Recorde de inscritos na Transat Jacques Vabre 2019

11/04/2019 11:11

A largada da edição 2019 da Transat Jacques Vabre será só em 27 de outubro e a organização confirmou a parcial de 46 barcos inscritos até o momento.

A regata parte de Le Havre, na França, com destino a Salvador, na Bahia, e é disputada em duplas.

Faltando ainda sete meses para o início da 14ª edição do evento, o número recorde deve ser ainda maior com 55 duplas!

As inscrições terminam em 12 de julho de 2019.

A prova tem um percurso de 4.350 milhas náuticas ou mais de 8 mil quilômetros pelo Oceano Atlântico.

Para chegar à Baía de Todos os Santos, os barcos enfrentam dificuldades, como fortes ventos e mudanças de temperaturas significativas.

Quando parou em Itajaí nos anos de 2013 e 2015, os veleiros andaram bem mais, é claro.

Os barcos serão divididos em três classes – Class40, Multi50 e IMOCA.

“A Transat Jacques Vabre é uma regata especial para mim. Foi a minha primeira vitória em uma prova transatlântica (2011 com Jean-Pierre Dick). Também tive a oportunidade de navegar com velejadores excepcionais (Vincent Riou, Michel Desjoyeaux, Jean-Pierre Dick, Phil Legros e Christopher Pratt). Também estou feliz em retornar a Salvador da Bahia como em 2003. Este percurso é um clássico”, disse o velejador francês Jérémie Beyou, do IMOCA Charal. Ele fará dupla com o compatriota Christopher Pratt.

Representantes de 10 países estão confirmados incluindo Alemanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália, Japão, Mônaco e Suíça.

O Brasil será destino final da regata pela quarta vez consecutiva. Os barcos pararam em Itajaí (SC), nos anos de 2013 e 2015, e em Salvador na edição passada, em 2017.

A capital baiana é a cidade que mais recebeu os barcos vindos da França por quatro vezes. A prova é considerada uma das principais regatas do mundo.

As classes

As classes confirmadas para a Transat Jacques Vabre são bastante prestigiadas na vela oceânica internacional.

A IMOCA 60, por exemplo, está inserida nas principais competições da modalidade do mundo, incluindo a Vendée Globe, regata de volta ao mundo em solitário – e sem escalas – marcada para 2020.

A Transat Jacques Vabre deverá contar com mais de 30 IMOCAs em 27 de outubro, seis deles novos em folha.

Veleiros como o Hugo Boss, do britânico Alex Thomson, e o citado acima Charal, estarão na linha de largada.

A categoria tem os principais nomes da vela oceânica como Vicent Riou, Nicolas Troussel, Jean Le Cam, Samantha Davies, Paul Meilhat, Clarisse Crémer, Armel Le Cléac’h, Alexia Barrier, Joan Mulloy, Yannick Bestaven e Roland Jourdain.

“É um ano importante para a classe IMOCA, pois veremos seis novos barcos em Le Havre e um start list com 30 IMOCAs, o que é excepcional. A Transat Jacques Vabre é uma regata emocionante, pois oferece condições climáticas diferentes. O formato em duplas permite que os velejadores possam trocar experiência e se complementar. E saudamos o compromisso ambiental da organização com os oceanos, um bem comum da humanidade, que também apoiamos”, contou Antoine Mermod, presidente da classe IMOCA.

A categoria dos Class40 terá mais de 20 barcos na linha de largada na bacia Paul Vatine.

Em 2017, os competidores tiveram uma ótima regata, cheia de suspense, espírito de luta e reviravoltas. O francês Aymeric Chappellier, segundo colocado em 2017, está de volta este ano com o desejo de subir no degrau mais alto do pódio.

Em 2019, a categoria terá novos capitães na Transat Jacques Vabre, como o norte-americano Sam Fitzgerald e o franco-inglês Luke Berry. Alguns são já tradicionais correndo de Class40, como a francesa Catherine Pourre, que vai sua quarta participação, e o francês Louis Duc, para a quinta. 

Já Kito de Pavant, também francês, vai para sua décima regata. “Nós nos acostumamos com a Transat Jacques Vabre. Há uma boa atmosfera e o evento é menos desproporcional do que a Vendée Globe ou a Route du Rhum, muito mais amigável, o que eu realmente aprecio. É mais aberto na Class40, a competição é sempre formidável”, disse.

Para Halvard Mabire, presidente da Class40, a Transat Jacques Vabre é o destaque do calendário de 2019 da categoria. ”Na verdade, o programa da Class40 é muito denso e esportivamente excitante, mas a Transat Jacques Vabre tornou-se “um grande clássico” que atraiu o interesse da mídia e um público amplo”.

Regata sustentável

Desde 2007, a Transat Jacques Vabre tem sido um evento pioneiro em desenvolvimento sustentável a ponto de se tornar em 2009 o modelo de referência da ADEME (Agência Francesa de Meio Ambiente e Gestão de Energia) para eventos ecologicamente responsáveis.

Desde então, a organização sempre trabalhou nessa direção e colocou em prática ações sócio-ambientais em cada edição da Transat Jacques Vabre.

Em 2019, a organização quer continuar a desenvolver seus compromissos com o setor.

“Poucos eventos são tão legítimos quanto a Transat Jacques Vabre para promover eventos sustentáveis. Desejamos que esta edição acentue nossos compromissos globais de preservação dos oceanos’, disse Gildas Gautier, organizador da Transat Jacques Vabre.

Paralelamente, um ambicioso programa sócio-ambiental será montado em Le Havre e durante a regata para reforçar os valores do evento ecologicamente responsável que a Transat Jacques Vabre realiza há 10 anos.

IMOCAs confirmados na Transat Jacques Vabre

15/03/2019 20:21

A edição 2019 da Transat Jacques Vabre deverá ser uma das mais acirradas na classe IMOCA 60.

A categoria, uma das mais prestigiadas da vela oceânica mundial, deverá ter até 30 barcos para a largada.

A maioria das tripulações também está de olho na Vendee Globe 2020, regata em solitário de volta ao mundo sem escalas.

A Transat Jacques Vabre sai dia 27 de outubro deste ano da cidade francesa de Le Havre.

O destino direto será Salvador, na Bahia, que recebe os barcos mais uma vez!

Itajaí foi destino final da Transat Jacques Vabre duas vezes: 2013 e 2015.

Nesta sexta-feira (15), o britânico Alex Thomson confirmou sua participação a bordo do Hugo Boss.

O velejador está no Rio de Janeiro participando de ações de relacionamento com os clientes da marca.

Outro nome de peso já confirmado na categoria será o multicampeão Vicent Riou.

O francês fará dupla com o compatriota Sebastien Simon no Arkea Paprec.

Outra dupla confirmada nesta sexta-feira foi a formada pelos franceses Fabrice Amedeo e Eric Peron com seu Newrest – Art & Fenêtres.

Fabrice Amédéo, skipper de l’IMOCA Newrest-Art & Fenêtres, à l’entrainement au large de Belle-Ile avant le départ de la Route du Rhum Destination Guadeloupe 2018, le 7 octobre 2018, Photo : Jean-Marie LIOT – www.jmliot.com

O francês Paul Meilhat, o mesmo que quer correr a The Ocean Race, vai navegar ao lado da britânica Sam Davies no Initiatives Cœur.

Sam Davies disputou as últimas três edições do evento da Transat e em 2015 comandou na volvo Ocean Race o Team SCA.

Mais nomes já disseram sim à Transat Jacques Vabre:

O finlandês Ari Huusela está na linha de largada em Le Havre, além da dupla feminina Alexia Barrier (França) e Joan Mulloy (Irlanda).

O navegador Manuel Cousin confirmou recentemente também Gildas Morvan como sua dupla para o Groupe Setin.

Na Bahia, regata Transat Jacques Vabre acaba depois de quase um mês

02/12/2017 12:20

Em Itajaí, por questões óbvias, a Transat Jacques Vabre se estendeu mais.

Na edição 2017, a regata teve destino final a Bahia.

Foram 8 mil quilômetros de prova

Neste sábado (2), o Esprit Scout fechou a raia da Transat Jacques Vabre 2017.

O veleiro demorou 27 dias e 6 minutos para fazer a prova.

A dupla mostrou muita resistência para não desistir da regata.

O veleiro teve uma delaminação do casco e foi forçado a fazer uma longa parada em Las Palmas, nas Canárias.

Com a chegada dos franceses, a 13ª edição da Transat Jacques Vabre está concluída.

A regata teve 37 barcos largando da França e seis ficaram pelo caminho.

A próxima regata será em 2019.

 

IMOCAs chegam na Bahia

19/11/2017 09:56

A Bahia é definitivamente a casa do francês Jean-Pierre Dick. O skipper se tornou, neste sábado (18), o maior vencedor da Transat Jacques Vabre na classe IMOCA com quatro conquistas sendo três delas na capital Salvador. Ao lado do compatriota Yann Eliès, o navegador levou o St Michel – Virbac ao pódio com o tempo de 10 dias, 19 horas e 14 minutos para um percurso de 8 mil quilômetros.

”É só felicidade. Vencer quatro vezes é fabuloso! Depois de um período difícil, com uma capotada e uma perda de quilha na Vendée Globe, as coisas positivas voltaram”, disse Jean-Pierre.

”Tive problemas para dormir nos primeiros dias por causa do barulho, da adrenalina. Yann foi um bom parceiro. Tomamos as decisões certas em termos de estratégia! Eu fui mais para o lado racional e o Yann com sua intuição. Nós fizemos uma ótima parceria”.

As outras vitórias do skipper do St Michel – Virbac em Salvador foram em 2003 com Nicolas Abiven e 2005 com Loïck Peyron. Na prova de 2011, que terminou em Puerto Limon, na Costa Rica, o francês fez dupla com Jérémie Beyou.

”Novamente foi um grande prazer receber Jean-Pierre no Terminal Turístico Náutico da Bahia. Ele já é um baiano igual a mim”, falou Domeniqui La Bras, diretor da Socicam, que administra o Terminal Turístico Náutico da Bahia.

A classe IMOCA é uma das mais celebradas da modalidade, principalmente na Europa. Os mesmos barcos de 60 pés são usados na regata Vendée Globe, uma volta ao mundo em solitário, sem escalas e sem assistência. A próxima edição será em dezembro de 2020, sempre largando da França.

”É fantástico ter uma barco desse aqui. Muito moderno, que plaina com uma facilidade enorme. Muito feliz de ter esses barcos aqui na Baía de Todos-os-Santos. A IMOCA sempre tem a maior rivalidade com resultados acirrados”, disse Márcio Cruz, presidente da Federação Baiana de Vela.

Os próximos IMOCA estão próximos da linha de chegada. Neste domingo (19), outros três barcos estão previstos: SMA, Des Voiles et Vous! e Malizia II.

 

 

 

Barcos voadores chegam nesta segunda-feira na Bahia

12/11/2017 16:37

A boa terra terá a honra de receber o campeão da Transat Jacques Vabre, que chega ao Brasil com direito a recorde.

A nova marca da regata Transat Jacques Vabre está prestes a ser quebrada pelos Ultimes – barcos voadores.

Photo sent from the boat Sodebo Ultim’, skippers Thomas Coville and Jean-Luc Nelias, on November 12th, 2017 – Photo Sodebo Ultim

Os trimarãs Sodebo e Edmond de Rotschild vão fazer os oito mil km da França até a Bahia em oito dias.

O Groupama 2 tem 10 dias e 38 minutos, ou seja, a marca de 2007 caiu.

”A chegada a Salvador será com pouco vento. Certamente haverá pressão, mas para ganhar regata é preciso lidar com isso. Eles (Edmond de Rothschild) estavam mais rápidos no começo e tomamos a ponta dias depois. A regata é como uma prova de ciclismo, você não sabe quando o outro vai atacar”, disse Jean-Luc Nélias, skipper do Sodebo. A equipe foi vice-campeã em 2015.

Brasil na regata

A Transat Jacques Vabre tem mais uma vez um barco brasileiro, repetindo Itajaí 2015 com o Zetra. O Mussulo 40 compete na categoria Class40 e ainda está bem distante do destino final.

 

Barcos voando na Transat Jacques Vabre

10/11/2017 09:14

A Transat Jacques Vabre 2017 é marcada pela velocidade na classe Ultime, composta por três multicascos gigantes.

Dois deles já deixaram a metade do caminha pra trás em menos de 5 dias, ou seja, média de quase mil quilômetros dia.

O Sodemo é o líder e está mais próximo de Salvador, destino final da regata de 8 mil km.

O Edmond de Rothschild, que estava na ponta desde a largada, perdeu terreno após manobras pra corrigir o rumo.

”Estamos apenas no meio caminho. Devemos agora manter essa liderança. O equilíbrio entre velocidade e percurso é a chave para passar bem nos Doldrums (zona convergência) neste fim de semana. O vento irá suavizar durante o dia, de 15 a 10 nós (cerca de 10 km/h menos)”, escreveu a dupla do Sodebo no seu diário de bordo.

Nos Doldrums tradicionalmente, os barcos perdem velocidade. É a chama calmaria da Linha do Equador. Antes de perder a liderança, Thomas Rouxel, parceiro de Seb Josse no Edmond de Rothschild, confirmou as seguidas manobras. ”Por enquanto tudo está bem, talvez tenhamos feito nosso último jibe ontem, agora podemos seguir o caminho da Bahia. Observamos Sodebo de perto e o clima está ficando quente! Estamos começando a olhar para os Doldrums”.

O terceiro Ultime na regata, o Prince de Bretagne está ainda com problemas parado na Ilha de Santa Maria nos Açores. A dupla já consertou alguns cabos antes de voltar a toda velocidade.

Começa a Transat Jacques Vabre

06/11/2017 08:21

Uma das mais prestigiadas regatas internacionais começou neste domingo (5) com a participação de 37 barcos, incluindo o brasileiro Mussulo 40 Team Angola Cables. A Transat Jacques Vabre terá ao todo 8 mil quilômetros nas mais duras condições de navegação até a chegada a Salvador, na Bahia, que sedia pela quinta vez na história a prova.
A 13ª edição do evento internacional, que conta com atletas de oito países, largou às 10h35 (horário de Brasília) de Le Havre, na França, após um circuito entre bóias até Etretat, cidade turística francesa famosa pelas falésias.

Mais de 20 nós de vento e mar agitado deram o tom logo de cara. O frio também deu às caras na Normandia.

As condições não devem aliviar tão cedo, principalmente nos primeiros dias. Segundo José Guilherme Caldas, do barco brasileiro Mussulo 40 Team Angola Cables, a dupla ficará atenta à força dos ventos para preservar material do Class40 visando o longo percurso.

”No segundo dia de regata, está prevista a entrada de vento forte com rajadas de até 50 nós. Temos que tomar cuidado para não quebrar nesse período. A partir de terça-feira a gente já entra com uma situação melhor”.
O Mussulo 40 é o segundo barco brasileiro na história do evento. Na edição passada, o campeão olímpico Eduardo Penido e o co-skipper Renato Araújo a bordo do Zetra.

Os barcos mais rápidos, como os Ultimes, projetam fazer o percurso em até 10 dias. Já os IMOCA e Multi50 devem demorar até 15 dias para o feito!

Os Class40, dos brasileiros do Mussulo 40, são um pouco mais lentos.

O trimarã Edmond de Rothschild é apontado como o principal favorito ao título da Transat Jacques Vabre 2017 e também ao prêmio de Fita-Azul – aquele que chega primeiro independentemente da classe.

Os franceses Sebastien Josse e Thomas Rouxel têm tudo para ser a primeira dupla a cruzar a linha de chegada em Salvador, quebrando o recorde da Transat Jacques Vabre.

O Edmond de Rothschild precisa navegar mais rápido do que o Groupama 2 da edição de 2007, que fez o percurso de Le Havre até Salvador em 10 dias e 38 minutos. O Groupama era um multicasco de 60 pés e o Edmond de Rothschild tem 104 pés. ”Queremos fazer a prova em oito dias”, disse Sebastien Josse com naturalidade, como se distância até a Bahia fosse curta. ”É um barco mais rápido e seguro do que a versão de 70 pés que usamos em 2013”.