Linha com cerol e a segurança dos motociclistas: saiba como se proteger!

13/11/2019 15:15

A linha com cerol, também chamada de linha chilena, é um dos grandes riscos aos quais estão submetidos os motociclistas.

Infelizmente, a cada ano no Brasil, são recorrentes as notícias de pessoas que ficaram gravemente feridas ou que vieram à óbito, vítimas das linhas de cerol utilizadas para empinar pipa.

Mesmo com todas as campanhas de conscientização, as pessoas ainda utilizam esse tipo de linha, fazendo com que uma simples brincadeira entre crianças ou adolescentes se transforme em um grande risco para os demais.

As linhas de cerol são tão cortantes quanto as facas, por exemplo, sendo que, em altas velocidades – como a que circulam motociclistas – esse efeito é potencializado.

Como se proteger desse tipo de linha cortante? E quando o dispositivo conhecido como “antena corta-pipa” é obrigatório? Veja todas essas informações neste artigo. Boa leitura!

Como agem as linhas com cerol e por que são tão perigosas para motociclistas?

As linhas com cerol são utilizadas nas brincadeiras de empinar pipas com o objetivo de cortar a linha de outras pipas, fazendo com que elas se soltem e voem. Infelizmente, essa brincadeira aparentemente inocente é um grande risco para as pessoas – tanto pedestres, quanto ciclistas e motociclistas.

As linhas chilenas têm um alto poder de corte e podem ferir gravemente uma pessoa. Em contato com alguém em altas velocidades – como os motociclistas –, o poder de corte é ainda maior, aumentando significativamente os efeitos nas vítimas.

Motociclistas atingidos por linhas de cerol podem sofrer cortes graves, hemorragias e outras lesões.

Pelo susto e pelos ferimentos, o condutor acaba perdendo a capacidade de conduzir a motocicleta momentaneamente, o que pode levar a um segundo acidente, potencializando os riscos para si mesmo e para as outras pessoas que estejam trafegando nas vias públicas.

Como se proteger das linhas de cerol?

Obviamente, a solução para evitar lesões ou mortes devido às linhas de cerol passa pela conscientização das pessoas, sobretudo dos pais que deveriam fiscalizar o uso dessas linhas pelos seus filhos durante as brincadeiras de soltar pipa.

No entanto, como isso não acontece sempre, o motociclista pode recorrer a algumas opções para trafegar com maior segurança, sendo elas:

– Instalando a chamada “antena corta-pipa”: esse dispositivo, como o nome já diz, é uma antena, instalada no guidão da motocicleta. Ela tem uma espécie de anzol na ponta e age para romper a linha de cerol antes de que atinja o condutor.

O preço é bem acessível, variando entre R$ 10,00 e R$ 60,00, normalmente. Esse dispositivo é o principal no que se refere à proteção contra linhas chilenas. Para aumentar a segurança, alguns motociclistas instalam uma antena de cada lado do guidão.

Em geral, as antenas corta-pipas não são obrigatórias no Brasil. No entanto, em algumas cidades, como no Rio de Janeiro, profissionais que utilizam a moto comercialmente estão obrigados a utilizar esse dispositivo. Da mesma forma, alguns aplicativos de delivery também têm essa exigência na hora de cadastrar novos entregadores parceiros.

Dando preferência aos capacetes do tipo fechados: capacetes fechados são mais seguros para o motociclista. Mesmo que os capacetes abertos sejam permitidos por lei (com alguns requisitos para o seu uso, como veremos a seguir), é mais seguro optar por aqueles fechados, que protegem o rosto, inclusive, contra as linhas de cerol.

Utilizando uma pescoceira: as pescoceiras são opções relativamente recentes, mas que já têm sido bastante utilizadas. Esses dispositivos protegem a área do pescoço, como uma espécie de cachecol. Para fazer isso, têm, em sua composição, fios de aços internos, capazes de resistir aos cortes das linhas chilenas. O preço das pescoceiras é, em média, R$ 50,00.

Quais são os capacetes permitidos para trafegar com motos?

O uso do capacete é obrigatório no Brasil, como estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu art. 244, inciso I.

Já vimos que, para se proteger das linhas de cerol, é mais indicado optar por capacetes do tipo fechado (também chamado de integral), mas quais são as outras opções permitidas segundo a Resolução 453/2013 do CONTRAN?

Podem ser usados: capacete integral com viseira ou com viseira e pala, capacete integral sem viseira e com pala, capacete misto, com queixeira removível, sem viseira e com pala, capacete modular e, ainda, capacete aberto com viseira ou sem viseira. Nesse último, é obrigatório o uso dos óculos de proteção.

Conduzir motocicleta sem utilizar capacetes ou utilizando capacetes que não obedecem à Resolução acima é uma infração gravíssima. As penalidades são a multa no valor de R$ 293,47, além da suspensão automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Para ter de volta o seu direito de dirigir, o condutor deve respeitar o prazo de suspensão (definido pelas autoridades de trânsito) e, ainda, deverá passar pela frequência obrigatória no chamado Curso de Reciclagem.

As motos são veículos ágeis e econômicos. Se você é apaixonado por esse meio de transporte, não precisa deixar de utilizá-lo para zelar por sua segurança.

Faça a sua parte, adotando sempre uma direção defensiva e instalando dispositivos de segurança, como a linha corta-pipas!

Como dar entrada no seguro DPVAT?

18/09/2018 12:00

 

Nenhum condutor está livre de um acidente de trânsito. No entanto, uma das formas de proteger as vítimas e os próprios motoristas destas eventualidades é o seguro DPVAT. Este seguro foi criado exatamente para que as vítimas possam ser ressarcidas. O DPVAT é, portanto,  o seguro obrigatório por danos pessoais.  Apesar de beneficiar muita gente, ainda existe muita desinformação e muitos condutores ficam confusos na hora de solicitar o seguro DPVAT.

 

Dar entrada no seguro DPVAT não é um processo demorado e que exija muito de quem precisa retirar este tipo de seguro. É necessário que o condutor saiba exatamente o que precisa e como pode solicitar o seguro DPVAT. Entender como funciona o DPVAT e como você pode retirá-lo irá fazer toda a diferença na hora da necessidade.

 

Entenda o que é o seguro DPVAT

 

Quando ocorre um acidente de trânsito, a vitima precisa ser indenizada e apoiada financeiramente. Para isto existe o seguro DPVAT.  O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, mais conhecido como DPVAT, é o seguro que o condutor ou o proprietário do veículo pagam anualmente junto ao IPVA do carro.

 

Este imposto oferece coberturas para três naturezas de danos: morte, invalidez permanente e reembolso de Despesas Médicas e Hospitalares (DAMS). No caso de acidentes, tanto as   vítimas e seus familiares quanto o condutor podem receber esta indenização.

 

O valor deve ser pago junto com o IPVA do carro diretamente na seguradora ou concessionária. Os motoristas mais conectados também podem realizar este pagamento através da internet.  Basta acessar o site oficial do DPVAT: www.seguradoralider.com.br.

Valor do DPVAT pode variar conforme o veículo

 

Muitos condutores ficam confusos na hora de pagar o seguro e saber como é calculado seu valor.  Conforme o DETRAN, o valor do DPVAT irá varia conforme a categoria do carro. Para veículos de passeio, automóveis particulares ou estatais, por exemplo, atualmente o valor do DPVAT é de R$ 105, 65. O valor do seguro pode ser pago à vista, ou em até três parcelas únicas e iguais.

Quanto ao valor recebido pelo motorista ele está previsto na legislação e varia de acordo com o caso. Estes detalhes estão previstos no artigo 3ª da Lei nº 6194 de 1974. De acordo com este artigo:

“Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2º desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada:

I – R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) – no caso de morte;

II – até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) – no caso de invalidez permanente; e

III – até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) – como reembolso à vítima – no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas.”

O artigo 3º também deixa claro que as despesas médicas, em nenhuma hipótese, poderão ser reembolsadas quando o atendimento for realizado pelo SUS, sob pena de descredenciamento do estabelecimento de saúde do SUS. Esta indenização é um direito de todos aqueles que se envolveram com acidentes de trânsito e foram prejudicados. Se este é seu caso, não deixe de correr atrás deste beneficio.

Entenda o passo a passo para solicitar o seguro DPVAT

 

O processo de entrada do seguro DPVAT é muito simples.  Para dar entrada no seguro DPVAT,  você tem que seguir alguns passos. Primeiramente, ele deve se dirigir ao site da Seguradora Líder, a seguradora oficial do DPVAT. No site, você irá acessar a opção “como pedir indenização”. Neste link, você irá verificar a opção que melhor se encaixa no seu caso para receber o seguro e os documentos necessários para dar entrada.  Você dará entrada ao pedido na seguradora com os documentos solicitados e poderá até mesmo verificar seu processo através do site.

 

A Lei n° 6.194 de 1974 especifica muito bem como deve ser realizado o pedido do seguro DPVAT.  O artigo 5º desta lei determina que:

 

“Art. 5º . O pagamento da indenização será efetuado mediante simples prova do acidente e do dano decorrente, independentemente da existência de culpa, haja ou não resseguro, abolida qualquer franquia de responsabilidade do segurado.

 

  • 1º – A indenização referida neste artigo será paga no prazo de 5 (cinco) dias a contar da apresentação dos seguintes documentos:
  1. a) Certidão de óbito, registro da ocorrência no órgão policial competente e a prova de qualidade de beneficiário – no caso de morte;

      

  • 1o A indenização referida neste artigo será paga com base no valor vigente na época da ocorrência do sinistro, em cheque nominal aos beneficiários, descontável no dia e na praça da sucursal que fizer a liquidação, no prazo de 30 (trinta) dias da entrega dos seguintes documentos:                     
  1. a) certidão de óbito, registro da ocorrência no órgão policial competente e a prova de qualidade de beneficiários no caso de morte;

 

  1. b) Prova das despesas efetuadas pela vítima com o seu atendimento por hospital, ambulatório ou médico assistente e registro da ocorrência no órgão policial competente – no caso de danos pessoais.

 

  • 2º Os documentos referidos no § 1º serão entregues à Sociedade Seguradora, mediante recibo, que os especificará. ”

 

Portanto, como dita a legislação, você terá 30 dias após o acidente para entregar os documentos a seguradora e realizar o pedido de retirada seguro DPVAT.  A seguradora terá o prazo de 5 dias úteis para realizar o pagamento do seguro.  Também fica claro pela legislação que você irá precisar de alguns documentos para retirar o seguro. Estes documentos são necessários para comprovar o prejuízo causado pelo acidente. Portanto, o motorista deve levar comprovantes de despesas médicas e, em casos mais graves, a certidão de óbito quando há vítimas fatais.

 

Exija esta indenização no momento em que você estiver precisando. Este é um direito seu. Para mais informações sobre o seguro DPVAT: SAC DPVAT – 0800-0221204 –, que atende gratuitamente ligações de todo o Brasil.

4 direitos dos motoristas em estradas

09/08/2018 01:58

As estradas são vias perigosas para os motoristas. Por conta disso, conhecer os seus direitos é uma forma de manter o tráfego seguro e, ao mesmo tempo, prevenir-se de eventuais dores de cabeça com concessionárias. Os condutores, principalmente os que estão acostumados a viajar muito, sabem que nessas rodovias é preciso redobrar a atenção para evitar acidentes.

Existem diversos recursos que devem estar disponíveis em todas as estradas para ajudar os condutores. Que tal conhecer alguns deles?

Confira, abaixo, 4 direitos dos motoristas em estradas.

  • Manutenção das estradas

Um dos direitos essenciais do motorista é ter acesso a estradas em boas condições, cuja manutenção seja realizada regularmente para garantir o tráfego facilitado e seguro. O governo (estadual ou federal) e as concessionárias devem assegurar que essas vias sejam mantidas sem buracos e em condições seguras para os viajantes.

Segundo o artigo 22 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), “essas instituições têm a obrigação de fornecer serviços públicos adequados, eficientes e seguros aos consumidores”. Isso significa fornecer a manutenção necessária para evitar acidentes e possíveis danos ao seu veículo.

Nesse sentido, está incluído, também, o direito de sugerir alterações no Código de Trânsito Brasileiro e até melhorias de infraestrutura, de sinalização e de fiscalização das rodovias.

Além disso, a manutenção inclui também a sua limpeza. Você tem o direito de transitar em uma rodovia higienizada e que não tenha objetos jogados no chão, pois estes podem causar acidentes perigosos para você e outros motoristas.

  • Atendimento eficiente e rápido em caso de acidentes

Um dos maiores medos de motoristas em estradas é sofrer algum acidente e não poder contar com atendimento rápido, mas saiba que esse é um dos seus direitos. É obrigação das concessionárias conduzir o condutor e os passageiros do carro ao hospital mais próximo, fornecendo os primeiros socorros no local do acidente.

Além disso, a instituição também deve fornecer um telefone de emergência, auxílio mecânico e remoção do veículo, caso seja necessário.

  • Comprovante de pagamento da tarifa dos pedágios

A tarifa que você paga nos pedágios deve ser utilizada para a manutenção das estradas, ou seja, deve garantir as boas condições das vias. Por isso, receber e guardar o comprovante de pagamento é um dos seus maiores direitos. Esse recibo pode ser útil quando você precisar ou desejar fazer alguma reclamação referente às estradas e serve como prova a ser apresentada à Justiça.

É importante ressaltar também que o motorista que dirige em estradas tem todos os seus direitos garantidos mesmo que esteja transitando em trecho anterior ao pagamento do pedágio.

Importante: o artigo 209 do CTB diz que “transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou sem sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar de adentrar às áreas destinadas à pesagem de veículos ou evadir-se para não efetuar o pagamento do pedágio” caracteriza uma infração de natureza grave, passível de multa.

  • Sinalização adequada

A sinalização existe para evitar acidentes, por isso é tão importante que ela seja adequada principalmente nas estradas. Você, como motorista, tem o direito de exigir indenização caso aconteça algum imprevisto durante a viagem por conta da falta de sinalização.

Todos os trechos perigosos, em obras, curvas e outros quesitos devem ser sinalizados com placas de fácil identificação e bem localizadas para os motoristas. Esta é uma obrigação das concessionárias e do governo.

E quais são os meus deveres como motorista?

O Código de Trânsito Brasileiro prevê que o dever dos condutores é transitar pelas vias de forma segura, sem oferecer riscos ao próprio veículo, aos demais condutores ou ao meio ambiente. Isso significa que você deve ter conhecimento das leis de trânsito e garantir que nenhuma infração seja cometida.

Agora que você já conhece alguns dos seus direitos ao transitar em estradas, não deixe de acessar o Doutor Multas para saber mais sobre os seus deveres como condutor. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato pelo e-mail doutormultas@doutormultas.com.br ou pelo telefone 0800 6021 543.

E não se esqueça de compartilhar o conteúdo nas redes sociais!

 

3 lesões ocultas a serem observadas após um acidente de carro

Acidentes de carro são responsáveis por uma quantidade impressionante de lesões em uma base anual. De acordo com a Association for Safe International Road Travel, há cerca de 2,35 milhões de pessoas feridas ou incapacitadas devido a acidentes automobilísticos por ano.

 

Muitas vezes, as lesões que ocorrem são diferentes do que as pessoas normalmente esperam.

 

Hérnia de disco

Todo mundo sabe que as tensões no pescoço e nas costas são comuns em acidentes de carro, geralmente referidas como “chicotadas”. Mas essas lesões podem ser muito mais sérias do que apenas uma leve tensão. A força de uma colisão faz com que o tecido entre as vértebras da coluna saia ou se rompa. Isso é chamado de “hérnia de disco”.

 

Uma hérnia de disco pode pressionar e inflamar os nervos que saem da coluna. Isso causa dor muito intensa, perda de sensibilidade e até perda de controle de seus músculos, geralmente em seus braços ou pernas.

 

Esses sintomas podem ocorrer imediatamente, mas também podem se desenvolver nas semanas e meses após um acidente de carro. Estas lesões podem causar incapacidade a longo prazo.

 

Lesões no Joelho

Muitas vezes, durante uma colisão com um veículo motorizado, um motorista ou passageiro é jogado para frente e bate o joelho no painel. Isso pode resultar em trauma direto no joelho, o que pode resultar em muitos tipos diferentes de lesões, como uma patela quebrada (joelheira).

 

A cartilagem do joelho também pode ser danificada, resultando em um menisco rasgado ou condromalácia patelar. A gravidade da lesão nem sempre é óbvia imediatamente, já que pode levar algum tempo para que lesões mais sutis desenvolvam inflamação suficiente para que se tornem óbvias.

 

Lesões Psicológicas

Quando alguém passa por um evento traumático, não são apenas nossos corpos que podem ser danificados. Nosso estado psicológico e emocional também pode ser seriamente afetado. As pessoas que sofreram acidentes automobilísticos graves podem desenvolver uma “fobia”, o que significa que a pessoa desenvolveu um medo incomum de dirigir ou mesmo estar em um carro.

 

Estes podem se tornar tão graves que uma pessoa com uma fobia de carro pode ficar completamente em casa, incapaz de usar um veículo para qualquer finalidade. Quando as fobias se desenvolvem, é muito importante que o atendimento psicológico seja fornecido imediatamente. A acupuntura, psicoterapia podem ser tratamentos interessantes para pessoas com ansiedade e pânico. As fobias que não são tratadas muitas vezes tornam-se de longa data e muito difíceis de tratar.

 

Como você pode ver, muitas dessas lesões são muito sérias, mas nem sempre são óbvias logo após um acidente de carro, por isso fique atento a elas. E a maioria deles pode piorar com o tempo se não for reconhecida ou tratada. Sempre tenha algum sintoma cuidadosamente verificado e documentado por um médico.

Uso de celular na direção é a terceira causa de mortes no trânsito do Brasil

14/06/2018 11:08

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 1,25 milhão de pessoas morrem por ano em todo o mundo em consequência de acidentes de trânsito. No Brasil, as vítimas fatais somam 3,5 mil por mês, o que nos leva a ser o quarto país americano mais violento no trânsito.

Dentre as principais causas de morte no trânsito brasileiro, o uso de celular na direção é um dos grandes motivos. Essa causa perde apenas para o excesso de velocidade e embriaguez ao volante, situações em que os acidentes costumam ser bem graves. Apesar do uso do celular parecer inofensivo, saiba que ele proporciona um grande déficit de foco e de controle da direção do veículo.

Poucos segundos de atenção durante o uso de um aparelho celular podem resultar em consequências drásticas, ainda mais se o veículo estiver em uma velocidade considerável, como superior a 50-60 km/h. Saiba que, ao atender uma chamada ou mandar uma mensagem, muitos metros de pista foram percorridos com bastante desatenção, o que pode provocar um sério acidente.

Com o intuito de alertar as pessoas em relação ao perigo de usar o telefone celular enquanto dirige, criamos um artigo com muitas informações e dicas para que os motoristas sejam mais conscientes no trânsito. Ao dirigir sem responsabilidade, você estará colocando não só a sua vida em risco, mas também a dos ocupantes do seu carro e de todos os outros presentes no trânsito.

Não use o celular enquanto dirige um veículo. Respeite a vida!

Todos sabem que utilizar o celular durante a direção de um veículo é proibido, mas parece que muitos não dão muita importância para isso. O celular entrou na vida das pessoas de um modo muito intenso, e algumas não conseguem ficar longe dele mesmo enquanto estão dirigindo. Apesar do surgimento de diversas tecnologias automotivas que visam trazer mais segurança e praticidade no trânsito, os condutores devem colaborar com atitudes responsáveis.

É mais do que sabido que utilizar o celular durante a direção de veículo é um alto risco. Especialistas chegam a comparar essa situação com casos de leve embriaguez. Basicamente, o uso desses aparelhos no trânsito gera 3 principais problemas para o condutor.

  1. Ao usar o celular, o motorista divide a concentração com o trânsito e com o aparelho móvel, diminuindo a sua atenção voltada para as ruas e estradas. Isso significa menor tempo de olho no trânsito. Ainda, a visão periférica do condutor é bastante prejudicada, o que inviabiliza que o motorista tenha total controle da situação em que se encontra.
  2. Além disso, o tempo de resposta é atenuado. Ou seja, caso haja algum imprevisto na via, o condutor estará despreparado para tomar uma atitude devido à falta de atenção e menor tempo de reação que possui.
  3. Também é bem provável que esse motorista esteja com o celular na mão, o que dificulta ainda mais as possibilidades de tentar consertar um momento de desatenção ocorrido.

Estudos mostram que usar o celular ao volante aumenta em 10 segundos o tempo para reagir a uma situação inesperada. Pode parecer pouco tempo, mas caso o veículo esteja a 80 km/h, por exemplo, o condutor terá se deslocado aproximadamente duas quadras completas. Logo, o trajeto é longo e a condição torna-se de alto risco para carros, pedestres e ciclistas.

É preciso conscientizar a população sobre os riscos do uso do celular no trânsito.

Com o objetivo de diminuir as estatísticas fatais em decorrência de acidentes de trânsito, diversos projetos e campanhas são constantemente realizados pelas cidades brasileiras. De acordo com a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, a meta é reduzir pela metade o número de casos de morte e acidentes no trânsito até 2030.

Logo, o empenho das autoridades deve ser abraçado pela população. Dar uma volta na rua e encontrar algum motorista falando ao celular é algo muito comum, e essa prática deve ser eliminada. Desta forma, espera-se que as cerca de 150 vítimas fatais diárias oriundas de acidentes causados pelo uso do celular sejam veementemente diminuídas.

Neste sentido, alguns fabricantes de carros possuem tecnologia para conectar o celular ao viva-voz do veículo, o que ajuda o motorista a manter a atenção na via. Apesar de não corrigir 100% o déficit de atenção causado pelo uso do celular, essa medida colabora para a maior segurança dos condutores e do trânsito em geral.

Além disso, alguns sistemas presentes nos veículos, bem como em aplicativos relacionados ao trânsito, como o Waze, por exemplo, possuem funções que impossibilitam o motorista de utilizar o celular enquanto está na condução de um veículo. Nestes casos, é necessário que o passageiro realize as tarefas digitais de interesse.

Portanto, evite falar ao celular enquanto dirige, pois essa ação é considerada uma infração gravíssima, prevista no Artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O infrator será penalizado com uma multa de R$293,47 e terá a adição de 7 pontos à sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH):

“Art. 252 –  Dirigir o veículo:

VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;

Infração – média;

Penalidade – multa.

Parágrafo único. A hipótese prevista no inciso V caracterizar-se-á como infração gravíssima no caso de o condutor estar segurando ou manuseando telefone celular. ”

Portanto, esteja dentro da legislação e colabore para um trânsito mais seguro e confiável. Um trânsito tranquilo depende da responsabilidade de todos. Ao dirigir um veículo, faça de modo consciente, com o máximo de atenção e respeito aos outros motoristas e pedestres.