Numa tarde chuvosa e demasiado nostálgica

21/12/2018 17:15
 
AO MEU PAI E MESTRE PROF. PEDRO GHISLANDI
 
Sei que desejavas, querido pai, que eu fosse grande, notável de alguma forma, culto, que tivesse lido toda a enciclopédia literária já escrita pelo gênero humano. Gostaria de tê-lo orgulhado ainda enquanto vivias, meu pai. Mas a vida do teu filho ainda é uma estrada aberta para o universo infinito do conhecimento. Busco acrescentar e multiplicar a cada dia tudo que aprendo e apreendo, produzir algo de bom para mim e aos que consigo alcançar com minhas parcas palavras.
 
E um dia, quem sabe, daí onde estás, possas abrir aquele teu reservado sorriso e dizer: – Nunca se baste meu filho, porque a vida nunca basta! A cada dia ela traz novos ensinamentos, experiências e emoções que modificam o teu olhar e as tuas atitudes diante do vasto mundo em que vives. Vá em frente sempre, não desperdices o teu exíguo tempo com fraquezas e lamentos vãos, pois a bom lugar não vão te levar.
 
– E filho, não esqueça nunca de olhar para os lados e dar as mãos àqueles que têm te acompanhado no tortuoso e extenuante caminho que vens trilhando. Àqueles que estiveram contigo nos dias bons e naqueles em que a tristeza turvou sombriamente tua alma.
 
– Demonstrarás, assim agindo, que és humano. E é de humanidade, acima de tudo, que o mundo necessita. Conhecimento é importante e necessário, mas pouco valor terá a sabedoria se ela não estiver impregnada do nobre sentimento chamado Humanidade. E tenhas a certeza, filho querido, que daqui onde estou, vou te aplaudir e me orgulhar de ti. E estarei confortado eternamente.
 
-Beijos e um abraço apertado meu filho amado! Até mais…
 
Beijos meu pai! E cuida bem da minha mãezinha, a amada dona Luiza, que aí contigo está, tua companheira de uma vida inteira. Amo vocês demais!!!
 
Saudades imensas, seu filho Émerson Ghislandi.

Quero ver Moro mandar o MPF investigar

11/12/2018 17:51

A suspeita é que Flávio Bolsonaro tenha cobrado um pedágio de seus funcionários na Assembleia Legislativa.

A explicação do presidente para vários depósitos, num total de R$ 24 mil, para a futura primeira-dama Michelle, é plausível: tratar-se-ia de pagamento de um empréstimo, que não foi declarado no Imposto de Renda. Até aí, nada grave.

É normal ajudar funcionários em dificuldade, e receber pagamentos parcelados, tudo de maneira informal. Não declarar no IR pode ser uma falha, nunca um crime. A coisa começa a pegar quando o presidente, e seu futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, consideram que, com a explicação, o caso sai de suas alçadas e vai para a do próprio Fabrício.

Nem mesmo do filho Flávio é cobrada qualquer explicação para a movimentação de dinheiro de seus funcionários na Assembleia Legislativa, onde atuava como deputado estadual.

É claro que, mesmo que tenha dado uma explicação para o caso de sua mulher, o comportamento dos filhos alcança o presidente, assim como as acusações contra Lulinha alcançam Lula, mesmo que as quantias conhecidas sejam consideravelmente menores.

À boca pequena sabe-se, sem que tenha sido investigado e comprovado ainda, que parlamentares de maneira geral, com raras exceções, e em todos os níveis de representação, costumam, e não é de hoje, cobrar um pedágio de seus funcionários.