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Anseios presentes para o futuro de Navegantes

Anseios presentes para o futuro de Navegantes

Navegantes comemora 56 anos e devemos celebrar, mas também refletir sobre os rumos de nossa cidade. É preciso agir para aproveitar o momento: estamos em épocas propícias para resgatar a memória, manter viva a tradição e a cultura; mas também estamos em épocas em que é urgente estimular a inovação. Para isso acontecer, os atores envolvidos na construção contínua da cidade precisarão ousar, pensar diferente, encontrar inspiração e colocar as necessidades da população como o centro de toda estratégia.
Cidades são lugares em permanente evolução, com oportunidades de melhoria sempre presentes. Elas possuem um significado especial para cada habitante, mas são onde – a partir das expectativas individuais – se constrói o coletivo. A qualidade de uma cidade é, antes de tudo, o reflexo da postura de seus administradores; efeito do engajamento dos que nela vivem e desenvolvem os seus empreendimentos.
Planejar e gerir um município é atividade complexa. Exige ações, objetividade e – sobretudo – a criação de oportunidades para que o desenvolvimento aconteça de maneira duradoura e sustentável. Independentemente de ideologia de seus atores, o planejamento das cidades precisa contemplar o bem-estar da sua gente e, ao mesmo, tempo encontrar um caminho que as tornem diferentes e especiais. Falo de uma vocação que faça sentido para toda a população e, portanto, que encontre na diversidade de pessoas a confiança necessária para atuarem juntas a favor do futuro.
Acabou o tempo da gestão sem critério. Isso não faz mais sentido para quem tem a ambição de construir uma cidade inovadora. É hora de investir na construção de um relacionamento consistente, de envolver as entidades, empresas e moradores na busca por melhores resultados. O caminho da inovação precisa propiciar, de verdade, uma maior interação. A integração é a força que deve nos mover, juntos, rumo ao sonho. E isso precisa ser já. Afinal, se sonhamos e ousamos realizar, qualquer decisão tomada no presente deve estar conectada às soluções para nossa cidade do futuro, que está logo ali na esquina.
Precisamos, essencialmente, criar uma cidade prática, segura, que seja referência. Para avançar nessa perspectiva, devemos explorar todo o potencial que se apresenta, compreender a dinâmica da nossa economia e os anseios dos que escolheram Navegantes como lugar para viver ou empreender. E a busca pelo desenvolvimento consistente e sustentável precisa considerar a participação do segmento empresarial. O gestor público deve incentivar esse relacionamento, além de ponderar sobre eventuais ineficiências da máquina pública e, assim, potencializar a agenda social.
O esforço para evoluir não pode oscilar ou se ater a problemas menores, somente para prestar favores a determinados grupos de interesse. Vivemos o cenário e o momento em que se requer pensar grande e no todo.
Analisando em retrospectiva, às vezes me parece que as âncoras foram lançadas, que se rema no mesmo lugar, com andar de caranguejo, em vez de se efetivar o diálogo construtivo e a discussão de prioridades que impulsiona para frente.
Que as comemorações desta data nos despertem para as reformas necessárias ao desenvolvimento de Navegantes e que possamos nos sobrepor às políticas ultrapassadas. Apesar do mar revolto, temos a percepção de viver protegidos por Nossa Senhora dos Navegantes. Sob esse amplo manto, novas oportunidades se abrem todos os dias. Precisamos surfar nesta onda!
Desejo, ainda, que Navegantes continue de braços abertos, criativa, empreendedora e atraente para todos. Que assim, com otimismo, força e velocidade, possamos nos reposicionar com vistas ao longo prazo.

* Diretor-superintendente Administrativo da Portonave

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