CPI dos busões

17/02/2020 13:33

Andei dando uma bisbilhotada nos depoimentos da CPI do Transporte Público de Itajaí, na piramidal casa do povo peixeira, já que tudo tá gravado e à disposição no canal do legislativo no Youtube, mas algo soa estranho e faz coçar o cocoruto.

No que vai dar…
Da maneira que a CPI tem sido conduzida pelo presidente entisicado Fernando Pegorini (PP), os depoimentos demonstram que, pelo menos até agora, está tudo dentro dos conformes e que o negócio de se fazer uma nova licitação de transporte é coisa mesmo bastante demorada.

Referência
Me chamou bastante a atenção o fato de um técnico da empresa Labtrans, que falou à CPI, ter afirmado que o estudo feito por aqui é referência nacional. A Labtrans é aquela empresa da UFSC considerada especialista na área de transporte e contratada pela prefa peixeira pra fazer os estudos da nova licitação.

Resultado
A CPI tem mostrado, na prática, que um projeto tão importante e complexo não nasce da noite pro dia. O que fico curioso pra saber é o resultado dessa comissão, que tem a obrigação moral de não politizar o tema. E se não vão politizar (o que espero), até agora não vi nada de anormal no processo.

Na frente dos bois
Tudo que foi falado até agora tem sido totalmente justificado, dentro da legalidade e pelo tamanho do projeto. É claro que o povão clama por um transporte público de melhor qualidade. Itajaí precisa disso, mas não dá pra botar a carroça na frente dos bois e nem sair apontando o dedo e condenando as pessoas.

Ano eleitoral
Espero que os vereadores membros da CPI não se empolguem com o ano eleitoral pra jogar pra torcida e depois arquivar tudo, como tem sido praxe. Além do presidente Fernando Pegorini (PP), compõem a comissão o relator Otto Quintino, o Pingo d’Ouro (R), o secretário Edson Bonzinho Lapa (PL) e os membros Marcelo Werner (PCdoB) e o meio-careca Fabricio Marinho (Cidadania).

Foto (Davi Spuldaro/CVI)

Autor: JC

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

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