto, véspera de seu aniversário de 88 anos, a Professora Didymea Lazzaris de Oliveira, em noite de autógrafos muito concorrida, lançou seu quinto livro: “Um Passeio Pelo Vale do Itajaí”.
Dona Didymea, antes de se iniciar na área das letras, foi emérita professora pública, tendo começado a carreira em Navegantes e a concluído como inspetora escolar em Itajaí.
Sua atuação como gestora da educação pública estadual em Itajaí, conjuntamente com os outros dois inspetores escolares de então, Reynaldo Eusébio Gomes de Oliveira e Edy Vieira Wendhausen Rothbarth, nos anos de 1960 e 1970, foi decisiva para a implantação e expansão do ensino secundário público e gratuito na cidade. Fora a época em que se criaram os ginásios e colégios estaduais em diferentes bairros.
O deputado Nilton Kucker, inclusive, deixou este depoimento a respeito: “Eu tinha um corpo de auxiliar técnico na parte da Educação excelente, a dona Didymea Lazzaris de Oliveira, a dona Edy, o professor Reynaldo de Oliveira, um grupo de pessoas que me auxiliavam muito na Educação. Então, nós tínhamos base aqui em Itajaí para conseguir as coisas, porque passavam munição. Eu apenas era um atirador. Eles passavam a munição. Diziam falta uma escola lá, falta uma escola acolá; e eu fiz.”
O livro inicial da Professora Didymea, “Por Um Pedaço de Terra – Luís Alves: Sua Colonização A Partir de 1877”, de 1997, foi um dos primeiros livros lançados pela Editora da Universidade do Vale do Itajaí/Univali. O historiador Walter Fernando Piazza, que o prefaciou, considerou a obra “uma história necessária”. De fato, o livro, pioneiro, resgatou a história da colonização italiana na foz do rio Itajaí-açu. Os trabalhos que se tinham, até então, tratavam tão somente da colonização portuguesa e alemã.
“Um Passeio Pelo Vale do Rio Itajaí”, o livro de agora, consumiu cinco longos anos de pesquisas, estudos e visitas in loco da autora, que em viagens de conhecimento do rio Itajaí, visitou paragens da bacia desse rio, desde os contrafortes da Serra Geral até a região costeira.
A obra, ricamente ilustrada com fotografias e mapas coloridos, é dividida em duas partes, tendo a primeira parte seis capítulos em que a autora descreve os rios Itajaí do Oeste e Itajaí do Sul, formadores do rio Itajaí-açu e os afluentes do grande rio. Na segunda parte, em dois capítulos, são tratados temas atuais, como a relação homem/natureza e a correção da barra do rio Itajaí-açu, obra em andamento.
Portanto, um livro necessário para o conhecimento completo de um patrimônio natural catarinense – o rio Itajaí-açu – que, como escreve a autora, “é preciso conhecer para amar” e, acrescentemos, cuidar!

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