Não foi

03/03/2020 08:07

A última sessão da casa do povo peixeira foi tumultuada por conta da votação do projeto de lei que a essa altura já é lei e vai elevar dos atuais 11% para 14% a contribuição previdenciária dos amados e amadas servidores públicos concursados do município, e o que mais chamou a atenção de quem estava lá, é quem não estava lá: os servidores.

Fixa ou progressiva
Toda a treta, digo, todo o debate girou em torno da alíquota fixa ou progressiva, e os cavaleiros do apocalipse, digo, as excelências excelentíssimas da oposição juraram de pés juntinhos que se fosse progressiva, como autoriza a lei maior, mais de 90% dos servidores pagariam menos do que 14% e quem pagaria acima disso seriam só uns poucos barnabés com holerite gordo.

Estudo
O vereador futebolista Níkolas Reis (Podemos) chegou a apresentar números de 2018 para dizer que parte da previdência é superavitária, ou seja, tem dinheiro sobrando, mas admitiu que a outra parte, dos barnabés que entraram na prefa antes de 2001, era deficitária. Sem o estudo atual, garantiu ele, não dava de votar, e o certo seria optar pela forma menos prejudicial.

Discurso
Toda a narrativa dos abençoados da oposição na piramidal casa do povo foi essa. De que 14% seria um chute do governo do paço da Vila Operária, e que seria injusto fazer o barnabezinho pagar igual ao barnabezão.

Espernearam
Os eloquentes opositores chegaram a lembrar que os servidores federais, na reforma da previdência, e até o INSS do povão, tiveram alíquotas progressivas e até reduzidas, e espernearam até o fim garantindo de pés juntinhos que a reforma peixeira ficou pior que qualquer outra país afora.

E aí?
Trocando em miúdos, quem se danou foi o servidor concursado, que, fora uns poucos gatos pingados ligados ao sindicato, não foram nem na sessão nem na audiência pública do dia anterior na piramidal, e vão levar no lombo sem poder reclamar, porque tiveram a chance, mas dormiram de toca.

Foto (Divulgação)

Autor: JC

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Compartilhe: