Bagrão pendurado

06/05/2020 18:50

Nos bastidores políticos da leleia, é tida como muito delicada a situação do secretário da Casa Civil Douglas Borba, considerado braço direito do governador Carlos Moisés (PSL), depois que houve contradições entre suas afirmações de que não participou do rolo da compra dos 200 respiradores pela bagatela de R$ 33 milhões, com pagamento adiantado, diante do que afirmou também o ex- secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, em depoimento policial.

Apontado
O chefe da Casa Civil é apontado por Zeferino como autor de intervenções em processos de compras, tanto na empresa dos respiradores como na compra de EPIs, contratação de serviços hospitalares e para pagamento da empresa que administrava o Samu. Apesar das negações as referências são fortes e já houve pedidos de deputados pela acareação entre os dois na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que deve iniciar os trabalhos na semana que vem.

Inferno
O relator da CPI, deputado Ivan Naatz, líder da bancada do PL, já adiantou que pretende levar a fundo os questionamentos em torno dos envolvidos no imbróglio. “Queremos saber quem autorizou e quem apertou o botão destes gastos milionários com o dinheiro público em tempos de pandemia “, afirmou, antecipando que defende também, desde já, o afastamento do secretário Borba do cargo para melhor condução dos trabalhos investigativos, sem possíveis interferências do governo. Diante de tudo que ainda vem pela frente nesta CPI, o atual inferno astral do governador Moisés parece estar apenas começando…

Foto (Divulgação)

Autor: JC

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

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