Crochê sem discriminação

05/12/2017 22:13

A La Gitana, de Itajaí, em parceria com as linhas Círculo, promoveu uma oficina de crochê na tarde de 5 de dezembro, no interior da loja. Não bastasse o professor ser um homem, Neddy Ghusmam, três meninos crocheteiros teceram os fios tal qual a mulherada que lotou o ateliê. Dois Leonardos e Beatriz, todos de 11 anos, foram levados pela professora Fátima Demartino.

A habilidade com a agulha de crochê desenvolvida no Centro de Educação em Tempo Integral (Cedin) Dilzelena Márcia Teixeira, do bairro São Vicente, já foi motivo de várias reportagens em jornais e tevês pela curiosidade de mostrar os guris concentrados na produção de artigos em lãs e linhas, lado a lado com as meninas. Mas os 150 alunos por bimestre aprendem mais do que tecer fios. Eles têm aula de costura, fuxico, tear de prego, costura a máquina e ainda encadernação de sobras de papel, desde 2012. Todo o material vem de doação de particulares e empresas. A prefeitura eventualmente contribui com barbantes e lãs. A Círculo, de Gaspar, recentemente doou lãs, linhas e tecidos. A garotada aprende e se diverte nas aulas três vezes por semana.

O professor Neddy, um baiano residente em Recife/PE, incentiva a participação de garotos nesta atividade. Ele mesmo, que aprendeu a tecer aos sete anos, enfrenta ainda preconceito velado ou explícito, mas fez questão de provar pela atitude que fazer crochê independe de gênero. “Eu sou a prova que dá para viver do crochê, seja homem ou mulher. Quem trabalha com crochê deve valorizar seu trabalho e cobrar pelo tempo de execução e material de cada peça, que é única e especial”, ensinou o especialista da Círculo.

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