Sacrifício

28/09/2020 16:49

O intrépido e destemido pai Atanásio estava tomando aquele café matinal, com pão “cacetinho” dormido, quando ao ler as manchetes do dia, engasgou com a baguete atravessada na garganta, ao ler que a carreata da salvação, para tentar livrar o governador Carlos Moisés (PSL) do impeachment, foi tardia.

Sério?
E, que a carreata segundo os linguarudos de plantão só tinha barnabés comissionados (num acredito!), ao perceber que Moisés ainda usa o cargo em benefício próprio e também usa do Estado e dos servidores, mesmo sendo a última cajadada para se manter, Moisés parece brincar de equilibrista no cargo.

Apoiadores
A assessoria de imprensa, coloca que eram 400 carangas de apoiadores do governador-bombeiro Carlos Moisés. Refutando o que os linguarudos caceteiam que seriam cargos comissionados nas boleias dos possantes.

Sufoco
Enquanto pedia um suco pra patroa, a irmã Jaciara, para desafogar o pão da guela, pois já estava ficando sufocado e sem ar, Atanásio lembrou que Moisés também deve estar sufocado e vai precisar como nunca dos respiradores de 33 milhões que nunca chegaram.

Pai Atanásio lembrou de que em recente declaração pública, o secretário estadual de Saúde, disse que isso eram águas passadas e que a população deveria esquecer duma vez essa história dos ventiladores pulmonares. Agora Moisés precisa dos respiradores mais do que os catarinenses, sentenciou Atanásio já desafogado, mais ainda roxo de raiva.

Placar
Quando irmã Jacira colocou suco sobre a mesa, pai Atanásio ficou paralisado no reflexo do líquido dentro do copo e quase matou a muié de susto ao gritar “7 a 1”, fazendo referência ao placar da comissão do processo de impeachment, mas acabou lembrado por Jacira que este era o placar que Alemanha ganhou do Brasil na Copa do mundo. Ainda hipnotizado no copo, Atanásio sussurrou… “vai ser uma goleada”.

Foto (Divulgação)

Autor: JC

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

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