Numa tarde chuvosa e demasiado nostálgica

06/12/2017 17:44
 
Sei que desejavas, querido pai e mestre Pedro Ghislandi, que eu fosse grande, notável de alguma forma, culto, que tivesse lido toda a enciclopédia literária já escrita pelo gênero humano.
 
Gostaria de tê-lo orgulhado ainda enquanto vivias, meu pai. Mas a vida do teu filho ainda é uma estrada aberta para o universo infinito do conhecimento. Busco acrescentar e multiplicar a cada dia tudo que aprendo e apreendo, produzir algo de bom para mim e aos que consigo alcançar com minhas parcas palavras.
 
E um dia, quem sabe, daí onde estás, possas abrir aquele teu reservado sorriso e dizer: – Nunca se baste meu filho, porque a vida nunca basta! A cada dia ela traz novos ensinamentos, experiências e emoções que modificam o teu olhar e as tuas atitudes diante do vasto mundo em que vives. Vá em frente sempre, não desperdices o teu exíguo tempo com fraquezas e lamentos vãos, pois a bom lugar não vão te levar.
 
– E filho, não esqueça nunca de olhar para os lados e dar as mãos àqueles que têm te acompanhado no tortuoso e extenuante caminho que vens trilhando. Àqueles que estiveram contigo nos dias bons e naqueles em que a tristeza turvou sombriamente tua alma.
 
– Demonstrarás, assim agindo, que és humano. E é de humanidade, acima de tudo, que o mundo necessita. Conhecimento é importante e necessário, mas pouco valor terá a sabedoria se ela não estiver impregnada do nobre sentimento chamado Humanidade. E tenhas a certeza, filho querido, que daqui onde estou, vou te aplaudir e me orgulhar de ti. E estarei confortado eternamente.
 
-Beijos e um abraço apertado meu filho amado! Até mais…
Beijos meu pai! E cuida bem da minha mãezinha, a amada dona Luiza, que aí contigo está, tua companheira de uma vida inteira. Amo vocês demais!!!
 
Saudades imensas, Émerson Ghislandi.
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