Alguma semelhança com a realidade atual?

17/08/2018 12:26

“Senti então que toda minha boa fé, acreditando nas promessas de um pleito livre, havia sido ludibriada, porque, acima mesmo dos princípios de humanidade, os meus adversários colocavam o orgulho imenso de vencer as eleições, mesmo que para tanto novas e maiores violências tivessem que ser efetivadas.

Se na campanha presidencial mantive-me forte ante uma série inominável de violências, é que ali eu defendia uma causa nacional. enquanto que nesta estava em jogo o meu nome, e minha resistência cedeu diante de uma pobre viúva, de 70 anos, alquebrada, que, abraçada comigo, chorava convulsivamente, apontando para seus dois filhos que haviam sido açoitados de modo que nem os grandes malvados fazem aos próprios cães.

Esta e outras atrocidades levei ao conhecimento do governo do Estado e as providências mais prontas tomadas foram o envio, no dia seguinte, de mais soldados para manter a violência contra meus correligionários.

Estamos possivelmente sob o jugo de um verdadeiro despotismo que não é mais que o reflexo do que ocorre por todo o Brasil. Nestes dias tristes em que as liberdades públicas e os direitos dos cidadãos são frases ocas para iludirem os incautos, ser oposicionista é faltar com o respeito às autoridades, fazer propaganda comunista, anarquizar as instituições republicanas.

Manter a ordem, fazer respeitar as autoridades, acatar os direitos políticos, é ter numa mão o açoite e na outra a carabina, para arrancar do trabalho da terra ou das funções na oficina aquele que tiver a ilusão de pensar que o voto do cidadão é livre, que a justiça não é um mito com o qual se enganam os ingênuos e se castigam os humildes.

Crer na justiça dos homens, no Brasil de hoje, é crer na carícia do felino que esconde as unhas para melhor nos inspirar confiança e para nos atraiçoar no primeiro momento. A justiça dos homens públicos do Brasil é esta. A outra, a que se faz respeitar pelo aparato da toga, é também por vezes falha; por vezes emaranhada nas tramas dos políticos profissionais.”

OBS. – Parte da Carta de Renúncia de José Eugênio Müller à candidatura a prefeito de Itajaí em 1930, diante dos ataques físicos violentos promovidos pelo candidato da situação Irineu Bornhausen aos eleitores de Müller, diuturnamente espancados pela polícia para que mudassem seus votos. Irineu era cunhado do então prefeito Marcos Konder, que por sua vez tinha no governo do Estado Adolpho Konder. Era o clã Konder/Bornhausen mandando e desmandando em Itajaí, em Santa Catarina e até no País.

A vergonha do Brasil

15/08/2018 17:48

No ano passado houve 63,880 assassinatos no Brasil, no léxico de relatórios oficiais aparecem como “mortes violentas”. Ou seja, 175 assassinatos a cada dia a partir de 2017. Mais de sete por hora.

Isso significa que houve mais assassinatos no Brasil no ano passado mortos na guerra civil na Síria.

Macabro que totalizam 4.539 eram mulheres. E 5.144 foram mortos pela polícia: 14 por dia. A média nacional indica 30,8 assassinatos por grupo de cem mil habitantes. Mas em alguns estados a taxa é extremamente impressionante: 59,1 homicídios por cem mil habitantes no nordeste do Ceará, e 63,9 no Acre amazônico, e também ultrajante 68 no nordeste do Rio Grande do Norte.

Havia pelo menos 60,018 violações oficialmente relatados, o que significa que 164 por dia, cerca de sete por hora. E 606 mil casos de violência doméstica foram registrados. É bom lembrar que esses dados referem-se apenas às reclamações emprestados às autoridades, e que o costume de vítimas que escolher para silenciar diante da perspectiva, bastante comum em todo o país, sendo humilhada por aparecer em uma delegacia persiste no Brasil polícia, especializada neste tipo de crime, inclusive. Estudiosos e pesquisadores de tal violência indicam que o número real seria pelo menos duas vezes, que é, refrigeração 120 mil estupros, 328 por dia, quatorze por hora.

Caráter

14/08/2018 15:51

A natureza de muitos assemelha-se à de camaleões, que mudam de cor quando melhor lhes aprouver! (EG)

Duvide sempre

11/08/2018 16:59

Os que se acham os donos da verdade são justamente aqueles que fazem de sua vida uma grande mentira! (Émerson Ghislandi)

Jornalismo

O Brasil é um dos países mais perigosos para jornalistas. Todo cuidado é pouco quando desenvolvemos com autonomia, destemor e competência a nobre profissão que abraçamos. Mas é justamente ao contrariarmos interesses escusos e poderosos na defesa dos excluídos e oprimidos é quando exercemos na plenitude o verdadeiro jornalismo!

Intolerância não!

27/07/2018 17:50

Historicamente o que presenciamos nas eleições no Brasil – sejam elas municipais, estaduais ou nacional – é uma verdadeira escaramuça. Só falta colocar uma arma na mão de cada um e formar trincheiras de guerra. Inclusive amigos acabam se digladiando e por posições políticas antagônicas até se afastando um do outro. A arma mais democrática é o voto. É preciso repensar estas campanhas sórdidas que só atrapalham o convívio entre aqueles que pensam diferente. Liberdade de expressão sim, intolerância não!

Abaixo o lugar-comum

Todos temos que ter algo em ebulição dentro de nós. Só assim escaparemos do lugar-comum e não seremos apenas mais um na multidão! (EG)

Estamos perdidos e mal pagos…

30/06/2018 16:24

O brasileiro não tem mesmo saída, não tem a quem recorrer quando é roubado descaradamente, sem qualquer pudor. Quando tem seus direitos usurpados em plena luz do dia.

Não bastasse os impostos exorbitantes para sustentar um governo ineficiente e corrupto, agora as próprias agências reguladoras, constituídas para defender nossos direitos, conspiram contra o exaurido povo para beneficiar certas empresas.

Vejam que loucura: a Agência Nacional de Saúde, a ANS, entrou na justiça contra a liminar que limitava em 5,72% o reajuste dos planos individuais, e conseguiu derrubar. E como se não bastasse conspirar contra aqueles a quem deveria defender, ainda autorizou um aumento de 10%, sendo que a inflação dos últimos 12 meses, segundo o IPCA, foi de 2,66%.

É o paraíso para os empresários do setor. O órgão que deveria proteger os consumidores foi contra os mesmos e favoreceu covardemente os Planos de Saúde, sanguessugas que vem ano passa ano são favorecidas com reajustes muito acima da inflação, sem nenhum controle.

E quando alguém ingressa na Justiça para limitar os lucros exorbitantes, cai a liminar por obra e graça da própria ANS, que existe justamente para regular o mercado e evitar excessos por parte das administradoras dos Planos de Saúde. SOCORRO!! Tem alguém aí?

TEMPOS INESQUECÍVEIS

Um amigo mandou-me essa foto, tirada há 35 anos. Bons e inesquecíveis tempos de juventude!! Muito bacana amigo Mauro Crica! Grato!! Em pé, da esquerda para a direita, Jerônimo Maia, Cinthya Lessa(no dia do seu casamento e festa no Célio’s), de óculos o Hélio Pereira(in memorian), de bigode o saudoso advogado Chico Lessa, o noivo (faleceu há cerca de dois anos atropelado por um ônibus, em Joinville, quando atravessava uma rua) e o último é o Beto. Agachados estou eu, o barbudo Avito, o cabeludo Décio Lima (ex-prefeito de Blumenau e hoje no terceiro mandato de deputado federal), o advogado Mauro César dos Santos (que me enviou a foto) e por último o Cesinha. Tempos de ditadura militar e essa trupe incomodava no fervoroso ativismo político, dentro da então Fepevi (hoje Univali), e no grupo de esquerda Quarta Internacional, que era proibido pela ditadura. As reuniões eram feitas às escondidas, em Itajaí, Florianópolis e outras cidades da região. Felizmente, da ditadura militar, salvaram-se todos!!!