Regata histórica em Itajaí reúne 30 barcos

21/04/2019 21:07

A primeira edição da Regata VelaShow foi disputada neste sábado (20) em Itajaí (SC).  A prova fez parte do calendário de atividades da inédita feira voltada para veleiros no Brasil e teve 31 barcos de oceano na disputa.

Veleiros de 19 a 42 pés participaram da regata marcada pelo vento fraco.

A comissão esperou mais de 90 minutos para dar a largada na Praia de Cabeçudas.

O percurso teve ao todo 4.5 milhas, passando pelas praias Brava e Laranjeiras (Balneário Camboriú). Apenas no final da prova que as rajadas passaram de 10 nós.

Fotos: Marlon Delai

”O maior desafio da regata foi o vento fraco. Isso para todos, velejadores e comissão de regatas. Os barcos estavam boiando no início e a gente teve que prever quando as rajadas entrariam. Depois, com vento, tudo ficou animado e muito competitivo!”, explicou Rodrigo Kelm, gerente de regata.

O vencedor foi o Mandinga teve o melhor desempenho e conquistou o título geral da primeira edição da Regata VelaShow. A equipe de Marcos Andrade ainda foi a Fita-Azul (primeiro barco a chegar sem contar o rating) e venceu na categoria de 19 a 23 pés.

”Deu um vento fraquinho na regata, mas conseguimos regular o barco e chegar lá. Ganhamos pois treinamentos muito, Deus abençoou e estamos aí”, contou Marcos Andrade, comandante do Mandinga, um Skipper 21. ”O VelaShow é o início de uma coisa grande que está por vir e mudar o cenário nacional da vela. Foi um grande evento para a cidade”.

O Mandinga fez o percurso em 1h38. Em segundo lugar na Regata VelaShow ficou o Nest (1h53)e em terceiro o Alebrijo (1h57).

Vencedores por classe

Categoria 19 a 23 pés 
1º Mandinga – 1 ponto
2º Veneza – 20 pontos
3º Kussy -25 pontos

Categoria 24 a 30 pés 
1º Tarooa – 13 pontos
2º Spray – 14 pontos
3º Tron -15 pontos

Categoria 21 a 36 pés 
1º Alebrijo – 3 pontos
2º Blade Runner – 5 pontos
3º Batuta -6 pontos

Categoria acima de 37 pés 
1º Nest – 2 pontos
2º Beleza Pura –4 pontos
3º Habeas Corpus- 8 pontos

Geral 
1º Mandinga – 1h38min
2º Nest -1h53min
3º Alebrijo – 1h57min21

Regatas da sexta-feira 

Na sexta-feira (19), o Saco da Fazenda reuniu barcos de Optimist, Shellback e Ibis Rubra para regatas de confraternização.

Mais de 30 velejadores participaram do evento. A ANI – Associação Náutica de Itajaí organizou as regatas.

O vento demorou a entrar no início da tarde e, depois que a bandeira de recon (adiamento) baixou, as classes tiveram três regatas cada com percurso em forma de quadrado.

A intensidade dos ventos foi de 6 a 8 nós na direção nordeste. A tarde de sexta-feira foi de muito sol e termômetros perto dos 30 graus em Itajaí.

Mais de 60 barcos de Shellback e Ibis Rubra foram construídos na cidade em mais de uma década.

O VelaShow recepcionou também em Itajaí o Velejaço, flotilha de veleiros com saída de Florianópolis e São Francisco do Sul, ambas em Santa Catarina.

O VelaShow reuniu além das regatas, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços náuticos.

Mais de 40 expositores estava presentes, incluindo fabricante de velas de regata, estaleiros e empresas do segmento de turismo.

Para saber mais sobre o evento, acesse o site: www.velashow.com.

 

 

Velejador Beto Pandiani abre palestras do Velashow

19/04/2019 11:53

O velejador Beto Pandiani abriu, nesta sexta-feira (19), o ciclo de palestras do VelaShow, feira exclusiva para a modalidade.

O evento ocorre em Itajaí (SC), cidade que abrigou as últimas três edições da Volvo Ocean Race.

O navegador contou os detalhes de suas sete viagens pelo mundo, como as travessias do Pacífico e do Atlântico a bordo de catamarãs.

As outras expedições foram Rota Austral, Travessia do Drake, Entre Trópicos, Atlantic 1.000 e Rota Boreal. Saiba mais aqui https://www.robertodiaspandiani.com.br/

O paulista contou os maiores perrengues passados a bordo e histórias sobre o mar, como quebras, recepções e alimentação no barco.

O planejamento, segundo o velejador, foi sempre a principal parte das viagens, que passaram por Groenlândia, Cidade do Cabo, Ushuaia, Ilha de Páscoa e muitas outras.

”Quem abre mão do planejamento está muito afim de expor ao risco desnecessário. No caso da nossa viagem tem o risco de não voltar pra casa”, disse Beto Pandiani. ”O planejamento otimiza sua vida!”.

Sobre o VelaShow, Beto Pandiani acredita que o evento exclusivo para veleiros veio para ficar.

”É aquela máxima do biscoito tostines…se você não der o primeiro passo, não vai. O Edilberto percebeu que tem um mercado para a vida no mar”, explicou Beto Pandiani.

Beto Pandiani já projeta a próxima travessia.

Em 2021, o navegador fará a Passagem Noroeste, entre o Norte do Canadá e o Alasca.

A equipe vai fazer a regata no sentido Pacífico para Atlântico, saindo do Alasca e indo para Groenlândia.

Entre as atrações estão 40 expositores, além de três regatas, workshops, exposição de barcos, produtos, serviços e palestras. Entre as palestras, no primeiro dia, Beto Pandiani

Mais palestras do VelaShow

19/04 – Adriano Plotzki e Aline Sena #SAL – ”O que descobrimos com a simplicidade e o mar”
20/04 – Vilfredo Schurmann –  ”Construção do Veleiro Kat”
21/04 – Adriano Plotzki e Aline Sena #SAL – ”O que descobrimos com a simplicidade e o mar”
21/04 – Beto Toledo e Thais Cañadó – Sailing Around the World – ”Há mares que vem para o bem”

O VelaShow

A feira traz em sua programação regatas, palestras, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços, a possibilidade de se hospedar em um veleiro e muito mais.

Na programação estão três regatas: a Optimist, Ibis Rubra (ambas no dia 19 de abril) e a VelaShow (20 de abril).

A exposição ocorre das 12h às 21h, nos três dias de evento.

Mais informações em http://www.velashow.com”>www.velashow.com</a>

Abertas inscrições para principal regata da América do Sul

15/04/2019 11:31

Estão abertas as inscrições para a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

A partir desta segunda-feira (15), o sistema estará disponível por meio do site oficial do evento, o www.svilhabela.com.br.

Nos últimos três anos, o time Itajaí Sailing Team foi o primeiro a fazer o processo.

Os valores para as regatas de 2019 são os mesmos do ano passado e podem ser pagos em duas vezes, uma novidade nesta temporada.

As equipes que correm nas classes RGS, Bico de Proa e Clássicos terão desconto especial de 30% nesta edição.

Os velejadores integrantes dos barcos das categorias ORC, IRC, HPE 30, HPE 30 e HPE 25, que não necessitam usar poitas ou a marina do Yacht Club de Ilhabela pagam R$ 100.

O valor por integrante com uso de poitas fica em R$ 200 e para os veleiros nas vagas do YCI será de R$ 320.

As equipes da RGS, Bico de Proa e Clássicos pagam por tripulantes os valores de R$ 70 (sem vagas em poitas e marina), R$ 140 (baga em poitas) e R$ 230 (vaga na marina).

As provas serão disputadas de 13 a 20 de julho de 2019.

”Os velejadores participantes devem primeiro fazer um cadastro no site oficial no site, indicando, por exemplo, nome da equipe, classe do barco e opção de pagamento”, explicou Cuca Sodré, presidente da comissão de regatas.

O primeiro lote de inscrição vai de 15/04 a 10/06.

Atleta olímpico brasileiro conta os detalhes da fratura exposta em regata na Espanha

13/04/2019 12:12

O atleta olímpico Samuel Albrecht contou os detalhes do acidente durante o Trofeo S.A.R Princesa Sofia

O velejador, que faz dupla com Gabriela Nicolino na classe Nacra 17, teve uma fratura exposta no indicador da mão direita na regata final de Palma de Maiorca, na Espanha.

O acidente fez com que o atleta gaúcho passasse por uma cirugia de emergência ainda nas ilhas baleares. Samuel Albrecht já está no Brasil e segundo os médicos, os movimentos estão preservados.

”Quando peguei na ferragem para subir no barco, meu dedo prendeu, porque o leme girou e guilhotinou meu dedo. Assim que subi no barco, meu dedo tava pendurado e com o osso para fora. Foi uma fratura exposta”, disse Samuel Albrecht.

A dupla não vai disputar a Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela) de Gênova, na Itália.

O evento começa na segunda-feira (15).

Na etapa anterior, em Miami, nos Estados Unidos, Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino ficaram em segundo lugar na Nacra 17.

Os dois garantiram vaga do Brasil em Tóquio-2020 na classe.

Samuel Albrecht, além das classes olímpicas, corre de oceano.

Em 2018, o atleta foi o tático do Crioula, campeão e recordista da Semana de Vela de Ilhabela

Leia a entrevista na íntegra

A bordo: Como está a sua recuperação após o acidente?
Samuel Albrecht: “A recuperação vai bem. Já estou no Brasil, em Porto Alegre. Ainda estou tomando medicação: alguns antibióticos e analgésicos. Mas o trabalho no Espanha foi bem feito. Aqui nós fizemos uma revisão apenas com o médico. Ele constatou que está tudo bem e agora é esperar cicatrizar a ferida e a fratura. E esperar duas ou três semanas para voltar a tentar entrar na ativa”.

A bordo: Como ocorreu o acidente?
Samuel Albrecht: “Nós fomos para o último dia de regata do Troféu Princesa Sofia. Eram condições tranquilas de velejar. No máximo 12 nós e um pouco de onda. Condição tranquila e vínhamos fazendo uma grande regata. Estávamos em segundo lugar e com larga vantagem. Momentos antes do jibe, alguma coisa bateu no leme do barco e fez com que eu perdesse o controle do barco. Rapidamente nós giramos e fomos arrastados para fora do barco. Tentamos nos aproximar perto do barco para desvirar. Nessa aproximação, eu fiquei perto da popa e me agarrei ao leme. Quando cheguei com as mãos ali estava muito frio. Quando peguei na ferragem para subir no barco, meu dedo prendeu, porque o leme girou e guilhotinou meu dedo. Assim que subi no barco, meu dedo tava pendurado e com o osso para fora. Foi uma fratura exposta. Imediatamente pedimos socorro. Um barco do campeonato nos ajudou. Eu me atirei na água com o dedo para cima. Me colocaram no bote começaram a tirar todas as minhas roupas. Estancaram o sangue e imobilizaram minha mão. Ali me aplicaram uma injeção de anti-inflamatório e calmante. Dali eu fui para ambulância e depois hospital. Lá fiz uma cirurgia corretora, que foi um sucesso. Por lá alinhamos o osso e costurar o corte. Foram três dias de hospital sob supervisão, porque o medo era uma possível infecção, mas deu tudo certo”.

A bordo: Você chegou a temer pela Olimpíada?
Samuel Albrecht: “Não temi pela Olimpíada. Na hora minha preocupação não era com a ferida. Era sim com a regata perdida e o resultado do campeonato. Era um dia que estávamos convencidos a arriscar mais e puxar mais o ritmo, para ajustar os problemas da semana. Estava um ótimo resultado. Não cumprir aquela tarefa foi o mais desanimador. Depois outro sentimento que fica é de se dedicar tanto, com a família toda vendo, e com uma programação completa, de ficar um tempo na Europa. Acaba que tudo vai por água abaixo”.

A bordo: Como está a sua recuperação após o acidente
Samuel Albrecht: “O campeonato foi de enorme aprendizado, apesar do resultado não ter sido bom. Recebemos muito material lá, como velas, na qual experimentamos as coisas e testamos nos treinamentos. Nós estamos definindo o material que vamos levar para o Japão, onde terá o evento-teste. Procuramos experimentar o mastro, porque antes estava bastante torto. Tínhamos dúvida da qualidade. Montamos um novo eu e a Gabi. Ficou reto e bem alinhado. Acreditávamos que o mastro era igual ao dos outros e decidirmos correr o campeonato com esse novo mastro. Ele pareceu um pouco mais mole e isso prejudicou nossa evolução. Foi uma competição de aprendizado. Experimentamos novas velas e mastros, isso foi muito válido”

A bordo: E como vocês estavam no Princesa Sofia
Samuel Albrecht: “Tecnicamente evoluímos nas regatas de vento forte, apesar dos resultados não terem sido bons. Tivemos alguns azares. Duas viradas e uma que perdemos o controle do barco. Na regata seguinte deu um jibe na nossa frente e pra não bater nele fizemos uma manobra de segurança e batemos nele. Terceira regata do dia ficamos em 11º. E estavam condições duras de vento. Serviu para criar parâmetros para regatas de vento forte. Antecipar ações foi o principal. Para termos tempo de reação e velejarmos de forma segura. Se ficar muito tempo sem competir nesse estilo, perde o ritmo. Os barcos exigem respostas mais rápidas”.

A bordo: E quais são os próximos passos?
Samuel Albrecht: “Esses testes dos mastros, dos cenários foram pontos importantes. Acredito que nós teríamos um último bom dia. Estávamos bem. Acho que encontramos nossa melhor performance e agora é trabalhar para se recuperar para etapa de Marselha, que será a final da Copa do Mundo na França. Será daqui a sete semanas”.

Boris Hermann quer correr os principais eventos de IMOCA 60

09/04/2019 18:59

O alemão Boris Hermann tem planos audaciosos para as próximas temporadas da vela oceânica a bordo de um veleiro da categoria IMOCA 60.

O velejador confirmou presença na Trasnat Jacques Vabre 2019 ao lado do príncipe monegasco Pierre Casiraghi. a dupla fará o percurso de Le Havre, na França, até Salvador, na Bahia, no barco Malizia 2 – Yacht Club de Monaco. A largada será em 27 de outubro. 

O evento será um teste para sua aventura de volta ao mundo em solitário de 2020, que será a Vendée Globe.

E por falar em volta ao mundo, Boris Hermann deu entrevista à organização da The Ocean Race praticamente confirmando sua intenção de fazer uma inédita campanha.

As regatas Transat Jacques Vabre, Ocean Race e Vendée Globe terão os IMOCAs 60 em seus starts lists.

“É uma grande oportunidade para nós da classe IMOCA competir na Ocean Race. É muito inspirador e estou ansioso para desenvolver esse projeto”, declarou o velejador.

“Isso demanda dois anos de muita preparação para o Vendée Globe. Agora com a The Ocean Race isso vai contribuir”, completou.

Boris Hermann também atua no campo da vela com um projeto social e educacional, chamado ‘My Ocean Challenge’. O programa é para crianças entre oito e dezoito anos e busca conscientizar sobre a importância do oceano no nosso cotidiano.

O alemão correrá a Bermuda 1000 Race, que será em 8 de maio. o velejador também vai disputar a Rolex Fastnet Race.

 

Navegador Beto Pandiani no VelaShow de Itajaí

06/04/2019 15:06

O velejador Beto Pandiani, com sete expedições pelos mares do mundo no currículo, já planeja os próximos desafios.

Em 2021, o navegador fará a Passagem Noroeste, entre o Norte do Canadá e o Alasca. A equipe vai fazer a regata no sentido Pacífico para Atlântico, saindo do Alasca e indo para Groenlândia.

Beto Pandiani falará dessa aventura e de outras no VelaShow,  evento exclusivo para veleiros, terá sua primeira edição entre os dias 19 e 21 de abril na cidade de Itajaí (SC), a mesma que recebeu as últimas edições da The Ocean Race e Transat Jacques Vabre (2013 e 2015).

A palestra está marcada para a sexta-feira (19).

O navegador lançará também o livro da Travessia do Atlântico, uma viagem de 2013 entre Cape Town e Ilhabela e ainda no primeiro semestre lançará um livro infanto-juvenil de um velejador mirim e seu cachorro.

”Essa oitava viagem será diferente das outras, porque a ideia é fazer um filme sobre mudanças climáticas. Teremos dois cientistas brasileiros que vão dar o tom do conteúdo. Será um biólogo e um climatologista, que vão trazer informações sobre essa polêmica de aquecimento da Terra”.

O velejador acumula 19 anos de aventuras em alto mar. A experiência adquirida por Beto ao longo de todas as expedições realizadas transformou-o em um palestrante diferenciado.

Nas suas palestras, ele comenta sobre logística, tomada de decisão, administração de riscos, preparo emocional e físico, superação de limites e trabalho em equipe.

“Me sinto muito gratificado em poder compartilhar minha apresentação no primeiro dia de evento”.

”Na palestra eu vou fazer um apanhado rápido das sete viagens e vou dar bastante ênfase na captação, de como realizar um projeto e como vencer a barreira de tomar tantos “nãos” no caminho. Vou dar um pouco mais de ênfase na Travessia do Drake que foi realizada entre o Ushuaia e Antártica,  em 2003, eu e o Duncan Ross”, disse.

Beto é filho do também velejador italiano Corrado Pandiani, que velejou e competiu nos anos 20 e 30.

Sobre o evento, Pandiani comenta: “O Edilberto é um visionário. Ele está investindo no mercado de vela de Cruzeiro, em que tem muitas pessoas querendo buscar viagens e um novo modo de viver, dentro de um barco no meio do mar. Me parece estar em alta. Eu acho oportuno um evento desses para essas pessoas. Vai ser um grande serviço”, falou.

”Itajaí já tem um DNA Náutico desde a chegada da The Ocean Race. Tem uma conjunção de fatores que ajuda a cidade ser o que é e o que ela pode chegar a ser. Localização, um lugar maravilhoso. Segundo: a mentalidade da política local, que enxerga os eventos náuticos como uma oportunidade de empregos e serviços. A Vela no Sul tem uma tradição de bons velejadores, por ser uma região de muitos ventos. Agora que moro por aqui estou muito feliz com isso, porque o eixo está passando de Rio de Janeiro e Ilhabela, e Itajaí está um passo à frente. Nos vemos em Itajaí”, comentou o velejador que é de Santos (SP).

Entre as atrações estão 40 expositores, além de três regatas, workshops, exposição de barcos, produtos, serviços e palestras. Entre as palestras, no primeiro dia, Beto Pandiani apresenta: “Os naufrágios normalmente acontecem quando subestimamos os sinais e quando superestimamos nossas crenças”.

 

Semana Internacional de Vela de Ilhabela: Alcatrazes volta a ter percurso original

05/04/2019 12:21

Uma das novidades da 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela é a volta do percurso original da regata de abertura do evento, a tradicional Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil.

A prova está marcada para o domingo (14) e terá 65 milhas náuticas, 10 a mais do que a versão de 2018.

A regata é a mais longa da competição e os barcos vão contornar o arquipélago do litoral norte de São Paulo, um dos mais preservados do País.

No mesmo dia, só que para os barcos menores, saem no mesmo horário a Ilha de Toque-Toque por Boreste e a Renato Frankenthal. As largadas e chegadas são em frente ao píer da Vila.

O percurso original da Alcatrazes tem o recorde do veleiro ESPN Brasil batido em 1998. O tempo foi de 9h34min53s.

”Voltando ao formato original, a regata ficará ainda mais difícil, pois novamente com o percurso completo, navegando mais horas à noite, e dentro do canal, onde o vento costuma rondar bastante e até mesmo parar em alguns locais, e, a correnteza, que, de aliada, pode se tornar adversária dos velejadores, são fatores que tornarão a prova deste ano um verdadeiro jogo de xadrez”, disse Marcos Ferrari, que comandou o ESPN Brasil, um um Farr 42.

Em 2018, a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil foi histórica com a marca do Crioula.

A equipe, a bordo de um Soto 40, fez o percurso em 6 horas, 1 minuto e 42 segundos e bateu o recorde no percurso não chegando na vila com 55 milhas.

”Acho muito difícil [quebrar esse recorde] e pra falar a verdade nem me passa pela cabeça fazer isso novamente com o Crioula”.

”Precisaríamos de uma condição perfeita”, disse o velejador olímpico Samuel Albrecht, que foi o tático do Crioula na quebra do recorde anterior.

Além dos títulos Sul-Americano, Ilhabela Cup e da própria competição (classes IRC e ORC), os gaúchos bateram a marca histórica da regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil.

”A largada e a chegada no canal vão exigir mais das tripulações. O show está garantido com tudo acontecendo na frente da vila”, disse CucaSodré, presidente da comissão de regatas.

A edição passada da Semana Internacional de Vela de Ilhabela reuniu 120 barcos de oito categorias diferentes.

As inscrições para o evento serão abertas em 15 de abril por meio do site oficial

VelaShow 2019 tem 40 expositores confirmados

04/04/2019 16:08

A cidade de Itajaí (SC), que sediou regatas importantes como a Volvo Ocean Race e a Transat Jacques Vabre, recebe entre os dias 19 e 21 de abril, o VelaShow. O evento exclusivo para veleiros é inédito no Brasil e terá provas no calendário.

Ao todo, 40 expositores confirmaram presença no VelaShow, incluindo fabricante de velas de regata, estaleiros e empresas do segmento de turismo.

A feira traz em sua programação regatas, palestras, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços, a possibilidade de se hospedar em um veleiro e muito mais.

Na programação estão três regatas: a Optimist, Ibis Rubra (ambas no dia 19 de abril) e a VelaShow (20 de abril).

A exposição acontece das 12h às 21h, nos três dias de evento. Confira aqui, alguns deles:

 

 

 

 

Boat’n Box

A missão da Boat’n Box é desmistificar e popularizar a construção naval amadora com compósitos de madeira. Com esse objetivo, a empresa desenvolve kits para construção de pequenas embarcações e pranchas SUP, possibilitando ao cliente o prazer de construí-las com facilidade e economia. Com os kits Boat’n Box, você constrói pranchas e pequenas embarcações, com a vantagem de personalizar ao seu gosto ou estilo e com custo mais acessível.

A Equinautic oferece toda linha de peças e produtos para equipar veleiros e lanchas de lazer, assim como equipamento pesado para embarcações de trabalho, diferenciando-se pela variedade de opções e pela qualidade das marcas que representa. Em 2018, em comemoração aos 30 anos de história, a Equinautic se expandiu e hoje possui uma loja com 420m² – um local com bastante espaço para expor todos os produtos, mostrar as aplicações e funcionalidades. Mais do que se sedimentar como referência em náutica no Sul, a empresa deseja continuar sendo o “ponto de encontro” dos muitos amigos que conquistou durante este tempo.

JettDeck

Pioneirismo é a palavra que melhor descreve os mais de 15 anos de trabalho da Jett Deck na produção de pisos náuticos em EVA. Localizada em Santa Catarina, a Jett Deck foi a primeira empresa do Brasil e a segunda do mundo a produzir pisos náuticos em EVA para jet skis sob a marca Jett Traction. Com a experiência adquirida ao passar dos anos, a empresa evoluiu e criou mais um produto inédito no país: os pisos náuticos para embarcações Jett Deck. A empresa conta com representantes oficiais em vários estados do Brasil, todos com treinamento realizado na fábrica para atender qualquer cliente no padrão da marca: seja ele estaleiro, loja ou cliente final.

Usekontiki

A Kontiki é uma marca de roupas desenvolvida para pessoas que são apaixonadas pelo mar e por tudo o que ele pode oferecer. Para o seu fundador, a paixão pelo mar veio desde pequeno, incentivado pela sua família, que frequentava todos os finais de semana a praia de Piçarras, em Santa Catarina. Foi lá, que motivado pelos pais e irmãos mais velhos, passava horas em contato com o mar, praticando diversas atividades utilizando a energia das ondas e dos ventos. Assim, formou uma forte ligação com o mar e um estilo de vida que busca inspirar as pessoas através das coleções de roupas da Kontiki.

Blackcat Sailboat – Veleiros

Os veleiros Blackcat são desenvolvidos para quem deseja iniciar no mundo náutico e também para quem já tem experiência, mas busca uma solução para os problemas de transporte, armazenamento e falta de tempo. Os modelos Blackcat são uma excelente alternativa para quem gosta ou gostaria de velejar com preços e custos de manutenção bem menores do que você imagina.

Rkr Seguros

A RKR conta com corretores com mais de 30 anos de serviços em corretagem de seguros, com registro SUSEP. A empresa oferece o que há de melhor em produtos de seguro, sempre com o melhor custo benefício, auxiliando os clientes do início ao fim da vigência do seguro. Ataulmente, a empresa possui mais de 6 mil clientes ativos.

TOM & CAT

Desde 1998, a TOM & CAT está presente no mercado náutico, atendendo diversos tipos de velejadores, de lazer e competição. A empresa conta com toda a estrutura para atender as classes de veleiros monotipos. A TOM & CAT é a fabricante do veleiro Day Sailer no Brasil, além de ser especializada em veleiros catamarans. A empresa dispõe de mais de 2 mil itens destinados à reposição de peças de veleiros, bem como equipamentos e acessórios.

Nautos Indústria Metalúrgica

A Nautos é uma empresa brasileira que há mais de 40 anos produz ferragens de excelente qualidade para veleiros. O que move a empresa todos esses anos é o espírito de velejador: espírito aventureiro, todavia, cauteloso, com muita atenção nos detalhes, além da cordialidade e honestidade, aproveitando sempre da melhor forma a direção dos ventos com muita paixão. É dessa forma que a Nautos desenvolve e produz seus produtos.

BeBlue Sailing Brasil

A BeBlue é uma operadora de turismo internacional especializada no mercado náutico de vela. A empresa organiza tours e flotilhas para os mais variados destinos da Europa, Ásia, Caribe e África. A BeBlue também providencia experiências totalmente personalizadas, incluindo equipe de bordo própria e a escolha do barco e roteiro ideal.

Yanmar Brasil

Presente em cinco continentes e em mais de 20 países, a YANMAR oferece soluções para os mercados de construção, agricultura, indústria, marítimo e energia. A empresa investe cada vez mais em tecnologia, melhoria contínua e em pessoas, pois seus princípios se baseiam no espírito de seus fundadores, que ao longo destas décadas foram passados para toda a companhia. Com isso, a YANMAR South America vem contribuindo para o desenvolvimento e viabilizando o avanço tecnológico do segmento no país sem deixar de lado a preocupação ambiental e seguir rígidos padrões de qualidade.

Quantum Sails Brasil

Uma coisa é fabricar velas excepcionais, outra é fazer dos desafios do cliente seus próprios desafios. Esta é a meta da Quantum. Com atendimento diferenciado e personalizado, a Quantum acompanha o cliente em cada etapa, como leal consultor, amigo e velejador. Localizada em Porto Alegre, a empresa vende, projeta e produz toda a linha de velas da Quantum®, incluindo velas para regata, cruzeiro e One Design.

Coppercoat Brasil

A Coppercoat é possivelmente o anti-incrustante mais poderoso e de longa duração disponível hoje no mercado. Desenvolvido nos anos 80 e disponível ao público desde 1991, o produto protege dezenas de milhares de embarcações ao redor do mundo, poupando seus proprietários de tempo e despesas com anual re-anti-incrustamento. Entre os diferenciais da Coppercoat estão sua duração imbatível, custo x benefício e a responsabilidade ambiental.

CS Yacht

A CS Yacht é herdeira da mais tradicional fabricação de embarcações em fibra de vidro para trabalho e pesca profissional. A partir de conceitos modernos aliado ao tradicional, a empresa oferece ao profissional do mar um equilíbrio entre beleza, robustez e funcionalidade. Com uma longa experiência em barcos de trabalho, a CS Yacht proporciona ao cliente maior segurança e melhor custo-benefício.

Para ser um expositor entre em contato com o setor comercial: (22) 2648-9751 | 📩 info@velashow.com, ou acesse o site: www.velashow.com, para mais informações.

Jogos Sul-Americanos de Praia

25/03/2019 14:13

A vela foi uma das modalidades presentes nos Jogos Sul-Americanos de Praia, disputados em Rosário, na Argentina.

As regatas forma na lagoa El Saco.

O Brasil conquistou quatro medalhas na modalidade

O país subiu no pódio com duas pratas na classe RS:X, com Larissa Schenker (feminino) e Brenno Francioli (masculino).

Os outros dois pódios foram de bronze na classe Laser, com Ricardo Luz (Standard) e Gabriella Kidd (Radial).

Completando a participação brasileira em Rosario 2019, Martin Lowy e Amanda Sento-Sé ficaram em quinto lugar na classe Snipe.

Confira os resultados completos no link abaixo:

https://juegosdeplaya2019.holistor.com.ar/public/resultados-deportes

Os Jogos Sul-Americanos de Praia reuniram 13 modalidades, entre esportes olímpicos e outros disputados na praia, como surfe e handebol de praia.

A paranaense Gabrielle Lemes, da Escolinha de Triathlon Formando Campeões, foi a quarta colocada geral na disputa do Sprint Triathlon.

Com apenas 16 anos, ela enfrentou atletas de elite e sub-23, fez a melhor corrida da prova e foi a primeira da categoria Júnior a cruzar a linha de chegada.

“Foi uma prova de recuperação. Saí da água entre a oitava e a décima colocação e fiquei no segundo pelotão da bike. Fui retomando algumas posições e saí da transição para a corrida já em sexto. Fiz uma corrida muito forte e consegui terminar em quarto lugar”, conta Gabrielle.

O quarteto brasileiro com Pedro Boff, também da Escolinha, Giovanna Lacerda e Luiz Shianti, e Gabrielle também competiu em Rosário, ficando em quarto.

 

Troféu Princesa Sofía terá mais de 1.200 atletas em Palma de Maiorca

24/03/2019 21:29

Princesa Sofía Iberostar vai à 50ª edição e será disputada de 29 de março a 6 de abril com mais de 1.200 atletas inscritos nas classes olímpicas. São 65 países com representantes.

As regatas em Palma de Maiorca, na Espanha, devem contar com 20 brasileiros divididos nas classes RS:X (prancha á vela), Laser, Finn, 470, 49er e Nacra17.

Nove dos dez atuais campeões olímpicos competirão em Maiorca, inclusive a dupla brasileira de 49erFx formada por Martine Grael e Kahena Kunze.

Como de costume, as classes Laser Standard e Radial registraram o maior número de inscrições.

De fato, as inscrições foram encerradas há algumas semanas, mas o Comitê Organizador está considerando a possibilidade de estender a cota de entrada para que todos os velejadores possam participar do Trofeo Princesa Sofía Iberostar.

São quatro brasileiros na categoria, liderada pelo bicampeão olímpico Robert Scheidt, que voltou à vela olímpica em 2019 depois de aposentadoria. Bruno Fontes e João Pedro de Oliveira estarão em Maiorca. No Radial, a única representante é Gabriella Kidd.

Estreia da Giovanna Prada

Estreante do Troféu Princesa Sofía, a atleta Giovanna Prada, que corre na RS:X, espera ganhar ainda mais experiência internacional e seguir a tradição olímpica do pai Bruno Prada. 

”Estou em Porto Alegre (RS) em treinamento. O importante no Princesa Sofía é melhorar minha largada e alguns ajustes de popa (vento). Meu objetivo principal deste ano é o Youth World Championship, em julho, em Gdynia na Polônia”, disse Giovanna Prada, que tem uma série de eventos internacionais de RS:X .

”Ter meu pai como conselheiro é muito bom…ele já viveu tudo que eu estou vivendo e ajuda na minha preparação em todos os sentidos”.

O velejador Bruno Prada, atualmente um dos melhores proeiros do mundo na classe Star, tem duas medalhas olímpicas: prata em Pequim 2008 e bronze em Londres 2012.

Bruno também está no comitê organizador da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, que será de 13 a 20 de julho, em Ilhabela (SP).

Lista de brasileiros no Troféu SAR Princesa Sofía Iberostar

Bruna Martinelli (RS:X)
Giovanna Prada (RS:X)
Gabriella Kidd (Laser)
Bruno Fontes (Laser)
João Pedro Souto de Oliveira (Laser)
Robert Scheidt (Laser)
Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan (470)
Geison Mendes e Gustavo Thiesen (470)
João Bulhões e Isabel Swam (Nacra 17)
Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino (Nacra 17)
Jorge Zarif (Finn)
Pedro Lodovici (Finn)
Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX)
Marco Grael e Gabriel Borges (49er)

O evento Troféu SAR Princesa Sofía Iberostar é organizado pelo Clube Náutico S’Arenal, o Clube Marítimo San Antonio de la Playa, o Real Club Náutico de Palma e as federações de vela Baleares e Espanhola.

É o primeiro evento principal da temporada olímpica europeia.

A expectativa é que mais de 850 barcos estejam nas raias de Palma de Maiorca.