CPI de tirar o fôlego…

29/04/2020 17:24

Depois, que o deputado e líder da bancada do PL e da oposição na Assembleia Legislativa, Ivan Naatz anunciou na terça-feira, a apresentação de requerimento para instalação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a aquisição duvidosa de 200 respiradores ao preço de R$ 33 milhões, por parte do governo do Estado de uma empresa aparentemente “fantasma”, já que os equipamentos foram pagos e ainda não entregues, a movimentação foi grande nos bastidores do governo e da leleia nesta quarta.

Pressão
A denúncia original partiu site The Intercept Brasil e os aparelhos, que deveriam ter sido entregues no início de abril, em 48 unidades de saúde do estado, não chegaram e podem nunca chegar. Pressionado, diante de grave denúncia, consta que a cúpula do governador coronel Carlos Moisés (PSL) já teria acionado uma tropa de choque nos bastidores acenando para os demais deputados de que emendas parlamentares estariam em vias de ser liberadas em breve, numa forma de barrar a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito, que já está sendo chamada de “CPI dos Respiradores “e, pelo visto, de tirar o fôlego da equipe governamental em face das graves denúncias e dos valores…

Protocolada oficialmente
Mas se, de fato, houve a pressão silenciosa, não adiantou muito, pois, o deputado bocudo Ivan Naatz conseguiu a adesão e apoio de 19 deputados, cinco a mais do que os 14 necessários para a instalação. Depois de protocolado oficialmente, cópia do documento foi entregue em mãos ao presidente da Alesc, o experiente e diplomático Julio Garcia, que fez a leitura em plenário (no caso, virtual, por enquanto,) para confirmar a abertura e, na sequência, a sua instalação e composição, se for o caso.

Rescindência e provas
“A apuração deve ser rigorosa, pois o governo tem sido reincidente neste tipo de procedimento já que houve irregularidades também na recente licitação do hospital de campanha de Itajaí, ao preço de R$ 76,5 milhões, operação está realizada em apenas 24 horas”, e que na sequência, resultou em cancelamento do contrato pelo próprio governo”, lembrou Naatz, ao defender a instalação da CPI. Disse ainda que, no caso dos respiradores, os órgãos controladores internos do governo que deveriam funcionar previamente e não funcionaram. “Há fortes indícios de fraude, um absurdo, não pode ser alegado erro técnico diante um valor de R$ 33 milhões. Há provas robustas nos documentos do governo que terá a responsabilidade de desconstituí-las. São mais grave do que parece, um absurdo”.

Foto (Raffael do Prado)

Autor: JC

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

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